segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Conhecendo Paulo Freire


Confesso que, antes de iniciar o curso de Letras, não conhecia Paulo Freire. Ao começar o curso, passei a escutar muito o seu nome. Bateu a curiosidade, e então resolvi pesquisar a seu respeito. Achei muito interessante a sua história de vida e, especialmente, a sua luta pela educação no Brasil. 
O documentário "Paulo Freire Contemporâneo" é uma prova de que ele se preocupava muito em educar o povo brasileiro, os mais pobres e os que moram em lugares sem nenhum acesso ao conhecimento. Ele foi capaz de levar a educação a lugares onde muitos brasileiros jamais imaginariam.
Muitos não imaginavam que um dia iam ter a oportunidade de frequentar uma sala de aula, mesmo que improvisada, e que teriam a oportunidade de aprender a ler e escrever, inclusive escrever o próprio nome. Por meio desse filme, eram nítidas, no rosto de cada um dos participantes, a alegria e a emoção de poder estudar, principalmente, aqueles com idade já avançada e os que “ralam” em empregos humildes como os catadores de lixo. 
Além da educação formal, as escolas, que utilizam o método educacional de Paulo Freire, fornecem outras formas de aprendizado, como o plantio e a música, exemplificados no documentário. 
Chamou-me a atenção a parte em que um homem consegue pela primeira vez escrever uma poesia. Para mim, ver
sua felicidade foi sensacional, pois percebi que a luta foi árdua e, no final, ele foi recompensado com uma obra de sua autoria. 
Outra coisa muito interessante que achei, ao assistir esse documentário, foi ver o orgulho e a emoção estampados nos rostos dos professores, tanto dos que ensinavam para escolas em lugares de difícil acesso, quanto dos que ensinavam para alunos de baixíssima renda. Para eles, ficou evidente que a educação não tem fronteiras, que ela pode ir a qualquer lugar, graças a Paulo Freire, que, com certeza, tinha o mesmo pensamento.
Sobre a pergunta “que educação é essa?”, para mim, como dito antes, é uma educação que não se limita a apenas um lugar, ela vai a qualquer país, estado, rua, planeta, etc. A educação está em todo lugar, porque, na minha concepção, há vários professores querendo mudar o povo brasileiro, mudar para melhor é claro. Investindo
em conhecimento, cultura e fazendo com que as pessoas se interessem em aprender, em ir à escola. 
Sabemos que não há idade, cor, raça, religião e, principalmente, classe social para a educação, ela é para todos. É bom saber que ainda há no mundo pessoas com vontade de ensinar, de manter o legado de Paulo Freire vivo e de que não há fronteiras para educar. Educando, podemos sonhar com um futuro melhor para o país. E é bom saber também que muitos se interessam em aprender, e que, independente de vários fatores, a esperança de aprender ainda está viva.

José Cláudio Lopes - Letras (2º semestre 2015-2)

A utopia essencial de Freire para os educadores


Por meio dessas palavras de Paulo Freire, conseguimos entender o princípio de seu pensamento. É possível mudarmos o mundo.
Paulo Freire, nascido em 1921, em Recife, Pernambuco, é conhecido por suas críticas à educação da década de 1950/60, e em seus trabalhos ressalta generosidade e bondade como pessoa humana. 
Freire insere o oprimido na escola, condição que era inviabilizada pela cultura dominante. Com isto, Paulo Freire recebeu a nomenclatura de revolucionário. Para o autor, o ser humano está em constante evolução, ou seja, é um ser inacabado. Essa concepção o faz ir de encontro ao sistema de "educação bancária", em que o professor deposita conhecimentos nos alunos, para depois, ao final de um ano letivo, cobrar esses conhecimentos. 
Um ensino freireano precisa ir contra este ensino “bancário” e ir rumo à libertação e humanização dos alunos, pois, dentro da escola, o professor pode aprender a ensinar e o aluno aprender a aprender.
No documentário "Paulo Freire Contemporâneo", é possível ver diversas experiências freireanas que mostram como essa pedagogia pode ser eficaz e humanizadora, desde exemplos simples, em que os professores mudam a forma de acolher os alunos, ao se relacionarem como pessoas, além da hierarquia professor-aluno. 
Há ainda exemplos mais complexos, como escolas rurais que trabalham a importância da agricultura, assim a escola funciona como espaço sociocultural, integrando a vivência do aluno e o ensino de conteúdos tradicionais.

João Victor Concer Corrêa - Letras (2º semestre 2015-2)

A esperança de um futuro melhor está na educação


O documentário "Paulo Freire Contemporâneo" mostra a vida escolar de crianças e adultos que estão sendo alfabetizadas por meio do método freireano.
Essa educação conscientiza o aluno sobre a importância do aprendizado. O objetivo de Paulo Freire é ensinar a criança a ler o mundo para transformá-lo.
Além da aprendizagem formal, a escola também deve apresentar ao aluno outros meios de conhecimento, como, por exemplo, mostrar a importância do meio ambiente (animais, plantações, mundo aquático). Proporcionar aos alunos atividades que estimulem sua curiosidade por novos conhecimentos. 
Dar “liberdade” para que possam vivenciar situações, em que
venham exercer a dignidade, tomar decisões, e assim conquistar sua autonomia.
Os educadores devem ter consciência de que as crianças precisam de autonomia, pois estão sendo formadas para a vida. Desta forma, é preciso mostrar como funciona o mundo lá fora, e ensiná-las a lidar com todas as situações possíveis.
A formação de crianças e jovens não está somente no conteúdo didático, é preciso mostrar a realidade e ensiná-los a fazer a diferença, pois a esperança de um futuro melhor está na educação.

Referência:

PAULO FREIRE Contemporâneo. Direção de Toni Venturi. Brasília: Olhar Imaginário, Realização SEED/MEC, 2007. (53 min), son., color., educacional.

Naiara Cristina de Moraes - Letras (2º semestre 2015-2)

A mudança está em nossas mãos



Atualmente, o assunto educação vem sendo muito abordado na mídia e, infelizmente, de uma maneira negativa. 
Escolas sem recursos, professores desmotivados, corte de verba por parte do Governo e infinitas reclamações sobre os alunos. Como chegamos a esse ponto não é difícil entender. A sociedade desde sempre entendeu a educação como sendo um benefício para poucos, apenas a elite deveria ter direito a ela. Claro que hoje o acesso à educação não se restringe àqueles de maior poder aquisitivo, mas o “tipo” de educação oferecido ainda não é o mesmo para todos. Recebe a melhor educação quem puder pagar por ela.
Na contramão dessa realidade, veio Paulo Freire (que pude conhecer melhor por meio do documentário “Paulo Freire Contemporâneo” assistido em aula), com seu ideal de educação para todos. Ele sempre entendeu que a educação tem poder transformador, que um povo sem educação é eternamente dominado e oprimido. E com muita coragem se opôs à sociedade, lutando pelas minorias. 
No documentário, foi possível ver que Paulo Freire não era um simples pedagogo, ele entendia a complexidade do ser humano em todos os seus aspectos e, por isso, seu trabalho em Angicos deu tão certo e seus métodos são divulgados até hoje. 
Trazer para as salas de aula palavras do dia-a-dia dos alunos, utilizar círculos de alfabetização, aproximar ao máximo o conteúdo da realidade do aluno, para que ele consiga ir além da escrita e leitura, para que ele consiga pensar e chegar as suas próprias conclusões e opiniões sobre assuntos que são realmente importantes para a vida. Paulo Freire inovou a concepção de ensino vigente na década de 1960 e quebrou a barreira entre professor-aluno, mostrou que a interação e troca de experiências só têm a acrescentar na educação. O que ele propõe é mais do que ensinar pessoas, é formar cidadãos. Suas ideias e métodos, hoje, são aplicados em algumas escolas que têm obtido bons resultados, mas é necessário que muitas outras enxerguem essa oportunidade de crescimento. 
Toda mudança gera resistência, principalmente para aqueles que estão há anos fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito. Mas como alcançar um resultado diferente repetindo as mesmas atitudes? É preciso que os professores se conscientizem que a revolução é inevitável ou vamos cada vez mais ladeira abaixo e o caminho das pedras já está disponível. Deixar o trabalho de Paulo Freire morrendo aos poucos não pode ser uma ideia aceitável para ninguém.

Referência:
PAULO FREIRE Contemporâneo. Direção de Toni Venturi. Brasília: Olhar Imaginário, Realização SEED/MEC, 2007. (53 min), son., color., educacional.

Tamyres Muniz Jatobá Fontana - Letras (2º semestre 2015-2)

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Educação que transforma



Não. Definitivamente, tratar sobre a Educação no Brasil não é tarefa fácil. Nunca foi. Acredito que nunca será. Assim sendo, escrever um texto, a partir da questão “Que Educação é essa?”, poderia render páginas e páginas de discursos e citações dos mais diversos acadêmicos e estudiosos da área, com suas experiências bem ou malsucedidas, balões de ensaio, críticas ou simples palpites.
Fato é, porém, que o assunto, historicamente, jamais foi o foco principal dos interesses e da atenção dos dirigentes do país e, fundamentalmente por esse motivo, a educação tornou-se cada vez mais decadente, com consequências sociais dramáticas para a população.
O documentário “Paulo Freire Contemporâneo” aponta, no entanto,
como o resgate da Educação é capaz de modificar e transformar a
realidade de um povo. Mais que isso, porque mostra que educar não
significa apenas ensinar as técnicas de cálculo e linguagem, mas a valorizar a reflexão e o diálogo humanos, por meio do conhecimento. Algo, com certeza, assustador demais para ditadores e controladores de massas que pretendem se perpetuar no poder.
Enfim, Paulo Freire foi um educador brasileiro, nascido no Nordeste, conheceu a fome, lutou para estudar, teve contato com a ignorância do povo, formou-se no meio dele. E talvez, por isso, pôde conhecer bem a diferença entre o conhecimento das letras e o conhecimento de mundo, entre a ignorância escolar e a da vida. Por isso, para ele, antropologicamente, o homem é um ser curioso, inacabado e conectivo. Além disso, Freire ressaltava sempre a importância de se aprender os “porquês” de tudo, problematizando o conhecimento. Afinal, as pessoas não devem servir como depósito da educação, apenas recebendo informações sem saber o motivo e para quê.
Com esta filosofia e uma prática baseada nas palavras geradoras e nos círculos da cultura, nos quais os oprimidos têm o direito de expor sua palavra e aprender a cultura de seu próprio mundo, o educador revolucionou o conceito de Educação, não só no Brasil, mas mundialmente.
Como “recompensa”, passou um tempo exilado, fora do país, retornando anos depois, com o fim da ditadura política.
Talvez, um estrangeiro, que venha a conhecer a história desse
homem, possa pensar que os brasileiros, apesar das crises econômicas, políticas e sociais, que de tempos em tempos assolam o país, vivem seguros e tranquilos acerca dos muros escolares. Melhor não mostrarmos a eles os nossos indicadores nessa área... ou realmente eles não conseguirão entender a obra de Paulo Freire.

Adriana Conde - Letras (2º semestre 2015-2)

Educação humana


Todo o trabalho, todas as teorias e pensamentos, e até a figura de Paulo Freire geram, principalmente em nós, possíveis futuros professores e professoras, muitas reflexões. 
A que mais me consumiu e me acompanhou durante a
semana foi a humanidade presente na visão de Freire.
Ao sentarmos com os alunos, perguntarmos sobre sua realidade, ao observá-la (e observá-los), experimentá-la, entendê-la. Ao compartilharmos o conhecimento que temos, respeitando o conhecimento deles; tentando criar em conjunto um conhecimento
novo, melhorado. Ao mostrarmos diferentes formas de conhecimentos, e mostrarmos que todas são importantes. Ao encaixar o conhecimento teórico naquilo que
eles vivenciam diariamente, estamos sendo plenamente humanos. Dando chances, criando sonhos, reconhecendo que não detemos o conhecimento, mas que o estamos construindo todos
os dias. E que só conseguimos produzi-lo, consertá-lo, entendê-lo, na interação, nas discussões e análise de diferentes pontos de vista e pensamentos.
Quando o professor está à frente da sala, discursando, obrigando que os alunos anotem o que ele diz, sem o poder de contestar, de concordar ou discordar, sem se colocar, todo o ideal de educação se perde. Assim não estamos construindo nada novo, muito menos conhecimento ou seres humanos. Estamos reproduzindo informações que não significam nada para aqueles estudantes, cobrando que decorem definições que não sabem onde
usarão e aprendendo fórmulas que não sabem para que servem.
Aprender é uma ânsia do ser. Buscamos isso por todos os lugares, em todos os momentos de nossas vidas. 
Nessa busca, “desaprender” também se mostra importante. Questionar, mudar, melhorar velhas práticas, ou simplesmente esquecer todos os pontos que nos prendem a esse sistema de educação que não educa. Deixando as notas para um segundo plano, sabendo que o conhecimento do aluno não pode ser
calculado de zero a dez, que tem que haver diálogo, tem que haver troca.
Então, acredito que a educação é, tem que ser: humana. A única forma de educar é essa: sendo humano, humilde, generoso. E não tendo isso como qualidade sobressalente do ser, mas sim como compromisso obrigatório em ser.

Victória Vercelli Seguro – Letras (2° semestre de 2015-2)

Que educação é essa?


Ao ouvir essa indagação, pode-se recordar da música “que país é este?” do Legião Urbana, o que nos leva a uma reflexão muito profunda, lembrando que tudo o que ocorre em um país tem relação direta com a educação. 
Uma economia estável gera um ensino de qualidade; um país sem corrupção, ou que trata os corruptos sem privilégios, gera também uma boa educação; uma família bem estruturada leva a uma boa educação. De qualquer ponto que observamos, a educação sempre é dependente de outras instâncias sociais e políticas para que ela aconteça. Não existe educação por si só, mas um conjunto de fatores que nos levam a ter uma educação.
Considerando todos os pontos acima elencados, percebemos o quão importante é a análise que os governos devem fazer a respeito da educação, não bastando apenas criar uma diretriz de ensino, sem olhar profundamente para a realidade de cada região.
Este ano, por exemplo, pudemos ver bem de perto essa falta de respeito, pois somente seis alunos de escolas rurais fizeram o Enem, e mesmo os que fizeram foram muito mal. Com isso, percebemos uma estrutura ultrapassada, a mesma que há algumas décadas Paulo Freire criticou como "educação bancária", em que se acredita que o melhor é ir depositando um mar de informações nos alunos, sem nem mesmo se preocupar com a individualidade
ou dificuldade de cada um, ou até mesmo se irão aprender ou não, o
importante é seguir o plano e aplicar tudo o que nele está estipulado dentro do prazo.
Devemos olhar sim para a identidade de cada povo e buscar educar a todos e não somente as crianças, devemos adequar a educação de acordo com a realidade de cada um, sem gerar uma luta de classes, em que quem vai mal sempre é tachado de burro e quem vai bem, de inteligente. Esse modelo, além de incentivar as maiores formas de bullying, não é capaz de identificar se aquele aluno chamado de burro, na verdade, possui problemas pessoais, ou patológicos. Fazendo assim, esses sistemas estarão cada vez mais inertes em uma realidade fantasiosa e competitiva, sem dar a mínima importância para os que podem ser diferentes.

Flavio Ferreira Pestana - Filosofia (2º semestre 2015-2)