terça-feira, 11 de junho de 2013

Minha participação no II Encontro Nacional do PARFOR







Chegamos de Brasília, na sexta, 07 de junho, à noite. Graças a Deus deu tudo certo.
O II Encontro Nacional do Parfor aconteceu de 05 a 07 de junho. Foram 3 dias intensos com muita informação e conhecimento, porém nada de inovador para nós da região sudeste.
Nós, da Unisantos, estamos a frente de muitas realidades dos outros Estados. O Parfor da região norte e nordeste tem enfrentado muitos desafios.
Tudo o que foi falado, sugerido e questionado nas palestras e mesas temáticas, a Unisantos já realiza com o Parfor. Isso me deixou muito contente e segura. É sinal de que estamos em boas mãos e  adquirindo formação de excelente qualidade.
Claro que também temos muitos desafios a enfrentar, mas em vista de outros lugares, estamos no topo da montanha.
Fiquei decepcionada em relação à apresentação do pôster que preparei sobre o curso. Fui àvida de saberes para compartilhar com os demais participantes, contudo a organização do evento não proporcionou um momento adequado para essa socialização.
Foi tudo mais informal. Os pôsteres ficaram expostos no saguão de entrada da CAPES, apenas para visualização.
Eu dei um jeitinho de socializar nosso pôster com pelo menos 3 coordenadores do Parfor - um do Mato Grosso, uma de Natal e uma do Piauí. Não poderia sair de lá sem falar com alguém sobre as minhas vivências significativas de formação no Parfor.
A cidade de Brasília é muito agitada, faz muito calor de dia e frio à noite. Não é um povo hospitaleiro, muito menos acolhedor (isso estranhei muito). O trânsito é um caos, motoristas imprudentes e pouquíssimos semáforos nas ruas.
O hotel onde ficamos hospedados, no meu ponto de vista, muito bom, limpo e aconchegante. Lá fomos muito bem tratados.
Aliás, eu particularmente me senti uma rainha, por ter sido tão bem recebida e acolhida pelo professor Fábio e pela professora Roseane.
Tive a oportunidade de conhecer e aprender muitas coisas com pessoas lindas.
Muito obrigada pela oportunidade, confiança, carinho e respeito que todos depositaram em mim.
 
Maria Flávia Medeiros dos Santos - 6º semestre 2013/1

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Minha trajetória no PARFOR

II Encontro Nacional do PARFOR

A profissão docente foi algo que sempre almejei desde a minha infância, apesar de não ter nenhuma influência familiar para o exercício do magistério. Atribuo esse desejo de lecionar à minha apreciação pelos estudos, minha admiração pelos professores e, em especial, à minha professora Judite do primário que me ensinou com tanto carinho e exigência. 
Dei continuidade aos estudos e, ao terminar o ginásio – antiga modalidade do ensino, hoje denominada Fundamental II –, tive que optar por cursar Contabilidade, segundo grau regular ou Magistério, porque, naquela época, essa fase educacional podia ser profissionalizante. Sem a menor dúvida, escolhi cursar o Magistério. Não concluí o curso devido a problemas familiares, meus pais decidiram mudar de cidade. Então, mudamos de Caratinga/MG para Mongaguá/SP. 
Ao chegar à nova cidade, tentei me matricular novamente para cursar o Magistério, porém o curso já não era mais oferecido nas escolas estaduais e sim em escolas técnicas que, em São Paulo, eram denominadas CEFAM - Centro Específico de Formação e Aperfeiçoamento do Magistério. Esses centros de formação eram gratuitos, entretanto, era o último ano de existência dos CEFAMs. Consequentemente, para cursar o Magistério, eu teria que ir para uma instituição particular, mas os meus pais não tinham condições financeiras para pagar esse curso para mim. Assim, restou-me estudar o segundo grau regular, hoje denominado Ensino Médio. 
A partir desse momento, busquei oportunidades de emprego no comércio e trabalhei cerca de quatro anos nessa área. Em 2005, surgiu a possibilidade de carreira no funcionalismo público, na cidade de Praia Grande, quando abriu o concurso para atendente de educação. Prestei o concurso, passei e iniciei o meu trabalho em uma creche. O cargo de atendente de educação é o antigo cargo de pajem, no qual se é responsável pelo cuidar (assistencialismo) de crianças. 
Quando ingressei como atendente de educação, a exigência escolar era apenas o ensino fundamental completo. Com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN 9394/1996, as creches passaram a ser consideradas parte da Educação Básica, sob responsabilidade das secretarias municipais de educação. Sendo assim, foi preciso associar o cuidar ao educar. Contudo, foi necessário oferecer formação adequada para as atendentes de educação, porque, a partir de então, a formação mínima exigida por lei passou a ser o Magistério. 
Em cumprimento a essa exigência legal, a Prefeitura de Praia Grande proporcionou aos atendentes de educação o curso de Magistério. Vi, nessa nova fase profissional, uma chance de retomar meu sonho adormecido: ser professora. 
Concluí com muita satisfação o Magistério, mas sentia que ainda precisava aprofundar os conhecimentos para ser uma professora qualificada. Para tanto, desejava cursar Pedagogia. Não queria qualquer curso, mas sim uma graduação que me proporcionasse boa formação. Sonhava estudar na Universidade Católica de Santos, por ser uma universidade conceituada na Baixada Santista e também pelo fato de que a Pedagogia da UNISANTOS sempre obteve notas excelentes no ENADE (nota 4). Por outro lado, um bom curso sempre tem um alto custo e minha vida financeira não era compatível. 
Foi quando surgiu o PARFOR – Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica do Ministério da Educação. Inscrevi-me imediatamente e senti que aquele era o momento de conquistar o meu sonho. Todavia, não foi tão fácil assim, visto que houve mais inscrições do que vagas. Nesse caso, a universidade realizou um vestibular para atender a demanda. 
Prestei o vestibular e fiquei ansiosa pelo resultado. Quando saiu a lista dos aprovados, estava trabalhando e quem viu minha classificação foi meu esposo. Ele me ligou e disse tudo o que eu mais queria ouvir: “Você foi aprovada em 11º lugar, parabéns!”. Pulei muito de alegria, estava na sala com as crianças, elas vieram me abraçaram e me beijaram, mesmo sem saber o porquê da minha felicidade. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Hoje estou no 6º semestre de Pedagogia, na reta final de concluir o curso.

Maria Flávia Medeiros dos Santos - 6º semestre 2013/1

OBS.: Relato da aluna selecionada para representar nosso curso, no II Encontro Nacional do PARFOR, em Brasília, de 5 a 7 de junho/2013.   

domingo, 12 de maio de 2013

Ser professora na Educação Infantil é ser uma sonhadora


Ser um professor é ser um sonhador. Sonhar que é possível fazer o melhor para alguém. Sonhar em ver esse pequeno ser que chega para você, sem ao menos saber segurar um lápis, trilhar um futuro de sucesso.
Quando se escolhe seguir essa profissão, deve-se ter em mente que o trabalho não será fácil e o salário não será tão recompensador, mas ela te permite um bônus que poucas te trarão: o carinho sincero de uma criança. 

Saber que ela faz questão de te trazer uma flor que pegou no caminho da escola, ou que chorou para a mãe te comprar um bombom, é algo que enche o coração de alegria e dá energia para continuar lutando.
Não são muitos hoje que se aventuram a seguir o caminho da licenciatura. Por isso não são muitos hoje que trabalham por uma sociedade melhor. Plantar a semente do conhecimento em uma criança, dando-lhe, além disso, carinho e atenção e ver diante dos olhos a esperança de uma vida melhor é algo que só um professor pode presenciar.
Para trabalhar na Educação Infantil, é preciso saber que os seus finais de semana jamais serão os mesmos e que a partir de agora o EVA será o seu melhor amigo. Por outro lado, você vivenciará a experiência de ter vinte novos filhos a cada ano e vai querer o melhor para cada um deles. E um dia qualquer, ao andar na rua, você será parada por um rapaz que te perguntará: Você não é a Dona Juliana? Você foi minha professora.
Marcar a vida de alguém assim é algo que somente um professor consegue. Ver o reconhecimento de seu trabalho ficar eternizado na memória dos seus alunos, é um dos melhores pagamentos que um mestre pode receber.

 
Juliana Candido Alves - 3º semestre 2013/1

Visita aos museus: conhecendo história e cultura

 

Saída dia 20 de abril de 2013, às oito e meia da manhã, atrás na Universidade Católica de Santos, campus Don Idílio. Chegada às dez horas e vinte minutos no Museu da Língua Portuguesa, um ambiente acolhedor e maravilhoso. Por segundos, senti-me em estado de nirvana, ou seja, como dizem os hindus, em total estado de concentração profunda. Aquelas vozes firmes e contundentes de atores, poetas, cantores brasileiros renomados que declamavam poemas de melodias encantadoras e trechos de obras literárias, entre estrelas de vogais e consoantes projetadas pelo teto e paredes. Aquelas palavras...“Quem não vê bem uma palavra Não pode ver bem uma alma” (Fernando Pessoa) com a voz de Fernanda Montenegro. Ali é um ambiente não de minutos e sim de horas que nos leva a refletir sobre esse momento enriquecedor para o nosso conhecimento como estudante. 
Saída para almoço no Shopping D, em seguida chegamos ao Museu Paulista. 
Entrada linda, tanto parte externa, quanto interna. Escadaria toda de mármore. Ao subi-la, várias estátuas, uma delas de Manoel Borba Gato. Porto Feliz 1721. 

Numa sala ampla um enorme quadro de D. Leopoldina e suas filhas. Todas com cabelos louros e cacheados, vestidos longos, de acordo com a época. Interessante: mãe com filha no colo, outra filha segurando um cachorro, outra criança segurando bicho de pelúcia, outra, ainda, com irmã no colo que segurava uma boneca. Qual o motivo de todas terem algo em seus braços? D. Leopoldina de Habsburgo com seus filhos, 1921. Pintor italiano Domenico Failutti (1872-1923), óleo sobre tela. 
Os modelo de cofres, século XVIII, todo de ferro doado por Eduardo Haddad. A carruagem, século XIX, proprietário desconhecido. Um objeto diferente, cadeira de chifres, espaldar e assento de couro lavrado RG 3250. Quem foi o responsável pela obra? Não informado. Algumas peças do século XVIII, relógio oratório, inspirado na arquitetura dos campanários das igrejas góticas Medievais. Outra peça século XIX, 1847, madeira com marchetaria, fabricação inglesa, marca Step Rimbault.

Sino século XIX que fez parte da antiga Igreja Colônia Militar, cidade Itapura, 1852, para reforço e segurança da fronteira com o Paraguai.
Uma parte do museu chamou minha atenção e me sensibilizou bastante. Classificados de jornais do século XVIII: precisa- se de Ama de leite, compra-se escravos. Próximos estavam objetos de prazer para os senhores e tortura para os negros, correntes, entre outros. Na época, somente os negros iam para o tronco e eram açoitados. Alguns até a morte, não tinham direito a uma vida digna de um ser humano.
Esse retrato de uma época distante, fez-me refletir que, em pleno século XXI, a liberdade ainda está escassa nas escolas, ruas, trabalho, até mesmo em nossas casas. Será que a escravidão acabou de verdade?
Em suma, essa viagem investigativa nos judou a compreender o passado e o presente da nossa história e cutura.

Izildinha de Oliveira Santos - 3º semestre 203/1

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Com a palavra... PARFOR



A princípio, a prática constante, cotidiana, desvalorizada e exausta, mas sobretudo comprometida, dedicada, persistente e esperançosa. Esperança que impulsiona, que nos faz querer ser mais, querer saber, aprender, fazer e conviver. Um convite, uma oferta gratuita era tudo que tínhamos, como a ponta de um cordão que agarramos com firmeza para que pudéssemos nos elevar, num sentido mais amplo possível, sentido abstrato que tornaríamos concreto, à medida que o operássemos no nosso labutar. 
E eis que surge a Plataforma Paulo Freire e entre documentações, leis, decretos, políticas, interesses, estatísticas e avaliações, há gente. Gente que contribui e acredita ainda que a transformação parte da nossa EDUCAÇÃO, e assim nos agregamos e assim também fazemos parte. Uma parte que, como o todo, exige compromisso, respeito e valorização daquele que é peça fundamental na aprendizagem, o educador. Este que, por ora, é educando na nossa Universidade Católica de Santos – UNISANTOS, no curso de Pedagogia – PARFOR. 
Agora, tudo já é visto diferente. O nosso olhar vai se modificando, como uma cortina entreaberta. A claridade pede licença e vai clareando de mansinho o que antes parecia óbvio, mas que hoje toma outro corpo, outra forma. Com esse olhar mais crítico e observador, nós educadores/educandos, caminhamos numa jornada que é tenra, permeando ainda os nossos dois anos de estudo universitário: turma noturna do terceiro semestre do curso de Pedagogia – PARFOR. No entanto, essa jornada é tão cheia de vida, de vontade e, principalmente, de coragem e determinação, vislumbrando não somente um diploma, mas a nossa formação. 
E por isso e para isso não estamos sozinhos, pois quando se aprende se ensina e, ao ensinar, também se aprende, gerando uma espiral de ideias, de interesses e descobertas transformadoras, num atuar crescente, desbravador. Conosco uma equipe, funcionários, professores, mestres, doutores, pesquisadores e mediadores, pessoas fundamentais, que nos orientam, estimulando e direcionando nossas ações, fazendo coro a cada voz que em nós está presente. 
Mais presente e dê presente também nossa família em particular. Esta sente e participa sem querer, mas por bem querer. Nossa luta, na labuta, no despertar cedinho, sem se ver durante todo dia, eternizando um breve encontro noturno e um pouquinho de sábado e domingo para ficar junto. E juntos vamos lado a lado com cuidado para não criar desagrado, pois não seria justo, justo só o aperto que fica guardado onde bate um coração. 
O preço é o desafio, e a pergunta é: Quem irá se formar, chegar até o fim? O fim existe? A formação termina por aqui? A resposta está trancafiada dentro de cada um de nós, bem lá no fundo, onde tudo se acumula e transforma, onde vagam ideais e sonhos. Sonho que sonhamos juntos, formando uma segunda família que critica e aplaude, que ri e que chora, que odeia e adora, colegas, amigos, irmãos... E, de repente, uma reflexão... Se as normas e regras que embasam o curso PARFOR são tão firmes e fortes, tão firmes e fortes são a estrutura e a pilastra que criamos, fortificamos e enraizamos dentro da UNISANTOS. 
A essa altura da conversa, uma das chaves para tal indagação se encontra do lado de fora, pois pode vir influenciada por outrem, o dono do martelo, aquele que com um sim ou um não determina apenas um breve instante, uma pausa... Mas nunca um dom ofertado a nós por uma Força Maior, que entendemos e escolhemos por profissão "professora sim, tia não" (FREIRE). Com a palavra... PARFOR.

Débora Brito - 3º semestre 2013/1 

terça-feira, 7 de maio de 2013

Ser professora na Educação Infantil é exercer a profissão mais importante na vida de um ser humano


Ser professor é uma tarefa e tanto. Na educação infantil, então, essa tarefa é duplicada.
A educação infantil I, antiga "creche", consiste na inserção de crianças de quatro meses a dois anos e onze meses, em um ambiente novo. Um local provavelmente diferente da sua realidade, ou seja, do seu lar. 
Tempos atrás, a creche era vista como um simples lugar, onde as mães deixavam seus filhos com a finalidade de serem cuidados para que pudessem trabalhar. Nos dias atuais, após a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional LDBEN 9394/1996, esse local passou a ser considerado também como um lugar para a aprendizagem. Além das crianças serem acolhidas com atenção, amor e carinho, aprendem e desenvolvem habilidades, dando início à construção de sua identidade. Nesse ambiente de aprendizagem, as crianças vão socializar-se, interagindo com as demais ali presentes. Nesse mesmo contexto, entra o professor com sua dupla tarefa, pensando em como trabalhar pedagogicamente com crianças tão pequenas, questionando a si mesmo sobre o quê fazer? Dar aula a um bebê? Não! Obviamente que não. Esse é o momento e a fase em que o professor não só precisará usar de sua didática, como também precisará se dispor a criar possibilidades para que a criança se desenvolva em todos os aspectos, desde o afetivo até o cognitivo. Parte de problemáticas que os pequenos possam resolver e, sendo essas solucionadas, descubram-se seres capazes de conceituar os diversos objetos que os rodeiam. 
Considerando estas observações, chego à conclusão de que ser professor na educação infantil é exercer a profissão mais importante na vida do ser humano. O professor é um formador de seres críticos e autônomos que, futuramente, poderão transformar uma sociedade, proporcionando a todos um mundo melhor, onde não haja tanta violência, injustiça, preconceito e desigualdade. 


Egler de Oliveira - 3° semestre 2013/1

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Professora na Educação Infantil com muito orgulho






Eu acho que já nasci professora, é um dom que sempre senti presente em mim.
Desde muito pequena, brincava de dar aula, meu irmão e primos eram meus alunos. Então, quando chegou a hora de optar por uma profissão, não tive dúvidas: Magistério.
Formei-me, em 1984, professora de Educação Infantil, abracei esta profissão e não me arrependo. No começo, foi um desafio, pois fiz estágio nos três últimos anos do curso, mas nem se compara ao susto que é estar sozinha em uma sala de aula com muitos olhinhos em cima de você.

No entanto, passando o choque inicial, vem o encantamento. Estar em contato com as crianças, ver seu crescimento, através da aprendizagem, é uma realização.
Acredito em mudanças que só serão possíveis por meio da educação. Tenho prazer no que eu faço. Todos os dias têm desafios. Quando uma criança alcança um objetivo, sei que estou no caminho certo, sinto-me capaz.
Entretanto, o papel de um professor de Educação Infantil vai além da sala de aula. Por isso estou estudando, aprimorando-me no curso de Pedagogia. Esta formação parece que tirou uma cortina dos meus olhos, abriu um novo horizonte para mim e só me deu a certeza de que se tivesse que escolher uma profissão novamente, seria a de Professora, com muito orgulho.

Maria Regina Farias - 3º semestre 2013/1