terça-feira, 5 de novembro de 2013

Autoavaliação



Durante minha vida paro por diversas vezes para me autoavaliar. Geralmente faço isso em datas como aniversário, Natal, passagem de ano. Parar para pensar em tudo que faço ajuda a me organizar na vida. Refletir sobre o que é bom, ou o que é ruim, conquistas e derrotas, obstáculos que às vezes desanimam e frustram.
Chegou o momento de fazer uma autoavaliação da minha vida acadêmica. Depois de dois anos paro para me perguntar: O que foi bom? O que conquistei? Quem eu era e em quem me transformei? Vale a pena continuar?
Quando iniciei o curso de Pedagogia na UNISANTOS, deixei o meu curso de Pedagogia a distância e, no começo, tinha certa dúvida se fiz o correto. Tudo era muito corrido, vida pessoal, vida profissional e estar dentro da sala de aula diariamente, lutas, obstáculos e o cansaço muitas vezes pareciam tomar conta do corpo e da mente.
Hoje posso dizer que não tenho dúvidas, fiz a escolha certa. A UNISANTOS me proporciona desafios, faz com que supere meus medos, minhas inseguranças e, em consequência, desabrochou em mim um ser novo. Tenho rompido meus limites, minhas dificuldades. São tantas descobertas, tantas maneiras novas de lidar com a aprendizagem, tantos caminhos que já percorri: Família Caloura e o Projeto Brincar, Jornal Mural, entender a autonomia proposta por Paulo Freire, que tanto nos faz refletir, e agora no 4º Semestre, o Projeto Integrado, que ocupou grande parte de nossas vidas, dentro e fora da universidade. Como podem perceber estou encantada e deslumbrada com minha jornada?
O curso de Pedagogia (PARFOR) me permite um aprendizado diário, um amadurecimento incalculável. Considero que a UNISANTOS abriu meus horizontes, mostrou-me a vida de outra forma, faz eu me sentir capaz, faz-me mais gente, no sentido de ver o outro como um ser capaz e fruto da realidade social em que vive.
Posso dizer que, até aqui, tudo valeu a pena e estou movida pelo objetivo de me transformar ainda mais, e conseguir ser tão competente como meus MESTRES que me guiam. Sem vocês nada disso seria possível.
Agradeço a Deus, todos os dias por meus professores e por ter a oportunidade de ser PEDAGOGIA (PARFOR)– UNISANTOS.


Alessandra Pontes - 4º semestre 2013/2

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Sobrevivi...

O 4º semestre chegou e com ele um grande desafio: o Projeto Integrador.
Meu Deus o que será isso! As professoras nos explicaram como iríamos trabalhar, e  escolhemos um tema que foi um recorte do tema geral Alfabetização, qual seja A relação interpessoal professor/aluno na alfabetização.
Por onde começar? A professora Marina, nossa orientadora, nos deu uma apostila para termos umas ideias. Pesquisamos na internet,
fomos a campo, escolhemos uma Escola de Educação Infantil para a nossa pesquisa, na qual fomos recebidas muito bem.
Aplicamos questionários, fizemos entrevistas com as professoras, tiramos fotos da escola e gravamos as entrevistas em vídeo.
No laboratório, fomos montar a parte escrita. Graças a Deus, temos a profª Rosana e a profª Marina nas nossas vidas, pois sem elas não sei como superaríamos nossas dificuldades gramaticais. O trabalho retornou umas cinco vezes para corrigirmos, até que deu certo.
Chegou, então, a vez de produzirmos o documentário. Outro grande desafio. A profª Cristina, muito paciente, nos deu toda a atenção. Olha lembrei do meu TCC no magistério, porque o Projeto Integrador parecia um TCC.
Chegou o dia da apresentação, eu estava muito nervosa, pois me deram a missão de falar na frente do auditório lotado, representando o grupo.
Quando acabamos de apresentar, qual foi a minha surpresa: as professoras nos elogiaram muito. Fiquei cheia de orgulho, quando a profª Derna me falou "gostei da atitude". Aí, fiquei mais cheinha do que sou.
Se o 4º semestre foi assim, imaginem os outros que virão!
Quero aqui agradecer aos nossos queridos professores que nos cederam suas aulas para esse trabalho, e ao meu grupo-classe, sem exceção, que não mediu esforços para ajudar uns aos outros. Registro aqui o meu muito obrigada.

Fátima Florindo - 4º semestre/2013-2

domingo, 3 de novembro de 2013

Se chorei ou se sorri...



Neste quarto semestre, as emoções foram muitas. Foi difícil controlar tantos sentimentos entrelaçados.
Passamos dias de desafios e conquistas, e deixamos algumas funções que para nós eram prioridades um pouco de lado, para nos dedicarmos exclusivamente à gestação de um projeto.
Procurávamos a palavra ideal entre livros e conversas, e quando a encontrávamos, era tão valiosa como ouro, e linda como diamante, encaixava-se perfeitamente entre todas as outras que formavam a vida do texto.
Cada dia que passava, eu olhava para esse projeto como se estivesse gerando uma vida e esperava a sua chegada. E quão difícil era esperar!
Chegou o dia de apresentar essa nova vida ao mundo, e quantas vidas ali existiam querendo apresentar-se a nós! 
Chorávamos e ríamos de tudo e vivíamos aquela emoção com olhos atentos cheios de orgulho. Nosso projeto nasceu e desejou ser apreciado por outros olhos e comentado por outras bocas, que já não poderiam ser as nossas. Foi nesse momento que cortamos o cordão e o primeiro fôlego de vida surgiu, tão forte, tão lindo, tão intenso...
Venho buscando a palavra certa e precisa para descrever o que eu senti diante de tamanha grandeza, mas não a encontro, talvez não tenha nome, a desconhecida só precisou de um cantinho para morar e alguém que a aceitasse. Hoje seu lar chama-se lembrança.
Tenho orgulho de ter trabalhado juntamente com pessoas, com as quais eu aprendi não somente a palavra, mas vivenciei a sua essência.
“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi.” (Roberto Carlos, Erasmo Carlos).
Obrigada professores e alunos do 4º semestre Parfor. Sem vocês essa crônica não poderia ser escrita com tanta verdade.

Fernanda Dal’Mas - 4º semestre/2013-2

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Reconheço que cresci...


Este ano faz dois anos que estou cursando a universidade, e notei que, depois das aulas de Educação e Linguagem, tanto a minha escrita como a oralidade melhoraram.
No começo, foi difícil entender alguns conceitos como "gêneros textuais, conforme Luiz Antônio Marcuschi", entretanto, devagar, estou interiorizando a teoria.

Os professores dizem que, aos poucos, vamos nos tornando mais acadêmicos. Durante estes dois anos meu vocabulário tem melhorado. Na escrita, sei que ainda tenho que melhorar as concordâncias verbais, mas vou conseguir.
Eu nunca pensei que um dia estaria escrevendo uma crônica ou um artigo acadêmico. Agora já estou até fazendo um documentário em vídeo, em um projeto integrado!

Sei que um pouco da minha dificuldade em me expressar está relacionada com a falta de leitura. Por mais que me esforce, reconheço que é um hábito que preciso pôr em prática.
Sei o quanto é importante a leitura. Eu adoro contar histórias, sempre as conto para as crianças de onde trabalho e procuro incentiva-las a ler. Mesmo que ainda não tenham o domínio da leitura, procuro mostrar a elas que as ilustrações nos contam também uma história. Assim, dessa maneira, acabam se soltando e contando o que estão vendo, de acordo com as imagens dos livros. Para mim, é um grande passo dado, espero com isso contribuir para que sejam leitoras amanhã.
Hoje me vejo não como uma auxiliar de creche que está ali só para tomar conta de crianças, mas sim como uma professora pedagoga em formação e muito tenho para ensinar.

Quero fazer a diferença, dando um passo de cada vez, e um dia, ao caminhar, poderei olhar para trás e ver que todo o esforço valeu a pena e tudo isso tenho que agradecer a você, professora Rosana Pontes, por estar sempre nos dizendo que melhoramos e que ainda vamos ficar melhores.
E como dizia um amigo...
“ O ontem já passou,
O hoje é agora e
O futuro só a DEUS pertence”....
(autor desconhecido)


Rosa Maria de Deus - 4º semestre 2013/2

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Ganhei o troféu PROLER 2013

Caros alunos e alunas blogueiros,

É com imensa alegria que compartilho com vocês esta vitória.
Pelo terceiro ano consecutivo, a UME ESTADO DO MATO GROSSO, da qual sou diretora, conquistou o troféu PROLER - categoria escola.
Para quem não conhece, o troféu PROLER é um Programa Nacional de Incentivo à Leitura vinculado à Fundação Biblioteca Nacional, MINC - Ministério da Cultura e MEC - Ministério da Educação. O PROLER acontece no Brasil inteiro e, na Baixada Santista, é promovido pela Universidade Santa Cecília - UNISANTA.

Minha escola é de educação infantil e 1º ano do ensino fundamental, está situada na Vila São José, em Cubatão. O tema do nosso projeto vencedor é FLIV - Festival Literário da Vila.
Nossa receita: realizar um trabalho verdadeiramente focado na leitura; formar um coletivo comprometido de professoras, gestoras e funcionários; escrever  um bom texto com fundamentação teórica; realizar uma bonita apresentação para a comissão julgadora.

 
 
 
Não é fácil, mas o caminho é o trabalho com projetos temáticos integradores.

Rosana Pontes

Compartilhando autoria...

Neste semestre, o blog receberá os textos de autoavaliação das alunas do 4º semestre de Pedagogia/PARFOR-UNISANTOS/2013-2. Por ora, aproveito para compartilhar um momento inesquecível para mim e para a aluna Maria Flávia. Fomos coautoras de um artigo publicado no III Congresso Internacional de Avaliação, na UNISINOS, em Gramado/RS, de 6 a 9 de setembro de 2013. A coordenodora do curso profa. Marly Saba Moreira muito nos honrou com sua companhia.
Segue um pequeno trecho do trabalho que nos emocionou:

(AUTO)AVALIAÇÃO DE UMA PROFESSORA EM CONSTRUÇÃO: IMPLICAÇÕES DA FORMAÇÃO PARFOR NA PRÁTICA DOCENTE

[...] Nesta (auto)avaliação em que compartilhamos nossa autoria, nós – professora pesquisadora e professora aluna – compreendemos que o processo de aprendizagem narrado e avaliado foi construído coletivamente em um lócus, onde os sujeitos envolvidos constituíram uma comunidade de aprendizagem mútua. Os professores pesquisadores que atuam no curso estão formando os professores-alunos da Pedagogia (PARFOR), ao mesmo tempo em que estão se formando, implicados em um processo de ação-reflexão-ação contínuo.
Destacamos na (auto)avaliação apresentada que a professora-aluna, protagonista deste texto, desenvolveu uma compreensão crítica de seu percurso de formação docente e está se sentindo empoderada. Empoderamento esse conquistado quando se sentiu capaz de expressar seus pensamentos, sentimentos, opiniões críticas. Ou seja, sentiu que ganhou voz, que produziu conhecimento e pôde falar com propriedade sobre o que está aprendendo e como essa aprendizagem está transformando sua vida pessoal e profissional.
A professora-aluna enfatizou a importância da escrita na sua formação e como se sente “autora” nesse processo. É possível compreender que incorporou ao seu discurso o vocabulário específico da área da Pedagogia – vocabulário utilizado pelos professores pesquisadores que atuam no curso e por autores importantes dessa área. De acordo com a teoria bakhtiniana do discurso, a aluna vivenciou um processo de dialogia e assimilou o discurso de seus interlocutores. Sente-se, então, “autorizada” a dizer o que pensa com segurança. Nesse sentido, conforme reconheceu, a professora-aluna está construindo sua autoria pedagógica, tanto na área do discurso (BAKHTIN, 2003), quanto na sua área de atuação, porque demonstrou ser capaz de criar seu fazer pedagógico com autonomia e criticidade, transformando esse fazer em saber pedagógico. (PONTES, 2007)
No que se refere à escrita deste texto, consideramos um grande privilégio podermos compartilhar nossa autoria. Trata-se de um ato grandioso, quando um ser humano cede sua autoria ao outro e vice-versa, porque, conforme Bakhtin (2003), acreditamos que autoria é um processo que se constrói de forma coletiva, no entrecruzar das vozes dos sujeitos do discurso. Neste caso, do discurso pedagógico.

Rosana Aparecida Ferreira Pontes - professora pesquisadora do curso de Pedagogia PARFOR/UNISANTOS
Maria Flávia Medeiros dos Santos - professora/aluna do 6º semestre 2013/2 

Referências Bibliográficas: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Trad. Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
PONTES, R. A. F. A construção da autoria pedagógica na formação de educadores. Dissertação (mestrado em Educação). Universidade Católica de Santos, UNISANTOS, Santos, 2007, 186f.



 
 
 

E nos sentimos felizes e importantes...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Para abrir o semestre: um momento inesquecível...





Queridos amigas e amigos do PARFOR,
Um ótimo retorno de férias para todos! Para começar o semestre, gostaria de compartilhar uma experiência inesquecível.
Estive no Sesc neste final de semana e me deparei com uma exposição maravilhosa: "Lá e cá: os livros viajantes".
Trata-se de uma exposição itinerante que se iniciou na Bolonha, Itália, mas, para este ano, selecionou 25 ilustradores e escritores portugueses, em comemoração ao Ano de Portugal, no Brasil. Os livros cruzaram os mares para mostrar aos brasileiros o que de melhor tem se produzido na literatura para crianças e jovens em Portugal.
É uma instalação muito bem montada, onde os livros viajam dentro de malas e aguçam a imaginação dos leitores.
Havia um espaço aconchegante, com tapetes e almofadas, onde as crianças sentavam e liam os livros ou simplesmente os manuseavam.
Entrevistei um dos monitores, sobre a participação das crianças que ainda não sabem ler, e ele disse que existem momentos de contação de histórias, com grupos bem animados, atividades de pós leitura e interação, possibilitando, aos que ainda não são alfabetizados, participarem e entrarem nas histórias.
Os pais das crianças pequenas também podiam participar, sentando junto para ouvir a contação das histórias e os adolescentes demonstravam muito interesse nas atividades.
Para entrar no clima do nosso projeto integrador do semestre sobre alfabetização, tirei muitas fotos, até produzi um vídeo (coisa que nunca fiz). Não saiu profissional, mas fiquei muito contente de estar produzindo e aprendendo essa nova linguagem...
A exposição foi até 18 de agosto. Fiquei maravilhada e pude apreciar literatura infantil portuguesa de muita qualidade!

Lídia Ventura Regis - 4º semestre 2013/2