domingo, 27 de maio de 2012

A experiência de fazer um documentário


 
A princípio fiquei apreensiva, não tinha a menor ideia de como produzir um documentário. Entretanto, com a ajuda do grupo, as ideias foram clareando. Tínhamos que escolher um tema, e, de comum acordo, escolhemos a Praça da Biquinha, já que passávamos todos os dias por ela para irmos e voltarmos da faculdade. Marcamos um dia de sábado, após a aula, e fomos conhecer a Praça. Ficamos maravilhadas, com aquele lugar de tão enorme beleza. Que pouco observávamos, já que a correria do dia-a-dia não permitia.
Marcamos um novo sábado e fomos à filmagem e às entrevistas. Estava começando uma nova fase do trabalho, e a mais difícil, já que só poderíamos usar um computador do começo ao fim. Essa difícil tarefa acabou ficando com a Renata, já que tinha mais facilidade com o Movie Maker. Estamos na fase final do documentário, aquele friozinho na barriga já passou, agora esperamos ansiosos o dia da apresentação.


Silvana Aguiar - 4º semestre 

Como enfrentar momentos difíceis


 
Quarto semestre de Pedagogia da Plataforma Freire, 2012. Após ter passado por problemas de saúde, no semestre anterior, pensei que este semestre seria mais fácil, engano meu. Nem bem o semestre começou e fui surpreendida com a doença de minha mãe. Não podia imaginar que aquela mulher tão forte e guerreira estivesse gravemente doente. Estava com metástase de pulmão, no entanto, nunca fumou ou bebeu. Que doença cruel que faz com que tantas famílias sofram! 
Foram vinte e três dias de internação, dias que me dediquei totalmente a ela. Não lhe contei sobre a doença, apenas falei de uma infecção no pulmão. Os dias pareciam intermináveis, por conta de tanto sofrimento. Queria poder aliviar o sofrimento de minha mãe e dividir as dores com ela. Sabia da gravidade, no entanto, não pensei que essa doença fosse levar a minha mãe cedo. Triste dia aquele que tive que autorizar a indução do coma, minha mãe já não aguentava tanta falta de ar e dor. Aquele foi o último dia em que falei com ela. Dois dias depois, abriu os olhos somente para se despedir de mim. Após eu ter dado um beijo em sua face, deu seu último suspiro e morreu em meus braços. Essa imagem jamais sairá do meu pensamento, mas tenho certeza que foi melhor para ela. Egoísmo meu querer que ela continuasse viva e sofrendo.
A dor e a saudade são grandes, não sei quando e como vão passar, mas sigo em frente, pois tenho certeza que minha mãe não gostaria que ficasse parada no tempo. É difícil, mas tenho certeza que vou passar por mais esta fase.

Silvana Aguiar - 4º semestre
 

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Documentário: Emissário Submarino de Santos: O espaço que se transformou em lugar

Resolvemos fazer o nosso documentário sobre o Emissário Submarino, localizado no município de Santos, porque, após nossos estudos sobre o livro A leitura sem palavras, da arquiteta Lucrécia D'Allessio Ferrara (2007), compreendemos que se tratava de um exemplo perfeito do que a autora descreve como “um espaço que se transforma em lugar”.
O Emissário Submarino de Santos foi inaugurado em 21 de julho de 1978, pelo então Presidente Ernesto Geisel. Entretanto, a princípio, era uma construção necessária para melhorar as condições sanitárias de Santos e não possuía outra utilidade a não ser saneamento básico, com a função de conduzir esgoto tratado para alto mar, protegendo nossas praias da poluição. Em sua origem, apenas possuía uma ampla superfície de plataforma desocupada. A falta de intencionalidade de utilização desse espaço favorecia sua ocupação por usuários de drogas. Após a inauguração, o Emissário permaneceu sem utilização definida por mais de 30 anos e nada foi feito para sua manutenção. Foi relegado ao abandono por todos esses anos. Após uma reestruturação e reforma, foi reinaugurado em 1996 e, a partir daí, tornou-se um lugar, onde existem vários locais de lazer, esporte e cultura.
Segundo Milton Santos: “por força de variáveis localizadas, determinado espaço se concretiza e adquire a especificidade de lugar” (apud FERRARA, 2007, p. 38). Ainda para Milton Santos, a “transformação de um espaço em lugar, a partir da percepção do usuário, supõe desmascarar a cidade como espaço trivial, cotidianamente igual e exposto aos olhos de todos”. (apud, FERRARA, 2007, p. 39)
Hoje, podemos afirmar, fundamentadas em Ferrara (2007), que, por meio da percepção de algumas pessoas, representantes do poder público municipal, que viram o valor social que aquele espaço poderia ter e o transformaram em lugar, a cidade de Santos e os turistas ganharam um presente. Lindas imagens para serem apreciadas e lidas, um lugar para se usufruir da beleza natural e de lazer que abriga hoje o museu do surf, uma pista oficial para skate e uma linda escultura da renomada artista Tomie Ohtake. Portanto, o Emissário Submarino de Santos transformou-se em um lugar importante para a cidade, onde seus usuários podem relaxar e curtir uma linda tarde com a família.

Andréa Cristina Machado da Silva, Beatriz Quiquinato de Lima, Carla Cristina da Silva, Elaine Joaquim Pereira, Maria Cristina dos Santos - 4º semestre.

Sou autor

Segundo o dicionário Aurélio a palavra autor é: um substantivo masculino. 1-Aquele que cria ou produz (apenas por faculdade própria). 2- A pessoa que produz uma obra. 3- Um artista que faz um trabalho. 4- Aquele que inventa ou é causa primeira de uma coisa.
Desses conceitos citados acima me lembro que já era um autor... (srsrs), pois a cada bagunça ou arte que meus pais encontravam em casa já perguntavam: "quem foi o autor disso?" Meus irmãos diziam que era eu.
Mas voltando para hoje com nível universitário, nunca imaginei que seria autor. A descoberta foi na faculdade de Letras quando tive que escrever o meu primeiro Artigo Acadêmico, sobre Ruth Rocha. Como antes de escrever, e para escrever bem, temos que ter conhecimento do que estamos fazendo, tive que fazer muitas pesquisas bibliográficas e leituras de matérias sobre o tema, foi legal, pois eu estava acostumado no magistério apenas a escrever teatro para o meu grupo de trabalho.
Em 2010, quando iniciei a Faculdade de Pedagogia, na UNISANTOS, no primeiro semestre tive que fazer um relato desde a minha infância desde os dias atuais, na disciplina de Instrumentação da Língua Portuguesa I, com a professora Rosana. Escrever sobre a gente não é fácil, mas foi aí que pude perceber o meu potencial para a escrita. Então, depois dos trabalhos propostos por ela e outros professores começou a ficar mais fácil e aparecer mais trabalhos de minha autoria.
Falando em autoria, já estou na minha segunda crônica. Mesmo trabalhando com esse gênero textual com meus alunos do Ensino Fundamental II, nunca imaginei que eles poderiam analisar uma crônica de minha autoria, assim foi uma aula diferente, pois eles puderam conhecer pessoalmente o autor do texto.
Então, autor sou desde pequeno, claro de coisas que não precisavam da minha autoria... (srsrsrs). Hoje posso dizer que ao ver os alunos lendo algo que você escreveu, aí sim posso dizer que fui autor e sou autor, graças ao incentivo da professora Rosana que, desde o 1º semestre, vem nos dando o seu apoio, incentivando-nos a cada dia ser um autor.

Ederson Carlos de França Muniz - 4º semestre

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Entrando em acordo com o tempo...


Uma nova etapa se inicia e me deparo com o companheiro diário, e reflito sobre aquele que está em todos os momentos, o senhor intenso ou algumas vezes retraído, quase desaparecido...
Mas não se entrega, continua, participando, interagindo, construindo e reconstruindo o nosso cotidiano. Refiro-me ao nosso velho conhecido “tempo”.
Na primeira aula, a professora Rosana Pontes nos oportunizou um momento prazeroso, quando nos presenteou com a “Oração ao Tempo” (1979), Caetano Veloso.
Ouvimos nas vozes de Caetano Veloso, Maria Bethânia e uma terceira intérprete, Maria Gadú. Mas a interpretação que mais me envolveu foi, sem dúvida, a do Caetano.
Ouvi-lo cantar e brincar com as dimensões do tempo Cronos e Kairós me fez refletir e retomar alguns momentos do passado em que me vi filha, estudante, apaixonada, casada, mãe... E, de repente, parei, olhei para frente, só havia uma mulher vestida de dona da casa, preocupada em dar conta de tudo e de todos, sem objetivos, sem projetos, sem tempo para ela mesma.
Essa mulher não conhecia a duplicidade e cumplicidade que constituem a palavra tempo.

- Tempo! Não tenho tempo! O dia tinha que ter 48 horas para que ela pudesse se organizar... Trabalhos domésticos, passeios até a agência bancária mais próxima para efetuar os pagamentos mensais, ou passeios ao supermercado. O que lhe proporcionava prazer era visitar sua família em Cubatão.
Hoje, essa mesma mulher continua fazendo tudo o que fazia antes, mas com um acréscimo em suas tarefas diárias: trabalhar e estudar, enfim, cursar a tão sonhada faculdade.
Não deixou de ser mãe, que é o que tem como mais importante na vida, mas, aos poucos, está se encontrando, se valorizando, superando obstáculos e limitações, construindo–se e reconstruindo–se como ser humano, aproveitando o tempo propício, denominado Kairós.


Marli Pereira - 4º semestre

quarta-feira, 23 de maio de 2012

DOCUMENTÁRIO SOBRE O MUSEU DO CAFÉ

                                           

Resolvemos fazer o documentário sobre o Museu do Café, pois durante este semestre realizamos o estudo do livro “Leitura Sem Palavras”, de Lucrécia D’aléssio Ferrara. No livro, a autora afirma que a importância de saber como foi determinado ambiente, as histórias e fatos que aconteceram ali nos remetem ao passado, fazendo uma leitura dessa época.
Usando as técnicas como: as gravações, as fotografias, os vídeos, as montagens visuais de fotos ou slides, etc, tentamos estimular a curiosidade e a comparação entre o ontem e o hoje. Mas, o que não esperávamos é que realmente fosse um lugar tão interessante.
Fizemos a visita por duas vezes. Primeiro num sábado, quando, sem o monitoramento, filmamos e observamos o local.
Gente, vale a pena a visita! É um bom lugar para conhecer a história do café, do porto e da cidade de Santos.
Depois, voltamos para uma visita noturna e com monitoramento, quando uma monitora explicou tudo sobre o prédio e a história da bolsa do café.
Esse monitoramento deveria ser de aproximadamente 20 minutos, mas fazíamos tantas perguntas que durou mais de uma hora, sorte que a nossa monitora era ex-aluna da Unisantos, do curso de História, e foi muito simpática com nossa curiosidade.
Outra coisa que achamos muito boa foi a cafeteria, que tem cafés deliciosos e de todos os tipos, chocolates com café, balas de café, e também um delicioso sorvete de café com nozes que é um pecado.
O Museu do Café é um lugar para se visitar com a família e amigos, e, na saída, passar na cafeteria, sentar em uma das mesas e tomar um delicioso cafezinho e ainda provar o sorvete de café com ou sem nozes.
Rosemary Franceloso e Sandra Lucia dos Santos - 4º semestre

UM DIÁRIO DIFERENTE

Escrever um diário? Que loucura! Como irei fazer, se mal consigo ir às aulas? De repente, uma grande ideia: posso escrever um diário diferente contando o momento que estou passando. E eu que já achava isso impossível de acontecer.
Bom, em junho do ano passado, uma descoberta não muito agradável: estava acometida de um câncer de mama. Iniciava-se, então, uma guerra, mas confiei que Deus me daria a vitória, pois sempre me senti em seus braços.
E agora como fazer a faculdade? E ouço uma frase muito importante: “A VIDA CONTINUA" e pensei: "não posso parar, preciso seguir em frente, até porque quem anda para trás é caranguejo".
Ao retornar para universidade, que surpresa boa! Fui muito bem acolhida pelos meus colegas, uma demonstração de amor, carinho e compreensão.
Os professores me surpreenderam com a compreensão e sempre prontos a ajudar. É nessa hora que podemos constatar nas pessoas o amor.
Hoje o professor Paulo Vitor que nem é mais o meu professor, mas as suas palavras de apoio, eu nunca esquecerei e vi que a luta não era somente minha, mas de todos que estão ao meu redor.
Sempre tive medo da aula e da professora Rosana. Desde o início do curso, confesso que até escrevi no diário que era uma carrasca (agora a turma já sabe quem escreveu isto), porém devido ao momento em que estou vivendo, quando tive a oportunidade de conversar com ela desarmada, vi o quanto estava enganada e contemplei uma nova Rosana, não a que eu criei na minha mente, e sim uma pessoa humana disposta a me ajudar.
Este momento é um tempo de guerra, luta, mas como contar a vitória sem passar pela luta? Quando terminei de escrever este diário foi com muitas lágrimas, hoje tem sido diferente, com muita fé de que Deus está ouvindo tantas orações, não termino chorando e sim sorrindo, pois Deus tem me sustentado firmemente e sinto a vitória cada vez mais perto. Agradecida primeiramente a Deus, familiares, amigos, colegas, professores, uma coisa é certa: não podemos desistir de lutar, nunca!


Andrea Cristina Machado da Silva - 4º semestre