terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Livros que amei
Na verdade, não tive muitos livros na minha infância, pois morava no interior de Minas Gerais com meus avós. Lembro-me que a Cartilha era um livro com folhas amareladas com poucas cores, bem diferente das atuais.
Tenho em casa uma coleção de livro de histórias infantis, O amigo da infância, de Perrault, Andersen e Grimm e outros autores, com vários contos e histórias, da editora Companhia Brasil Editorial. Quando meu filho nasceu, eu gostava de cantar canções de ninar e lia um conto para ele, que era O festim Celestial, dos irmãos Grimm. É a história de um menino que queria chegar ao paraíso, então ele começa sua caminhada. Até que um dia ele chega a uma cidadezinha e entra em uma igreja. Ficou tão maravilhado por ver tanta beleza, que achou que era o paraíso. Lá vê uma imagem do menino Jesus, e começa a conversar com a imagem e a mesma no seu subconsciente o respondia.
O primeiro parágrafo do livro começa com uma letra grande, do tipo capitular, de fundo um desenho de um macaco, não sei o porquê, pois no decorrer da história não é mencionado. Apesar de ser uma coleção de livros infantis, não há desenhos coloridos.
A coleção foi composta e impressa em setembro de 1960, meu esposo ganhou a mesma em 1967, portanto, já a possui há 47 anos e foi essa coleção que lhe aguçou a leitura. Até hoje ele gosta de ler essas histórias.
Voltando à história, o menino, ao chegar à igreja, ficou e assistiu à missa. Ao terminar a missa, o sacristão pediu-lhe que se retirasse e ele respondeu que não sairia.
O sacristão procurou o padre e lhe disse que o menino não queria sair da igreja, pois achava que estava no paraíso. O padre lhe respondeu que o deixasse, já que ele acreditava sinceramente que estava no paraíso, e lhe ofereceu um trabalho na igreja e ele aceitou.
Havia na igreja uma imagem do “MENINO JESUS”, com feições muito delicadas e o menino achou que era DEUS em carne e osso e lhe disse: - Como você está magrinho, a partir de hoje vou repartir o meu almoço com você. O menino escutou uma voz que lhe dizia para que ele repartisse com os pobres que têm fome.
Naquele exato momento, uma velhinha apareceu e estendeu sua mão pedindo um pedaço de pão. Desde aquele dia, o menino passou a alimentar os pobres, dividindo o que tinha, e quando ele contemplava a imagem, notou que ela sorria.
Passado algum tempo o menino ficou doente, de cama por 8 dias, mas assim que pode se levantar foi até a imagem e pediu perdão e se desculpou por não ter sustentado os pobre durante esses dias enfermo.
O padre vendo o menino debilitado lhe perguntou o que estava fazendo, e o menino com um lindo sorriso, disse-lhe que estava conversando com DEUS e que ele lhe disse algo muito importante. O que DEUS disse ao menino só lendo esta linda história você saberá, vale a pena ler os contos clássicos para as crianças de hoje. O encantamento desses contos, na maioria de tradição oral, é eterno.
Rosa Maria - 3º Semestre 2013/1
Meu livro infantil favorito: Reinações de Narizinho
Nesse livro, Monteiro Lobato cria uma trama de cenas e aventuras, em que a realidade e a fantasia tratadas pela sua imaginação se misturam.Toda sua obra literária foi voltada para o público infanto-juvenil. São as obras de maior destaque da literatura infantil do nosso país.
- "De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para crianças um livro é todo um mundo". (Monteirto Lobato)
Eu recomendo Reinações de Narizinho por ter dado início às aventuras no Sítio do Picapau Amarelo, série de histórias que eu amo. Ao reler o livro, e até mesmo ao escrever sobre ele agora, sinto uma grande nostalgia... De um tempo tão bom da minha vida que não volta mais. Não perdia um só capítulo da série televisiva, e lendo Reinações de Narizinho viajava de verdade na minha imaginação. O livro me faz voltar lá atrás, a uma infância maravilhosa. Como tudo mudou tanto! Mas, ainda assim, tento passar para o meu neto a fase melhor da minha vida, insistindo para que ele veja no Canal Futura o seriado realizado pela TV Globo, em várias versões, e conto as histórias para ele de uma menina de nariz arrebitado, que vivia com a sua avó, sua boneca de pano, e a tia Nastácia.
Tudo começa com uma inesperada visita da neta de Dona Benta ao Reino das Águas Claras e, com a chegada de seu primo, Pedrinho, ao Sítio do Picapau Amarelo para mais uma temporada de férias. Depois do passeio pelo Reino das Águas Claras, as reinações de Narizinho ficam ainda melhores. As crianças se divertem fazendo o Visconde com um sabugo de milho e planejando o casamento de Emília com o leitão Rabicó.
E as aventuras continuam. Emília, Narizinho e Pedrinho recebem a visita de personagens como Cinderela, Branca de Neve e Pequeno Polegar. Também chega ao Sítio o Peninha, garoto invisível que trouxe no bolso algo que mudou a rotina dos netos de Dona Benta, o incrível pó de pirlimpimpim. Com esse pó mágico a turma do Sítio viaja para o Mundo das Maravilhas. Lá eles conhecem os fabulistas Esopo e La Fontaine e resgatam o Burro Falante, que vai morar no Sítio. Essa grande interposição de personagens, que pertencem a contos da tradição oral mundial, chamamos hoje de intertextualidade. Lobato já era tão atual, no começo do século XX, não era?
Com Monteiro Lobato, é impossível parar de ler. Ele inventou um jeito especial de escrever às crianças que até hoje serve de inspiração para os autores infantis. É por isso que desde o seu lançamento, em 1931, Reinações de Narizinho vem divertindo e formando gerações de leitores brasileiros.
A fase mais produtiva de Monteiro Lobato foi de 1921 a 1947, com a publicação de cerca de 40 livros infantis e inúmeras traduções e adaptações de obras da tradição mundial como Contos de Grimm, Contos de Andersen, Robin Hood etc. Publicou também diversos livros para adultos.
Por toda boa lembrança que me traz, recomendo para todas as instituições de ensino, Monteiro Lobato, como uma viagem encantada ao mundo do faz de conta.
Rosemeire Ribeiro - 3º semestre 2013/1
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Um ótimo livro de literatura infantil
Na infância lia muito, pois fui alfabetizada com quatro anos, e minha mãe trabalhava demais, logo precisava de ocupação. Li desde Cazuza, de Viriato Correa, passando por Contos Infantis. Como eu era terrível, minha mãe fazia questão de comprar livros com fundo moral, como A raposa e as uvas, Os três porquinhos, João e Maria e por aí vai.
Até hoje aprecio uma boa leitura, não importa o gênero,embora tenha que admitir que não tenho lido o tanto quanto gostaria.
O livro que eu recomento é da escritora Ruth Rocha, O trenzinho do Nicolau. Faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola, de 2010, com ilustrações de Luiz Maia, Editora Salamandra.
A narrativa do livro é leve, de fácil assimilação, fazendo com que as crianças possam embarcar na aventura.
Nicolau é um maquinista bem feliz,viaja no seu trenzinho, passa a vida por paisagens, pessoas, animais, vê tudo da janela de seu trenzinho.
O tempo passa e um dia, como tudo na vida, o trem pára de funcionar, o Nicolau se aposenta, mas aquela vida de aventuras ele não consegue esquecer. Um dia, vai à antiga estação e fica sabendo que o seu querido trem, agora viraria sucata e ele percebe o quão sozinho estava. Então, tem a brilhante ideia de comprar o velho amigo. Com isso, ele volta a ficar com o trem, só que, ao invés de voltar aos trilhos, ele o usa para atrair crianças que, com a imaginação, farão suas próprias aventuras dentro do trenzinho do Nicolau.
A autora Ruth Machado Louzada Rocha já escreveu mais de 130 livros infantis. É imortal da Academia Brasileira de Letras, sua formação acadêmica é em Sociologia. Seu livro Marcelo, Martelo, Marmelo já vendeu mais de 1 milhão de exemplares e, conforme admite a autora, sua obra foi influenciada por Monteiro Lobato. Ganhadora de 04 prêmios Jabuti, a escritora recebeu também a Comenda da Ordem do Ministério da Cultura.
Com ilustrações coloridas, divertidas, que têm uma sequência fácil para ajudar na efabulação, eu recomendo esse livro. É uma leitura atual, mas que traz uma conduta de valores que acho que vale a pena insistir: não existe modernidade sem que haja sentimentos, como a amizade e o respeito pelo passado.
Quésia Ângelo de Lima - 3º semestre 2013/1
Literatura infantil: um bom começo...
Confesso a vocês, amigas blogueiras, que não tinha o hábito de ler na infância. Comecei a adquirir este, já na adolescência com livros da Zibia Gaspareto. Passei a ter contato com literatura infantil, a partir de contos de fadas, após o nascimento da minha primeira filha.
Após certo tempo, comecei a trabalhar em creche, aí tinha que ler histórias para as crianças. Li vários livros, mas um que me chamou a atenção foi Aprendendo com meus amigos, de Taro Gomi, traduzido por Diogo Kaupatez.
O livro relata o aprendizado de uma criança com os animais, e fala de movimentos ciclomotores realizados através do aprendizado destas amizades, ou seja, cada animal tem algo a nos ensinar, pois quando a personagem fala, por exemplo, “sentir o perfume da flor, aprendi com a borboleta”, transmite para a criança leitora/ouvinte uma imagem diferente e reveladora da borboleta.
E como a personagem é uma criança que gosta muito de aprender, decide ir para a escola, para aprender coisas novas, não só com os professores, mas também com seus amigos.
É um livro muito bom e eu recomendo que leiam para os seus pequenos. Pode ser encontrado nas creches, pois é de um acervo da prefeitura, é de fácil compreensão.
Taro Gomi é provavelmente mais conhecido no Reino Unido, apesar das poucas traduções em inglês. Seu acervo ultrapassa mais de 300 livros impressos no Japão e traduzidos para outros países. A maioria de seus livros consiste principalmente de imagens, por isso podem ser apreciados por várias pessoas de diferentes faixas etárias. Eu recomendo!
Sandra Mara Cordeiro - 3º semestre 2013/1
O livro que recomendo para crianças
Escolhi falar do livro O menino, seu avô e a árvore da vida, do autor Padre José Bortolini, que é formado em Filosofia e Teologia e mestre em Bíblia. Escreveu dezenas de livros no campo da Sagrada Escritura e participou de três traduções diferentes da Bíblia. Escreve contos, textos para crianças e também é poeta.
O livro tem ilustrações de Márcia Franco, mineira de Belo Horizonte, que é artista plástica e ilustradora, especialista na técnica de pintura de aquarela, o livro contém ilustrações coloridas e delicadas, de fácil compreensão para um bom entendimento da história. Segundo a classificação proposta por Luis Camargo, trata-se de uma ilustração "tradutora", ou seja, a ilustração amplia as possibilidades de interpretação do livro.
Essa história relata a grande amizade entre avô e o neto, chamado Tiqvá. Pelo final de tarde, saiam para caminhar, e durante essas caminhadas que faziam lado a lado o avô ensinava ao menino vários segredos e alguns mistérios sobre a vida.
Durante uma caminhada, ele revela ao neto um segredo que salvaria os idosos do reino onde moravam. A história relata como um rei de coração endurecido toma a decisão de expulsar todos os idosos do reino por julgar que eles eram improdutivos, e não percebe que assim está perdendo pessoas com muita experiência e sabedoria.
É uma linda história que nos ensina como podemos aprender muito com as outras gerações que, no livro, são representadas pelo avô e o menino.
TRECHO DO LIVROTiqvá voltou a caminhar todos os dias com seu avô, aprendendo dele muitos segredos para uma vida feliz.
E todos, naquela região, descobriram que a salvação muitas vezes pode estar nas pessoas que julgamos inúteis ou improdutivas...
Recomendo esse livro, porque a história nos leva a refletir sobre como é importante o amor e o respeito ao próximo, independente da idade, cada um tem seu valor e sua sabedoria.
Nascemos incapazes e, muitas vezes, morremos incapazes.... Ame o próximo! Essa é a grande reflexão que o livro nos deixa.
Marisa Alves - 3º semestre 2013/1
O livro de Literatura Infantil que amo e Recomendo
O título do livro é o Patinho que não aprendeu a voar, escrito por Rubem Alves e ilustrado por Ivan Coutinho. O gênero do livro é poético, de literatura infanto-juvenil, para crianças acima de10 anos de idade.
Amo esse livro, porque ele fala sobre a liberdade de uma maneira envolvente. O leitor se sente atraído pela leitura, querendo saber cada vez mais o que acontecerá com aquele patinho teimoso.
A ilustração é um caso a parte, sendo bem colorida, aumenta o interesse não só das crianças, mas dos adultos também. No decorrer de toda a leitura, o pai dos patinho tenta de todas as maneiras fazer com que seus filhos aprendam a voar, para que se tornem patos selvagens de verdade e não sejam domesticados pelos humanos, mas um deles não leva tão a sério os conselhos do pai, para seu desespero.
Com o passar do tempo, o pai precisa tomar uma decisão muito difícil, a de partir sem um de seus filhos, pois ele precisa seguir em frente, mesmo contra a sua vontade.
Além da liberdade, o livro traz uma discussão entre pais e filhos sobre qual decisão precisam tomar ao longo de suas vidas.
O autor Rubem Alves nasceu no dia 15/09/1933, em Boa Esperança, Minas Gerais. Em 1963, foi estudar em Nova York, e torna-se mestre em teologia pelo Union Theological Seminary. Quando retornou ao Brasil, em 1964, foi acusado pela igreja de subversão.
Foi perseguido pelo regime militar e, em 1964, retorna com a família para os Estados Unidos, tornando-se doutor em Filosofia (ph.D.), em Princeton Theological Seminary.
Alguns anos depois. de volta ao Brasil, foi convidado para dar aula de Filosofia na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, na cidade de Rio Claro (SP). E foi na literatura que ele encontrou forças para conseguir ir em frente nas horas mais difíceis, atualmente o autor tem vários livros publicados.
Ele é membro da Academia Campinense de Letras, professor-emérito da Unicamp e cidadão-honorário de Campinas, onde recebeu a medalha Carlos Gomes de contribuição à cultura.
Amo e recomendo esse livro, porque podemos trabalhar valores na educação infantil através da poesia. Esse livro é para pessoas que apreciam uma leitura dinâmica, na qual o final é você que escolhe.
Claudenice Gomes - 3º semestre 2013/1
Amei esse livro e o recomendo a todos!
O Ratinho, O Morango vermelho maduro e O Grande Urso Esfomeado. De tantos outros livros que leio, tanto na minha sala de aula, quanto em casa para minhas filhas, nos últimos meses, o que me encantou mais foi esse. Escrito por Don e Audrey Wood, traduzido por Gilda de Aquino, ilustrado por Don Wood. Pertence à coleção Itaú de livros infantis que sempre recebo em minha casa.
Ele tem uma ilustração lindíssima que já por si só conta toda a história.
A esperteza de um Ratinho pequeno em saciar sua fome antes que o Grande Urso esfomeado (força do gigante) pegasse seu Morango maduro e vermelho.
A agilidade do ratinho em colher seu Morango vermelho e maduro e leva-lo para casa, antes do Urso esfomeado, que sentia o aroma dos morangos a quilômetros de distância chegasse.
Não importava onde estava escondido, guardado ou disfarçado, o Grande Urso esfomeado o encontraria.
O Ratinho encontrou uma boa maneira de proteger seu Morango vermelho e maduro do Urso esfomeado. Ele dividiu o morango em duas partes para o ratinho e a outra para o interlocutor oculto, mais esperto ainda do que o rato, que convence o ratinho a dividir o morango com ele (interagindo com a história).
"Assim o Grande Urso esfomeado jamais comerá esse morango vermelho e maduro".
Eu gostei desse livro porque achei de fácil entendimento para as crianças da faixa etária com as quais trabalho (2 e 3 anos) com uma narrativa curta e parcitipativa.
Além deste, os autores têm ainda “A Casa sonolenta”, “Meus Porquinhos” entre outros. Audrey Wood utiliza o meio da Literatura infantil para praticar as linguagens da arte, música, teatro, dança e escrita. Suas obras criam uma sensação de imaginação e emoção. O ilustrador Don Wood é seu marido e ilustra quase todos seus livros.
Priscilla Carvalho Gonçalves - 3º semestre 2013/1
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