sexta-feira, 20 de novembro de 2015

O que é currículo escolar?



Currículo escolar corresponde à organização do conhecimento
escolar, abrangendo muito mais do que os conteúdos disciplinares, ou seja, envolve as relações hierárquicas: professor/alunos e administração/professores; relações de classes sociais, questões étnicas e de gênero; a sistematização das formas de produção, transmissão e assimilação dos conhecimentos etc.
Desta forma, tem-se que o currículo é uma construção cultural e,
portanto, não estático.
Atualmente, a organização do currículo escolar se apresenta de
forma fragmentada e hierárquica, isto é, as disciplinas são compartimentadas e hierarquizadas segundo um critério de importância, sendo os conteúdos passados isoladamente e com carga horária diferenciada.
Referido sistema tem sido alvo de críticas, uma vez que, não
corresponde à realidade da complexidade da vida, apontando-se assim para a necessidade de uma maior flexibilidade e consequentemente interdisciplinaridade.
Fala-se ainda na existência do currículo oculto que corresponderia
às formas de organização do ensino estabelecidas nas relações práticas dos professores e alunos, não estampadas por escrito no currículo oficial, como, por exemplo, a estipulação de códigos disciplinares.
Já matriz curricular é a atual designação para a anterior grade
escolar que corresponde à divisão em disciplinas dos conteúdos a serem trabalhados em um certo tempo e espaço. Observe-se que, a alteração da denominação de grade escolar para matriz escolar já representa a tendência para a interdisciplinaridade.
Como já dito, o currículo é uma construção cultural que abarca as
relações de aprendizagem, ensino, pesquisa e divulgação da cultura, refletindo nessas ações o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. Logo, sua importância revela-se na medida em que o currículo escolar influencia a formação da identidade escolar, bem como a dos alunos.

Talita Christian Fagundes - Letras (2º semestre)

Um olhar atento: "Pro dia nascer feliz"


O documentário “Pro dia nascer feliz” é um longa metragem produzido no ano de 2007, sob direção do cineasta João Jardim, que aborda a questão da educação no Brasil em diferentes regiões e realidades. 
João Jardim é um cineasta brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro em 1964, é formado em Jornalismo e estudou cinema nos Estados Unidos.
O documentário mostra diversas situação no nordeste e sudeste do país, passando pelos estados de Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. O filme está organizado de forma comparativa, pois percebe-se, ainda que ocultamente, que 
há uma comparação de fato, ao mostrar situações de pobreza, analisando os aspectos que estão dados de antemão para a produção do filme, e observando esses aspectos em situações “melhores”.
No inicio do documentário, é apresentada a situação de uma escola no sertão do estado do Pernambuco. E vê-se como é precária a situação da aprendizagem. Ressalta a precariedade do sistema de ensino a começar pelo meio de transporte, professores e estruturas das escolas. Podemos observar, por exemplo, o meio de transporte dos alunos para a escola (um ônibus disponibilizado pela prefeitura). No tempo que a produção ficou na cidade, o ônibus esteve quebrado por duas semanas. A escola estava a cerca de 35 km da cidade, e isso dificultava o ensino. Pode-se observar também como os alunos sofrem para chegar às escolas, nas longas horas de viagens, que se tornam sempre mais difíceis pelas más condições das vias até a chegada ao destino.
Por se tratar de uma comunidade afastada, muitos adolescentes precisam trabalhar e isso afasta muito deles das escolas. O que aumenta a evasão escolar. Essa é ainda uma realidade forte no nordeste do Pais.
Seguindo para a Região Sudeste, observa-se fortemente um grande desinteresse por parte do aluno nas escolas. Em Geral, nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, nas Escolas públicas, o aluno está na escola simplesmente por ser uma obrigação. Muitos tiram notas baixas, faltam, estão fora de muitos assuntos escolares e o seu desempenho é muito baixo. As escolas estão cheias e, como acontece certa desordem, nem sempre o professor consegue passar tudo oque é programado. Os alunos estão desanimados e não se empolgam em estudar, pois veem a escola como uma coisa “chata”. Esse problema acontece principalmente nas escolas que estão em áreas periféricas da cidade, onde há a influência do tráfico e da violência.
O problema não é o mesmo do nordeste. A distância, a falta de opções, logística, trabalho, estruturas. Vemos até uma contradição, por se tratar de cidades grandes e Estados desenvolvidos, há muita logística, as escolas são perto, e são relativamente muitas, contudo, há ainda uma precariedade no ensino. Talvez, por causa da grande procura por vagas nas escolas, a aprovação seja “automática”, ou seja, raramente o aluno é reprovado.
O documentário apresenta-nos uma realidade de uma escola particular no Estado de São Paulo, onde a qualidade, as estruturas escolares e toda a realidade são de um nível transcendente e inatingível ao relacionarmos com as outras situações das escolas públicas apresentadas no longa metragem.
Observa-se aqui, claramente, as intenções do autor do filme no detalhe do corte de câmeras. Nas escolas públicas, onde a situação não é tão satisfatória, as câmeras focalizam nos alunos e na sala em geral, e observam-se alunos distraídos, conversando ou até mesmo olhando para o aparelho de filmagem, e o esforço do professor no ensino. Na escola particular, o corte de câmeras segue o mesmo “critério” de filmagem. Veem-se alunos lendo, escrevendo o que o
professor diz, e centrados, situados, no que está sendo proposto. O professor consegue com facilidade explicar o conteúdo, pois todos fazem silêncio. Os critérios de avaliação são rígidos demais, forçando o aluno a estudar muito e fazendo que a sua formação seja integral, isto é, satisfatória, abrangente.
Os alunos têm metas diferentes dos alunos das redes públicas. São alunos de classe dominante da capital, sendo em sua maioria de cor branca e de famílias de empresários e executivos bem sucedidos. Os alunos são, em sua maioria, muito aplicados, estudam muitas vezes além do que se pede. Têm, em sua maioria, objetivo de fazer faculdade. Fazem cursos simultaneamente, sabem falar idiomas, em outras palavras, são empenhados e têm uma visão de educação
diferente dos alunos de redes públicas. Que posso colocar aqui como libertadora, ou construtora. Diferente da “chata” e “obrigatória” do aluno da rede pública.
No fim do longa, a violência figura de modo brutal. Observa-se uma conversa entre detentos, que falam de seus crimes tentando justificá-los. A mentalidade desses sujeitos é de que a educação é quase nada e que a nenhum lugar leva sob o pretexto do desemprego e da dúvida com relação à incerteza da sobrevivência; também pelo fato da corrupção existente no Governo. Esses sujeitos são, em sua maioria, das regiões periféricas da cidade; daí o conceito de que o meio faz o ser. Perguntamo-nos se não é o próprio meio, às vezes a ausência da escola, ou do Estado, que produz o marginal. Essa questão está presente no início do filme e volta no fim, englobando toda obra. Assusta quando os jovens dizem; “17, 18, 14, 18, 18, 17, 15” referem-se às suas idades.
O filme está muito coeso e claramente se vê o objetivo do autor. Sem dúvida, ele consegue chegar ao seu objetivo final, que aqui entenderemos como “reflexão”. O paralelo entre as situações extremas, observando o contexto social da escola e dos alunos, mostra a dificuldade que a educação no Brasil passa e como a solução ainda está distante. 
Que esse documentário seja fonte de reflexão, levando a perguntas e a ações de mudança radical nos conceitos e na formação da educação.

Jefferson Dionísio da Silva - Filosofia (2º semestre)

O que é currículo escolar?


Visto que um currículo escolar é um meio pelo qual a escola se organiza, a escola deve implementá-lo de forma a viabilizar um ensino de qualidade e para todos, respeitando o multiculturalismo
e a individualidade de cada aluno.
O currículo escolar é orientado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e, na escola, é o Projeto Político Pedagógico (PPP) 
que orienta as atividades educativas e seus objetivos, bem como devem ser desenvolvidas. O PPP é o documento de identidade da escola e deve traçar as metas que os gestores, professores, alunos e comunidade escolar têm de seguir para cumprir o quê, quando e como ensinar e avaliar, unindo teoria e prática. 
Assim, o currículo escolar precisa ser visto como um ponto de partida. É importante também que esse currículo seja aberto a alterações, modificações e melhoramentos para eventuais ocasiões que necessitem de ajustes para o melhor desempenho e qualidade escolar, o melhor desenvolvimento e aproveitamento do indivíduo e de uma participação plena e ativa deste na sociedade. A escola precisa ensinar seres pensantes, que questionam o quê presenciam, o quê veem, o quê leem.
A elaboração de um currículo escolar deve levar em conta o conteúdo e os conhecimentos que precisam ser trabalhados pela escola, utilizando o conhecimento e a experiência de mundo dos alunos. Assim, pode-se ter uma melhor relação ensino/ aprendizagem.
É importante que se articulem os campos disciplinares com as questões relacionadas ao cotidiano da escola e dos alunos. É crucial que se unam as finalidades das diferentes disciplinas em um senso comum e que os professores se reúnam e troquem informações e experiências escolares entre si para a melhor elaboração do currículo escolar.
A matriz curricular é o conjunto de todas os componentes curriculares (disciplinas) que o aluno precisa cumprir para a conclusão do seu curso. Cada disciplina tem um número “x” de horas que precisam ser cumpridas. A soma de todas estas horas é o total necessário para a conclusão do curso. As matrizes curriculares são elaboradas pelos sistemas de ensino, em nível estadual e municipal.
Tendo em vista todos estes conceitos, percebe-se que há a necessidade de envolver critérios de ensino e avaliação que respondam à necessidade da absorção do conhecimento pelo indivíduo, visto que este deve se tornar um sujeito ativo na sociedade em que vive, e que o papel da escola é fundamental
para a construção deste minucioso processo social.

Referências bibliográficas:

Perguntas Frequentes. Disponível em:
<http://www.fadergs.edu.br/fadergs/user/file/Perguntas-Frequentes-Mudanca-de-Matriz-Curricular.pdf >. Acesso em: 26 de set de 2014.

Salto para o futuro: Currículo Escolar. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=elqdmXCGVAw&feature=youtu.be>. Acesso em: 26 set, 2014.

Raphaela Mouco Fernandes - Letras (2º semestre)

O que é currículo escolar?


O Currículo escolar é a organização do conhecimento escolar. 
Essa organização do currículo se tornou necessária porque, com o surgimento da escolarização em massa, precisou-se de uma padronização do conhecimento a ser ensinado, ou seja, que as exigências do conteúdo fossem as mesmas. 
No entanto, o currículo não diz respeito apenas a uma relação de conteúdos, mas envolve também: “questões de poder, tanto nas relações professor/aluno e administrador/professor, quanto em todas as relações que permeiam o cotidiano da escola e fora dela, ou seja, envolve relações de classes sociais (classe dominante/ classe dominada) e questões raciais, étnicas e de gênero, não se restringindo a uma questão de conteúdos”. (HORNBURG e SILVA, 2007, p.1)
Baseado no fragmento do texto acima e com base na entrevista dos curriculistas brasileiros Flávio Moreira e Vera Candau, no programa Salto para o Futuro, é possível verificar a complexidade que está por traz da elaboração e execução do Currículo escolar.
Quanto mais me aprofundo nas questões ligadas à Educação, mais me convenço de que o trabalho é titânico e de que para estar envolvido nesta tarefa gigante, uma generosa carga de loucura e amor deve ser empregada.
Não existe tarefa fácil. Diante de tanta diversidade, buscar uma igualdade cobra dos envolvidos muita sensibilidade e domínio do tema.
A impressão que me causou é que o professor tem pouca ou nenhuma participação na elaboração do currículo e que apenas segue um roteiro previamente estipulado e que muitas vezes não está em conformidade com a realidade vivenciada no contexto da escola em si. Neste sentido, é lamentável, pois o professor é o elemento de maior proximidade com o aluno, funcionando como termômetro que verifica a temperatura registrada nesta relação de construção do conhecimento, portanto sua colaboração é de grande relevância no processo.
Os conflitos, que estão presentes na sociedade, escalam os muros da escola e cobram medidas urgentes de adequação. Como estabilizar estes conflitos de ordens tão diversas? Religião, conflitos de gênero/opção sexual, étnicos e culturais, entre outros.
A discussão, no programa Salto para o Futuro, manifesta a importância da criação de espaços de reflexão, no âmbito escolar, para os professores debaterem a construção da ponte do conhecimento, através de uma abordagem interdisciplinar e multidisciplinar, cobrando dos professores uma colaboração na dinâmica de seus conteúdos, flexibilizando os currículos, uma vez que normalmente chegam engessados e carecem de negociação em várias etapas.
A tensão gerada pela multidisciplinaridade romperá a compartimentalização dos conteúdos, criando uma dinâmica mais abrangente, podendo tornar o conhecimento de mais fácil assimilação, por ser abordado em diversos ângulos. Fica evidente a necessidade da formação de uma nova geração de educadores, ajustados com esta realidade, que, com velocidade extrema, cobra atualização constante e dinâmica diante de fatos sociais cada vez mais complexos e com demandas urgentes.
Acredito, na medida em que o Currículo se propõem a refletir com honestidade as características sócio-culturais, de forma ampla e profunda, buscando tratar o diverso com igualdade, com a participação, discussão e reflexão de todos os sujeitos envolvidos neste cenário, o resultado será uma Educação de maior qualidade,
que visa à formação de um ser mais reflexivo e independente.
Hoje, consigo enxergar por outra lente os motivos pelos quais chegamos aos níveis atuais de abandono da educação, em nosso País. São vários os fatores, mas sofremos uma crise de identidade, que nos acompanha desde nossa formação enquanto Povo/Nação. Em minha humilde opinião, devemos ajustar este ponteiro sociológico, que está atrasado, para podermos acertar nosso passo na condição de uma Nação multifacetada e multicultural, onde a mistura seja assimilada e entendida como nossa maior riqueza. Aí sim, vamos perder este sentimento de inferioridade que muitas vezes permeia nossa identidade e obstaculiza o movimento que
precisa ser ensaiado.

Maurício Pereira Casasco - Filosofia (2º semeste)

Currículo escolar: conhecimento e cultura


O objetivo do currículo escolar é a construção social do conhecimento, que pressupõe uma sistematização dos meios para que esta construção se efetive.
Alguns meios que podem ser concebidos são: a elaboração dos conteúdos a serem ensinados e aprendidos, as experiências de aprendizagem escolares a serem vividas pelos alunos, os planos pedagógicos elaborados por professores, escolas e sistemas educacionais, os objetivos a serem alcançados por meio do processo de ensino e os processos de avaliação que terminam por
influir nos conteúdos e nos procedimentos selecionados nos diferentes graus da escolarização.
Podemos definir currículo também como um conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas. Deve-se ressaltar que o currículo escolar não é somente um conjunto de
objetivos sistematizados no papel. O currículo escolar é constituído também por atitudes e valores transmitidos, subliminarmente, pelas relações sociais e pelas rotinas do cotidiano escolar. Esses aspectos, denominamos currículo oculto.
Segundo os doutores em educação Antonio Flavio Barbosa Moreira e Vera Maria Candau, fazem parte do currículo oculto: rituais e práticas, relações hierárquicas, regras e procedimentos, modos de organizar o espaço e o tempo na escola, modos de distribuir os alunos por grupamentos e turmas, mensagens implícitas nas falas dos(as) professores(as) e nos livros didáticos. Como, por exemplo: o modo como a escola incentiva os alunos a chamarem a professora, a maneira como arrumamos a sala de aula, as visões de família que ainda se encontram em certos livros didáticos (restritas ou não à família tradicional de classe média).
Nós, profissionais da educação, temos de participar crítica e criativamente na elaboração de currículos mais democráticos e atraentes, de modo que eles não ofendam nenhum tipo de cultura, a grosso modo. Para a realização de tal, podemos recorrer à Lei de Diretrizes e Bases, às Diretrizes Curriculares Nacionais e às Propostas Curriculares Estaduais e Municipais.
Muitos estudiosos do assunto têm tratado do tema “cultura”, relacionando-o diretamente com o currículo escolar, em congressos e seminários a respeito do currículo. Por que atribuir tal importância a este tema?
É nítida a presença da pluralidade cultural que temos hoje em dia e, quando não se respeita esta, podem-se acarretar diversos conflitos dentro da escola, tornando mais difícil o desempenho do papel do educador.
É necessário, então, que essa pluralidade cultural seja respeitada. Penso que, a escola deve promover ocasiões que favoreçam a conscientização de docentes e gestores a respeito da construção da identidade cultural. No entanto, temos pouca consciência de que há um grande cruzamento de culturas no cotidiano escolar e continuamos com uma visão homogeneizadora e estereotipada dos alunos e de nós mesmos. Deve-se ter a consciência de que, em uma sala de 40 alunos, cada um deles terá uma maneira de aprender, de ver o mundo, de socializar. No entanto, há quem finja que todos possuem uma mesma visão, a mesma vivência. Deve-se ter a consciência de que estes 40 alunos são diferentes e que não devemos julgá-los por isso, condenando-os e excluindo-os por pensarem/agirem de maneira diferente e não termos uma visão estereotipada, como, por exemplo: um aluno que escuta funk é burro e não tem futuro. O pré-julgamento é o ponto de partida para o fracasso.
Por isso, é fundamental que tenhamos uma visão dinâmica, contextualizada e plural das identidades culturais e também nos tornemos conscientes de nossos enraizamentos culturais e capazes de reconhecê-los, nomeá-los e trabalhá-los.
Pode-se revelar uma experiência profundamente significativa a socialização de educadores em pequenos grupos sobre suas próprias identidades culturais, sobre como vêm sendo criadas nossas identidades de gênero, raça, sexualidade, classe social, idade, profissão, etc.
Desta forma, trabalhando no melhoramento da visão dos educadores, teremos a construção de um melhor currículo e melhores resultados atingidos.

Raphaela Mouco Fernandes - Letras (2º semestre)

O que é currículo?


Currículo escolar é um documento elaborado pelos sistemas de ensino, primeiramente, em nível do MEC, que são as Diretrizes Curriculares Nacionais e os Parâmetros Curriculares Nacionais, e depois acontece uma adequação em nível estadual e municipal. Cabe à escola definir conteúdos diversificados, respeitando aspectos regionais, em seu Projeto Político Pedagógico, no qual, deverá constar o projeto educacional que será aplicado aos alunos, ou seja, é o plano gestor da escola. Nesse projeto, estão os conteúdos, métodos e práticas que serão implementadas. 
No "currículo em ação", os professores aprimoram seus conhecimentos, para melhor ensinar seus aprendizes, é preciso elaborar um plano eficaz, porém flexível às mudanças, caso algo ocorra de modo inesperado durante o período de ensino. O currículo local deve ser muito bem planejado e realizado por todos os profissionais, pois é preciso seguir o padrão proposto pelo MEC para obter o nivelamento ideal de conhecimento dos estudantes.
A matriz curricular é a organização das disciplinas e da carga horária em cada ano letivo. Às vezes, é através da matriz curricular que alguns pais fazem a escolha da instituição, isso também acontece nas universidades.
O currículo escolar faz a diferença para uma educação de qualidade, pelo fato de tratar-se de uma concepção de educação, pois assim é possível obter uma organização e planejar corretamente o que será ensinado. 
É importante ressaltar que se deve ter o cuidado do quê e de como irá preparar, pois é preciso ter conhecimento do grau de aprendizagem dos estudantes, para assim buscar conteúdos e métodos adequados para cada turma. A cautela é necessária para não correr o risco de aplicar algo que o estudante não consiga aprender, pois, desta forma, a aprendizagem não será adquirida corretamente ou, até pior, o aluno pode ficar retraído por não conseguir aprender. Esse aspecto está relacionado com a competência didática do professor.
Por fim, as escolas devem sim ter um planejamento e incluir nele, não somente conteúdo teórico e didático, mas também buscar preparar as crianças/adolescentes para o futuro. Propondo aulas práticas, no meio ambiente; informativas sobre o que acontece atualmente, utilizando a informática; entre outros.
Uma boa educação requer um ensino de qualidade, com professores que possuam amor à profissão, dispostos a aprender cada dia mais, e que não deixem de acreditar em seus alunos, pois se ambicionam um futuro melhor, é preciso investir e acreditar na educação.

Naiara Cristina de Moraes - Letras (2º semestre)

Compreendendo conceitos de currículo e matriz curricular


Os conceitos de currículo e matriz curricular são, ao mesmo tempo,
próximos e distantes. Currículo compreende tudo o que compõe a organização do conhecimento escolar. No entanto, o processo de desenvolvimento do currículo é cultural, e, por esse motivo, não é neutro e exige que mudanças periódicas sejam feitas para que ele contemple a diversidade cultural que a escola recebe.
O conceito de matriz curricular está ligado ao norteamento das informações e disciplinas que serão ministradas aos alunos ao longo do ano, assim como o estabelecimento de um limiar que determine o mínimo que deve ser abrangido em sala. Assim, podemos perceber que a matriz é a configuração prática dos conteúdos escolares das exigências do currículo, que são mais amplas.
A matriz curricular, como síntese de conteúdos do currículo, é muito importante no dia a dia escolar, uma vez que pode ser utilizada para otimizar e enriquecer o trabalho do professor, porém, observamos algumas dificuldades na sua utilização. Uma escola, ou um professor, com pouco comprometimento, poderia utilizar-se do
plano básico do currículo para lecionar de forma a cumprir apenas com o mínimo exigido, deixando, assim, de estimular os alunos a desenvolver melhor suas potencialidades. Da mesma maneira, se o currículo for desatualizado e superficial, não contemplará a realidade que a escola vive, e com isso, deixará de ser eficiente. Não é estranho, portanto, observarmos em muitas escolas o alto nível de desinteresse dos alunos com o assunto da aula e até mesmo com a figura do professor. Um currículo desatualizado dissolve os laços que há tanto custo estes profissionais tentam estabelecer com os educandos, e faz com que todos enxerguem a escola como algo obsoleto e sem propósito.
Por isso, é possível perceber a importância do currículo em uma
educação de qualidade! Um currículo bem elaborado é capaz de integrar o aluno ao conteúdo, mostrar para ele o poder libertador da educação em seu dia a dia, e, mais do que isso, instigá-lo a conectar o conhecimento da escola com o seu desenvolvimento pessoal. Tais práticas podem ser usadas como poderosas ferramentas de transformação social.

Natália Pereira Santos Ribeiro - Letras (2º semestre)