segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Como me senti autora


http://25.media.tumblr.com/tumblr_mdk41tAdAO1rf7tqdo1_500.jpgNo começo, pareceu-me muito difícil, uma barreira intransponível, parecia um gigante, muito assustador! É, o medo é um sentimento bem comum diante dos novos desafios que a vida nos apresenta! Então, busquei dentro de mim inspiração para escrever! Ufa! Que maçada! Escrever crônicas que seriam apreciadas por muitos... Que frio ao pé da barriga! 
Então, respirei fundo, mãos à obra e coração na ponta dos dedos; deixei o sentimento fluir... Sabe que começou a brotar ideias e mais ideias que, ao passá-las para o computador, percebi que estavam permeadas de emoções! Sentimentos verdadeiros!
O mergulho ao passado, àquela infância maravilhosa, toda a nostalgia me fez um bem!!! Às vezes, relembrar bons momentos faz a gente se pegar rindo sozinha! Imagina compartilhar experiências com tanta gente, a partir da escrita das crônicas! Incrível!
Sei que isso é só começo; tenho consciência de que tenho que me aperfeiçoar mais e mais... Sinceramente, gostei do resultado foi uma experiência muito proveitosa, o produto final me deu muito prazer... Isto é só o começo... Tem muito mais por vir... Aguardem...

Marilene Aparecida Santana - 

4º semestre 2012/2

sábado, 1 de dezembro de 2012

Eu autora

Escrever, pensar e refletir são hábitos que fazem parte da minha vida desde criança. Sempre tive mania de ler, copiar versos e escrever coisas que passavam pela cabeça. Hoje, com o intelecto mais desenvolvido, creio que escrevia poemas, não baseados em uma estrutura, mas sim com toda a essência e significado que as palavras podem transmitir.
Amo brincar com as palavras e me divirto quando são difíceis, gosto da busca pela sua origem. Ao andar nas ruas, paro em bancas de jornais e até ouso folhear algumas revistas. Adoro um bom poema, uma frase bem colocada ou uma fala bem pronunciada, assimilar textos complexos... Tudo isso me surpreende da maneira mais encantadora possível.
Há tempos tenho percebido que palavras me emocionam, não sei explicar, mas posso sentir. Percebo o poder que o autor tem na escrita de uma obra e como essa obra publicada influencia na vida das pessoas. Nesse momento, ele transpõe sentimentos, valores, emoções, lutas, vivências. O autor se dá em torno de sua realização.
Assim, me senti autora, amei! Foi uma sensação extremamente profunda para mim. Em cada uma das palavras que escrevi, transmiti um pouco de mim, senti-me satisfeita por fazer algo que gosto e gosto com gosto.
Tenho grande relação com as palavras, e dar sentido a elas é muito bom! Quando escrevo, sinto estar me aliviando, colocando para fora aquilo que muitas vezes não consigo dizer. Uso-as como desabafo, às vezes para agradar alguém. É como ganhar cartinha das crianças que, embora não saibam ler e nem escrever, lemos em seu olhar o que querem dizer.

Egler Alves - 2º semestre 2012/2 

Faço minha parte, e você?

Sexta-feira, semana inteira de trabalho, último dia do mês...
Vim refletindo sobre o que escrever, então, ao invés de registrar um fato cotidiano, fora do contexto, por que não refletirmos juntos?
No decorrer da história humana e na história da educação, há um grande número de teóricos que pesquisam e criam métodos de ensino com novas técnicas para um professor ensinar crianças. No entanto, nos dias de hoje, a didática do professor não se restringe a transmitir conteúdos, somos tudo: professores, psicólogos, mães, pais, enfermeiros, amigos etc.
Ainda que com exaustão, se não acreditarmos no que estamos fazendo, não “vestirmos a camisa”, será que atingiremos nossos objetivos?
Eu quero contribuir para mudar o mundo. Faço a minha parte. Acredito que a educação pode realizar mudanças. Mudanças boas!
Eu faço a minha parte e você?


Arisa Pio Rodrigues - 2º semestre 2012/2

Quanto vale uma vida?


Complicado registrar em palavras reflexões pessoais e, ao mesmo tempo, definir sobre qual tema divagar ou refletir sobre em nossas crônicas pedagógicas.
A priori, havia rascunhado uma crônica sobre a importância do tempo em nossas vidas ou nossas vidas a mercê do tempo...
Deletei!
Estava refletindo sobre estas questões e surgiu uma nova reflexão: Quanto vale para você uma vida? Em grau de importância ou até mesmo em dinheiro?
O leitor deve estar indagando o porquê dessa pergunta, eu respondo.
Estando eu com um ente querido doente, estou próxima de um ambiente hospitalar e, nesse meio tempo, presenciei perdas: de ricos e pobres , de jovens e velhos, homens e mulheres...
Você já parou para pensar se você tem dado a atenção necessária aos seus personagens da vida real? 
Amar, realmente, é dar tudo que ele quer ou o necessário? Incluindo os "nãos" para aprender a respeitar as regras da sociedade?
Eles se vão, nós também! Passamos do estado carnal para uma evolução espiritual.
Por que reclamar tanto ou se prender aos bens materiais? Daqui nada levamos!
Quanto vale uma vida para você?

Arisa Pio Rodrigues - 2º semestre 2012/2

Fim de ano

Com a chegada do Natal e as festividades que acontecem, parece que tomamos um banho revigorante de energia.
Fazemos tantos planos... Ano que vem entro na academia, participarei ativamente da comunidade, serei mais solidária... Por que, no decorrer do ano, alguns planos, senão todos, fracassam?
Será que fazemos promessas em vão, sabendo que não iremos cumpri-las? Eu acredito que nós, imbuídos com as festividades, realmente queremos nos tornar pessoas melhores, mas, ao longo do ano, acontecimentos, alheios a nossa vontade, vão sendo priorizados, além das nossas promessas.
Segundo a sabedoria popular, tudo que registramos no papel é como uma promissória, está escrito e você acaba executando, logo pretendo fazer uma experiência este ano: registrar no papel tudo o que planejo realizar no decorrer do ano de 2013.
Colocarei no papel o que pretendo realizar e, ao final do ano que vem, quero conferir o que realmente realizei.
Em 2013, espero, sinceramente, que tenhamos um ano bom, que transcorra com tranquilidade, que a mudança política em São Vicente não seja apenas de partido, que o Prefeito que assuma coloque pessoas comprometidas com a cidade, com o bem comum.

Quésia Ângelo de Lima - 2º semestre 2012/2

Como me senti autora


Confesso que escrever sobre coisas vividas por mim não foi exatamente uma experiência indolor. No começo, fui reticente, pensei: "É agora!? Vou me expor, não só aos colegas da sala, mas à universidade inteira!?”. 
No entanto, no decorrer do semestre, após ler algumas crônicas de colegas, pude avaliar e perceber que não é exposição, mas sim aprendizado, por meio de experiências de outras pessoas que também passam pelas mesmas coisas que eu.
Fiz dessas crônicas relatos mais que pessoais, dei opiniões e expressei sentimentos sobre coisas nas quais realmente acredito. Com relação à temática das crônicas, escolhi falar sobre o meu trabalho, minhas crianças.
É muito gratificante trabalhar com o que se gosta. Não estou dizendo com isso que trabalho na “Fábrica Willy Wonka da Diversão”. Como em todo lugar, temos problemas e desafios, nem sempre o que pensamos ou fazemos é aceito com bons olhos, mas o imprescindível é saber que você pode ser a diferença.
Nesta última crônica de 2012, presto uma homenagem a todos os profissionais da Educação. Sabemos mais do que ninguém o que temos passado com atrasos salariais, ausência de alimentação, perseguição política, etc.
O que gostaria de deixar registrado é o excelente trabalho que nós, apesar de tudo o que citei, temos o compromisso de realizar em prol de nossas crianças.
Para concluir, posso afirmar que temos um(a) autor(a) dentro de nós. Talvez, daqui a quatro anos, eu venha a rir desta crônica tão amadora, mas, hoje, parece que escrevi um "best seller".

Quésia ângelo de Lima - 2º semestre 2012/2
 

Madrinhas ou padrinhos do coração


Trabalhar com Educação Infantil é uma experiência única. Acompanhar todas as fases de desenvolvimento infantil, como as primeiras palavras, os passinhos incertos, as primeiras birras é algo que não tem preço.
Crianças sempre nos surpreendem. A responsabilidade de auxiliá-los com exemplos e, até mesmo, na formação de caráter desses pequenos precisa ser levada muito a sério pelos(as) professoras(es).
Costumo dizer que não somos as mães ou pais, mas somos as madrinhas ou padrinhos do coração. Sim, porque é impossível não se envolver nas histórias de vida dessas crianças.
Algumas têm histórias tão tristes que nos deixam consternadas com o quanto nossas crianças são deixadas para segundo plano.
Talvez, por isso, o comprometimento nosso em garantir que o período, em que estão conosco, seja o mais feliz possível.
Muitas vezes, me pego sentada no chão, ora cantando, ora lendo contos infantis, mesmo não sendo essa minha atribuição, pelo simples prazer de estar com eles.
Nessas horas, sou eu a privilegiada. Esqueço a disputa acirrada de poder, a jornada dupla, o baixo salário, nossos conflitos pessoais, enfim, não tem preço quando uma criança diz: ”eu gosto de tu”.
Crianças são fontes inesgotáveis de energia, são elas que nos colocam de pé. Sem saber, fazem do nosso mundo um lugar melhor, espero que outras pessoas, que trabalham com crianças pequenas, vejam-se não apenas como profissionais da Educação, mas sim como madrinhas ou padrinhos do coração.

Quésia Ângelo de Lima - 2º semestre 2012/2