quarta-feira, 26 de março de 2014

O que dizer?


Hoje fui interrogada, sobre o que eu aprendi no curso de Pedagogia.
Veio então a pergunta: O que você aprendeu?
Respirei fundo, sorri, aprendi, ou não aprendi.
Essa é a primeira resposta que nosso cérebro já cansado de tanto pensar diz.
Ao me aquietar e colocar a folha sobre a mesa, comecei a refletir sobre como iniciei este curso.
Então vi, aprendi que já não posso ter meus dias totalmente meus.
Sábados sem sair de cima dos livros; computador etc.
Nos dias de sol, oba praia não dá.
No início os seminários, no final TCC.
Confesso que abri mão dos meus tempos de lazer, mas, hoje, vejo que não aprendi somente isso.
Aprendi a ser uma pedagoga que pensa e faz os outros pensar.
Que também constrói e está em constante busca pelo conhecimento, que avalia suas ações e práticas dentro de um ideal democrático.

Sandra dos Santos Moura - 8º semestre 2014/1

quarta-feira, 19 de março de 2014

O conhecimento transforma vidas


Quando cheguei à UNISANTOS, houve um acolhimento entre professor e aluno no curso de Pedagogia/Parfor.
Já nesse momento senti o início da transformação da minha prática pedagógica, a fim de me tornar uma profissional com autonomia e refletindo sempre sobre a teoria em relação à prática.
No decorrer do curso, as pesquisa propostas e o cotidiano da prática me fizeram refletir e me proporcionaram uma visão mais ampla, crítica e dinâmica da educação.
Pude observar no Curso que os professores respeitaram a diversidade de cada aluno. Refiro-me ao grupo-classe que recebeu orientação sempre pautada na democracia e no bem estar de todos. Nos conteúdos ensinados, pude sentir a teoria sendo exercitada em minha prática, por meio do ensino significativo, que transformou o meu agir e pensar, revelando a compreensão dos conceitos e procedimentos que foram, no dia a dia e ao longo do curso, transformando a mim e a minha prática pedagógica.
Também pude sentir nos estágios que realizei em três escolas municipais de Santos a oportunidade de vivenciar um espaço de pesquisa e de investigação, no qual pude contextualizar a prática com as ações de ensino integrado, com as reflexões teóricas e práticas realizadas na universidade. Por isso, acredito em uma transformação e a associo com a transformação da águia. A minha vida se transformou por completo, no plano profissional e no social. Muitas pessoas que ingressam nos cursos acadêmicos desistem de prosseguir. A águia é um exemplo de atitude, pois, em certo momento da vida dela, tem duas escolhas: morrer ou subir em uma montanha bem alta, fazer um ninho, se refugiar e ali começar os desafios e as mudanças. A troca do bico, das penas, das unhas. Tudo vai se tornando novo, mesmo sendo um processo dolorido. Na vida acadêmica, muitas vezes, temos que ter desafios e nos refugiarmos nas leituras de pesquisas e nos trabalhos. Assim como a águia não desiste e, aos poucos, tudo vai se transformando e ficando novo, bem como seu novo desafio é voltar a voar em lugares bem altos, o meu desafio agora é concluir o curso e alçar voos mais ousados, com uma visão de águia, alcançando vidas e as transformando, porque o conhecimento transforma a vida de uma pessoa e foi isso que aconteceu comigo.

Claudionete Maria Lopes - 8º semestre 2014/1

terça-feira, 18 de março de 2014

(Auto)avaliação formação Parfor: da água para o vinho

Um certo dia ouvi uma história sobre um Mestre que estava em uma festa de casamento como convidado, quando se aproximou uma pessoa e lhe disse: mestre o vinho acabou. Acabar um vinho era coisa vergonhosa, o mestre ouviu e lhe respondeu: traz algumas vasilha com água. E logo trouxeram vasilhas cheias de água e o mestre transformou a água em vinho e todos se alegraram naquela festa, porque houve um grande milagre.
Assim como houve naquele tempo um grande milagre com a pureza da água e a alegria do vinho, senti-me alegre quando tive a oportunidade de cursar uns dos melhores curso de Pedagogia da Baixada Santista: Pedagogia/Parfor, na Universidade Católica de Santos.
Um milagre aconteceu! Foi quando iniciaram as grandes transformações na minha vida pessoal, profissional, social e acadêmica. Com o curso, a minha prática, atuando como educadora, mudou, abriu novos olhares, porque o conhecimento transforma e foi isso que aconteceu. Hoje, na minha prática, tudo é fundamentado, sempre estou questionado no meu cotidiano profissional: Qual o autor que se refere a esse tema? Como posso usar essa fundamentação para melhorar a minha prática pedagógica? Qual é a Lei que fundamenta tal coisa? Estou sendo ética? O que posso melhorar?
São questões de reflexões e críticas positivas que antes do curso de Pedagogia/Parfor Unisantos não existiam em minha mente. Porém com um projeto de Curso bem elaborado, com uma proposta Pedagógica de longo prazo, acredito que todas as expectativas foram preenchidas de cada disciplina e com desempenho. Ressalto a sabedoria da coordenadora professora Marly Saba, bem como de cada professor. Algumas professoras me marcaram. Cito inicialmente a professora Rose Aquén, com sua ternura e paz, ensinando ao grupo-classe o conteúdo proposto para sua disciplina, assim, muito contribuiu para minha transformação a cada experiência relatada. Os debates em sala de aula, sempre nos levando a refletir e a escrever. Já está batendo saudade, o curso está acabando, vem na memória as aula de cada professor. Dra. Denise Tardelli que me ajudou muito para minha transformação, sempre nos mostrando serenidade e comprometimento e levando o grupo-classe a ter comprometimento, ética, postura e amadurecimento. Fluem na minha mente lembranças do professor Paulo Campbell nos ensinando conteúdo de história da educação. Professor Ricardo nos levando a refletir em debates e seminários a atual sociedade e tempos passados. Não posso deixar de falar da professora Rosana Pontes, com seus conhecimentos acadêmicos em sua disciplina, nos incentivou a elaborar trabalhos de reflexão, os artigos científicos, os portfólios, os Diários de Bordo, o blog. A professora Ângela Cancherine com sua disciplina de Metodologia do Trabalho Científico, sempre trabalhando com o grupo-classe e muitas vezes individualmente para sanar dúvidas. Hoje, tornou-se minha orientadora de TCC. Quando eu pensava que era impossível, que não iria conseguir, todos os professores me diziam: você pode, vai em frente, você vai conseguir. Na equipe docente,  são todos de uma sabedoria inexplicável em conhecimento e todos juntos subsidiaram a transformação na minha prática pedagógica. 

Ao destacar fatos marcantes e pessoas na minha formação, não quero ser injusta com nenhum professor, porque todos os professores contribuíram uns diretamente e outros indiretamente, mas sempre grandemente para que hoje eu estivesse escrevendo esta crônica.
Tudo mudou, tudo transformou. A água se transformou em vinho, a água purifica, mas o vinho alegra e faltam poucos meses para a alegria ser total e dizer: venci mais uma etapa, a graduação. E a alegria não ficará apenas restrita a mim e à coordenação do grupo de docentes, irá contagiar a família, amigos e colegas e eu também irei um dia contribuir para transformar outras vidas.


Claudionete Maria Lopes - 8º semestre 2014/1

(Auto)avaliação formação Parfor: sabedoria, reflexão e humildade

Tudo começou quando passei para o colegial (atual ensino médio), e, com a intervenção da minha mãe dizendo com autoridade que eu faria o magistério, já que eu não gostava muito de estudar. Ela alegava que se eu não quisesse fazer uma faculdade, já teria uma profissão. Tentei rebater, mas ela foi implacável e assim cursei o magistério numa escola muito conceituada na época o “Colégio do Carmo”.
Lá aprendi muito e acabei me identificando e me apaixonando pela profissão. 
Entretanto, não estava nos meus planos fazer a faculdade de Pedagogia, e assim cursei Educação Física. Fiz os quatro anos, que considero um tempo perdido, pois não consegui pegar o diploma porque não conclui os estágios. Voltei à estaca zero, só tinha o magistério, e, desempregada, resolvi prestar concursos. Para passar, estudei muito e, em 1996, consegui entrar na Prefeitura de Santos como Monitora de Creche e na Prefeitura de Praia Grande como PI, pois na época só se exigia o magistério. 
Em 2002, comprei um Núcleo de Recreação de Educação Infantil, mas não consegui conciliar com os outros dois empregos, e acabei abdicando da Prefeitura de Santos (Monitora de Creche). O tempo passou e o Núcleo não deu certo e eu fiquei só na Prefeitura da Praia Grande.
Dar aula era a minha vida, porém estava acomodada, não procurava evoluir e fazer outros cursos ou até mesmo a própria Pedagogia. A Prefeitura de Praia Grande ofertou para os seus professores sem licenciatura o curso da “Pedagogia Cidadã”, no entanto, fiquei de fora, não consegui cursar, porque zerei na redação. E o tempo foi passando e eu parada. Na rede, eu era uma das únicas professora sem o curso universitário (Pedagogia), sentia-me inferior e decidi que não ficaria mais para trás. Na época, começou anunciar na TV a Plataforma Freire, pensei, chegou a minha vez, me inscrevi e fui contemplada. Bingo!
Desde o começo, gostei, me encantei com os professores que são todos mestres ou doutores, mas, ao mesmo tempo, estava assustada e ansiosa, porque fazia muito tempo que eu não estudava, sabia que seria uma tarefa árdua, mas eu tinha um foco.
Às vezes, me desentendia com os professores e me questionava se realmente iria valer a pena, já que eu estava empregada e tinha estabilidade. A turma era especial, nos dávamos ou melhor nos damos muito bem. Falo com propriedade: somos na verdade um coração só.
O Parfor me trouxe sabedoria, reflexão e, principalmente, humildade, apesar de estar, no momento, afastada da sala de aula. Sei que estes três anos e meio foram fundamentais para o meu crescimento profissional e pessoal.Valeu...Valeu demais!!!

Claudia Fernandes - 7° semestre 2014/1

quinta-feira, 13 de março de 2014

(Auto)avaliação formação Parfor: a importância da formação constante para o professor

Trabalho na Educação Infantil há 8 anos. Quando comecei, apenas cuidava das crianças como se fossem meus filhos. Fiz o magistério quando o prefeito de Praia Grande ofereceu o curso. Entrei na universidade por meio do PARFOR e posso afirmar que minha vida mudou muito, não só na parte profissional como na pessoal, pois eu aprendi a me impor como docente e a questionar as coisas.
Na minha vida profissional, as transformações foram muitas, pois hoje eu sei como ajudar os alunos em suas dúvidas e dificuldades. Existem situações em que fico insegura, achando que não estou preparada, mas na hora resolvo tudo da melhor forma possível.
Hoje, percebo como os estudos fazem a diferença. Quando estudamos, temos propriedade para falar ou resolver assuntos que antes pareciam complicados.
Sempre tive força de vontade, mas me faltava o conhecimento que hoje adquiri, através dos conteúdos estudados na Universidade.
Com os conhecimentos adquiridos, ao longo desses 4 anos, posso afirmar: como é importante a formação inicial e continuada para os professores. O conhecimento é uma ferramenta necessária para melhorar a nossa prática docente.
Tanto que, ao terminar a graduação, quero fazer uma pós- graduação. Acredito que a atualização do professor é de grande relevância para a educação.

Sara Maria José da Silva - 8º semestre 2014/1

quarta-feira, 12 de março de 2014

(Auto)avaliação formação Parfor: a busca incessante por melhorias

Minha prática docente iniciou-se como atendente de educação de uma creche na cidade de Praia Grande, São Paulo. Comecei esse percurso sem conhecimento pedagógico nenhum, visto que minha formação se restringia ao ensino médio. Desta forma, reproduzia modelos que trazia em minha bagagem como aluna. 
Após alguns anos trabalhando nessa área, obtive a formação em Magistério, nível técnico. Esse curso foi oferecido pelo município do qual fazia parte do seu quadro de funcionalismo público, na época, como determinação da LDBEN 9394/96, em seu artigo 62, que diz ser o Magistério (nível técnico) exigência mínima de formação para atuar na educação básica. No entanto, o curso de Magistério, no meu ponto de vista, não me proporcionou muito conhecimento teórico que me subsidiasse segurança para uma prática docente de qualidade.
Busquei cursos universitários a distância, uma vez que era a formação que minha condição financeira permitia na época, apesar de não considerar essa modalidade de curso com a qualidade que eu pretendia. Entretanto, não consegui me matricular em nenhum.
Ainda bem! Porque surgiu uma oportunidade dos sonhos: Cursar Pedagogia na melhor universidade da baixada (UNISANTOS) e além do mais com bolsa de estudo integral pelo Parfor. Não pensei duas vezes, me matriculei.
Hoje, após 4 anos de curso, posso afirmar com propriedade que concluo o curso de Pedagogia com a minha prática docente transformada. Isto quer dizer que, aquela prática inicialmente ingênua, leiga, reprodutora e mecânica foi superada por uma prática pedagógica permeada pela crítica, reflexão e autonomia.
Isso foi possível, devido à vivência em atividades e projetos que me ensinou a pensar e pesquisar. Essa proposta pedagógica consta no Projeto Pedagógico do Curso, bem como é aconselhada por grandes autores na área de formação de professores, dentre os quais Paulo Freire.
Nesse sentido, os professores utilizaram como estratégias de formação os registros reflexivos em diários de bordo e crônicas pedagógicas postadas neste blog, seminários de pesquisas, produção de documentários e a realização de pesquisas.
Essas estratégias foram relevantes para eu conquistar um perfil crítico-reflexivo, pesquisador e autônomo. Desse modo, pude associar a teoria com a prática, sempre por intermédio da investigação e problematização mediada pelos professores. Fui me tornando uma professora-autora, ou seja, tornando-me sujeito da minha própria aprendizagem. Senti-me apta a pensar e agir de acordo com os conhecimentos adquiridos por meio da reflexão sobre a teoria na prática.
Paulo Freire, no livro A Pedagogia da Autonomia, afirma que “a teoria sem a prática vira 'verbalismo', assim como a prática sem teoria, vira ativismo. No entanto, quando se une a prática com a teoria tem-se a práxis, a ação criadora e modificadora da realidade”. Diante dessa afirmação, posso inferir que a transformação em minha prática docente foi possível em virtude da teoria ter iluminado a minha prática.
Eu, particularmente, agarrei oportunidades grandiosas, oriundas no grupo de pesquisa da universidade, que foi a elaboração do pôster sobre as vivências de formação em Pedagogia na Unisantos apresentado no II Encontro Nacional do Parfor, na sede da CAPES/MEC em Brasília, na primeira quinzena de junho de 2013.
Como resultado desse pôster, produzi em coautoria com minha querida orientadora professora Rosana Pontes, um  artigo científico: “Relatos de experiência de uma professora-autora em construção: implicações da formação Parfor na prática docente”, publicado no primeiro livro do Parfor a ser lançado brevemente. E ainda, outro artigo que, mais uma vez, juntas, apresentamos no Congresso Internacional de Avaliação, promovido pela Universidade do Rio Grande do Sul, Unisinos, em Gramado/RS, nos dias 06, 07 e 08 de outubro de 2013, cujo título foi: “(Auto)avaliação de uma professora em construção: implicações da formação Parfor na prática docente”. Essa experiência como autora acadêmica levou-me ao tema do meu TCC: A formação de professores no Parfor.

Quando eu imaginaria que uma menina de origem humilde, aluna de uma escolarização pública fragilizada, poderia chegar aonde eu cheguei! Sem dúvida, foram experiências riquíssimas para uma professora em formação inicial.
Contudo, ainda me sinto um ser inacabado, como afirma Paulo Freire, porém, consciente desse meu inacabamento, busco constantemente aprender cada vez mais para que a minha prática docente esteja sempre rodeada de reflexão, pesquisa e autonomia.
Apesar de todas essas conquistas, tenho enfrentado dificuldades para transpor a teoria estudada na universidade para minha prática cotidiana.
Do 1º ao 6º semestre do curso de Pedagogia, atuava em uma creche, na qual era de minha responsabilidade apenas o “cuidar”. E ao me deparar com as teorias que embasam a educação infantil, no caso o Referencial Curricular Nacional, aprendi que o cuidar e o educar são indissociáveis, portanto era minha tarefa também “educar”.
Entretanto, as atividades pedagógicas não eram planejadas por mim e por nenhuma outra atendente de educação, elas já vinham prontas e nós apenas as aplicávamos. Muitas vezes, recusei-me a aplicar atividades, por vários fatores: a atividade não era adequada para aquela faixa etária; a atividade estava distante da realidade das crianças, no que se refere ao desenvolvimento, ora muito além, ora muito abaixo; atividades em que os recursos didáticos não eram fornecidos pela escola etc.
Desta forma, comecei a me indagar: como poderia avaliar a aprendizagem daqueles alunos se não sou eu que planejo e organizo as atividades e a rotina da turma?
Então, fui questionar a equipe gestora da unidade na qual trabalhava. Foi um questionamento em vão, pois quase não me ouviram e, por consequência, fiquei vista como a funcionária questionadora.
A gestão escolar dessa unidade atuava de forma autocrática, por isso não consegui dialogar sobre as questões pedagógicas que envolvia aquela escola, até porque ouvi que eu não era professora.
Já no 7º e atualmente no 8º semestre, atuando como professora, após passar no concurso público na cidade de Santos, também encontro alguns desafios.
Em relação ao planejamento, organização das atividades e otimização do tempo e espaço até tenho autonomia para trabalhar, porém sinto-me sozinha para refletir, percebo que há uma desconexão entre o trabalho docente. Penso que o trabalho com projetos seria uma forma de integração, porém o trabalho com projetos ainda não está claro para algumas professoras.
Enfim, apesar de todas as dificuldades encontradas, a minha motivação docente é maior. A busca incessante por melhorias na qualidade da educação é o que me move a estudar. E os desafios servem como indicadores para possíveis mudanças no pensar e agir no contexto educacional. Acredito que é para isso que estamos nos formando como Pedagogas.

Para finalizar, adiciono a imagem acima que representa meu sentimento de evolução como consequência da formação em Pedagogia/Parfor.

Maria Flávia Medeiros dos Santos - 8º semestre 2014/1

(Auto)avaliação formação Parfor: realização de um grande objetivo e concretização de um sonho


Nossa já estou no 7º semestre! Daqui a pouco vai se realizar um sonho. Parece que foi ontem que tudo começou: a inscrição na plataforma Freire; a espera da convocação; espera da confirmação da matrícula do curso; foi tudo meio que tenso. Mas, enfim, o grande dia chegou, e a rotina começou: o dia inteiro na escola e depois faculdade. 
A jornada é longa, mas em tudo se dá um jeito. O importante é não desistir, chegar à reta final como estou chegando e saber que daqui a alguns meses terei a licenciatura em Pedagogia. É muito gratificante! Olhar para trás e ver os acontecimentos passados como se fossem cenas de um filme de longa metragem:
O parquinho “Dr. Alcides lobo Viana”, no canal 01, Av. Senador Pinheiro Machado.
O G.E.E. “Marques de São Vicente”, no canal 02, Av. Bernardino de Campos, onde fiquei até o 2º ano primário.
Depois o G.E.E. “Braz Cubas”, onde concluí o primário.
No ginásio, já me sentia importante, filha de pedreiro e doméstica estava no antigo ginásio, hoje fundamental II. Ali aprendi que ser professora não era apenas ser uma pessoa na sala de aula e sim uma amiga, com quem poderia contar. Aprendi a amar poesia, a defender meus sonhos e direitos, se hoje sou professora devo meus exemplos a esses professores!
Na sequência, primeiro colegial. Ao final, tentando licenciatura em Letras. Não pude fazer, passei na primeira fase da USP, não consegui na 2ª. 
Anos depois (precisamente 10 anos), resolvi fazer o Magistério, onde me formei e comecei a dar aula, mas sempre tendo em mente fazer faculdade de Letras.
O tempo foi passando, e a vontade mais aguçada de fazer uma licenciatura crescendo em mim, houve oportunidades e também houve empecilhos, mas o meu momento chegou em 2011 com o curso Pedagogia/Parfor. Agarrei essa oportunidade com unhas e dentes.
Aprendi muito, principalmente agora neste último semestre que está iniciando, em poucas aulas pude perceber que existem “Gestoras” e “gestoras”, o mesmo se aplicando à coordenação.
Todo curso, enfim, tem sido de grande incentivo e aprendizagem, abrindo horizontes de conhecimentos que tenho procurado usar como ferramenta no meu dia a dia de professora.

Vera Lucia Morgado - 7º semestre 2014/1