segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Minha recomendação de livro infantil
Para realizar o trabalho de escolha de um livro infantil, proposta pela Profª Rosana, “Livro infantil que amei”, confesso que vários livros passaram pelas minhas mãos e meus olhos atentos. Esse que escolhi não foi amor a primeira vista, mas um encantamento diferente, tanto pela apresentação, pelos desenhos, quase surreais e parecendo meio feitos de sucata, quanto pelo texto simples, mágico e real.
Ao pesquisar mais sobre o autor, descobri que ele mesmo é o ilustrador dos seus livros, o que me cativou por completo, por entender que não há maneira melhor de um artista se entregar e expressar, ilustrando e contando as suas histórias. Fato este que, confesso, é um sonho pessoal e, quem sabe, um dia o realizarei.
André Neves já publicou vários títulos no Brasil e no exterior, participou de importantes exposições e catálogos sobre a arte de ilustrar livros.
Atualmente, vive em Porto Alegre, onde estuda e trabalha, e admite que nunca teve um coelho e nem um porquinho em sua casa, talvez por isso escreveu essa história.
LINO é uma história de amizade entre dois brinquedos, que se passa numa loja, um porquinho chamado Lino e uma coelhinha de nome Lua, que acende uma luz na barriguinha, toda vez que ela dá risadas.
Os dois eram muito unidos e brincavam juntos o dia todo, até que Lua desaparece e Lino, triste, tenta descobrir o que se passou.
De repente, Lino é colocado dentro de uma caixa, e conhece uma nova amiga, a menina de nome Estrela, que gosta muito dele e brinca com ele, até ficarem tontos.
Estrela o convida para ver a lua e Lino pensa ser sua amiga desaparecida.
Então, ela apaga a luz do quarto, abre a janela e ele vê, lá no céu, como a sua amiga Lua estava com a barriga brilhante na escuridão e deveria estar muito feliz.
É uma história simples, mas trata de um assunto importante a ser trabalhado com as crianças de Educação Infantil ou creches, que é sobre o brinquedo, as brincadeiras, amizade, a separação de amigos(ou até morte de entes queridos), rumos novos que a vida nos apresenta, através dos personagens, com um desfecho positivo e que sugere superação, aceitação e esperança.
A pós leitura desse livro possibilita várias atividades de reflexão ou mesmo lazer: organizar dramatização numa loja de brinquedos, onde cada criança será o brinquedo que mais gosta e daí desenrolar um enredo coletivo; confecção de brinquedos com sucata e organizar uma caixa de brinquedos; e tantas outras atividades, para tornar o conteúdo desse livro bem explorado e vivenciado pelas crianças.
NEVES, André. (autor/ilustr.). Lino. São Paulo: Callis Ed., 2.011.coleção Itaú de Livros Infantis.
Lidia Ventura Regis - 3º semestre 2013/1
A bolsa amarela
A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga Nunes, editora Agir , Rio de Janeiro (1976). O Brasil vivia uma época de ditadura. Esse é o terceiro livro da escritora. Livro voltado para o público infanto-juvenil. A Bolsa Amarela recebeu o selo de ouro da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, dado anualmente ao livro considerado "O Melhor para a Criança", e o Certificado de Honra do IBBY (International Board on Books for Young People). Traduzido em vários idiomas, o livro foi encenado em teatros do Brasil, Bélgica e Suécia.
Foi o primeiro livro que li, ainda criança, não tenho o exemplar, pois, na época, foi uma professora que me emprestou.
O livro conta a história de Raquel, uma menina que presta muita atenção a tudo que se passa a seu redor.
Raquel é a filha caçula da família, é a única criança. Seus irmãos, com uma diferença de dez anos, não lhe davam ouvidos, porque achavam que criança não sabe coisa alguma. Por se sentir muito solitária e incompreendida, ela começa a escrever para seus amigos. Amigos imaginários. Raquel, desde cedo, tinha três vontades enormes: vontade de crescer, vontade de ser garoto e vontade de ser escritora.
Um dia, ganhou uma bolsa amarela, que veio no pacote da tia Brunilda. A partir daí, a bolsa passou a ser o esconderijo ideal para suas invenções e vontades. Tudo cabia lá dentro. A bolsa amarela acaba sendo a casa de dois galos, um guarda-chuva-mulher, um alfinete de segurança e muitos pensamentos e histórias inventadas pela narradora. Conforme suas ansiedades e desejos, sua bolsa ficava gorda e pesada, quando via que seus desejos não eram tão importantes a bolsa ficava leve e magrinha.
Trecho do livro:
“Cheguei em casa e arrumei tudo que eu queria na bolsa amarela. Peguei os nomes que eu vinha juntando e botei no bolso sanfona. O bolso comprido eu deixei vazio, esperando uma coisa bem magra para esconder lá dentro. (...) Abri um zíper; escondi fundo minha vontade de crescer; fechei. Abri outro zíper; escondi mais fundo minha vontade de escrever; fechei. No outro bolso de botão, espremi a vontade de ter nascido garoto (ela andava muito grande, foi um custo pro botão fechar). Pronto! A arrumação tinha ficado legal. Minhas vontades estavam presas na bolsa amarela”.É muito interessante, pois o livro A Bolsa Amarela é usado hoje no tratamento biblioterapêutico, que é a terapia por meio da leitura, mediante o qual pacientes com princípio de depressão e problemas cardíacos guardam os seus problemas e frustrações dentro de uma bolsa.
Indico esse livro, pois, apesar de ter sido escrito em 1976, quem o ler irá se identificar com os dias de hoje, quando todos nós temos desejos difíceis de realizar, medos e ansiedades muitas vezes guardado numa bolsa chamada Inconsciente.
Alessandra Pontes - 3º semestre 2013/1
domingo, 24 de fevereiro de 2013
O livro encantado
O livro de literatura infantil que li e me encantou tem o título de “LINO”. Seu autor é André Neves. O livro conta a história da amizade de um porco chamado Lino e uma coelha chamada Lua, que viviam em uma fábrica de brinquedos.
Um dia, Lua sumiu deixando Lino triste, mas, em um belo dia, Lino encontrou uma menina chamada Estrela e se tornaram grandes amigos. Estrela fez uma surpresa ao amigo, abriu a janela de seu quarto e ali estava Lua tão iluminada e feliz e assim todas as noites Lino via Lua, enquanto sua amiga Estrela dormia sonhando lindos sonhos.
Foi um livro que me emocionou pela simplicidade, ilustração e pela forma de abordar o tema da amizade.
André Neves ama animais, porém nunca teve em sua casa um porco ou coelho, talvez por isso o autor tenha escrito essa história.
O autor André Neves nasceu em Recife e, atualmente, mora em Porto Alegre. É arte-educador e promove palestras e oficinas sobre Literatura Infantil e Juvenil. Participou do curso de ilustração para infância em Sarmede, na Itália.
André Neves é um dos mais renomados ilustradores de literatura infantil da atualidade. Teve um bom contato com a literatura infantil desde criança, porque sua mãe era professora.
Hoje, o autor tem vários livros publicados em várias editoras, além de prêmios em reconhecimento ao seu trabalho, como "Prêmio Luiz Jardim” (2001) de melhor livro de imagem. Foi indicado ao prêmio “Jabuti” e também no prêmio “O Sul”. Em 2004, recebeu o “Prêmio Acorianos” de melhor ilustração. Recebeu por parte de suas obras selos “ALTAMENTE RECOMENDAVÉL” concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.
Eu recomendo essa leitura para as crianças e para os professores.
Fernanda Dal’Mas - 3º semestre 2013/1
O livro que amei na minha infância
Na edição que li, não havia ilustrações coloridas e atraentes como nos livros atuais, mas, eu criança, consegui viajar, por meio do belo texto do escritor. Esse livro já foi adaptado para filme (1970) e três vezes para telenovelas (1970), na antiga Rede Tupi e TV Bandeirantes (1980 e 1998).
O escritor José Mauro de Vasconcelos nasceu no Rio de Janeiro, em 26 de fevereiro de 1920. De origem pobre, quando era criança, chegou a viver com alguns tios na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Sua vida nunca foi fácil. Passou um período viajando em muitos países da Europa e ganhou uma bolsa de estudos na Espanha até ganhar uma bolsa de estudos na Espanha. Retornando ao Brasil, trabalhou com os irmãos Villas-Bôas e, juntos, exploraram a até então muito pouco conhecida região do Araguaia, que inspirou a temática para o primeiro livro que ele escreveu: “Banana Brava” (1942), lançado quando ele tinha apenas 22 anos. José Mauro Vasconcelos viveu em muitos lugares bem distintos, exerceu diversas profissões muito diferentes e, diante disso, conheceu muitas culturas e os tipos mais variados de pessoas. Demonstrando ser muito sensível, desenvolveu um estilo de escrita simples e emotiva, que atinge profundamente o leitor
É um escritor respeitado, conhecido e valorado muito mais em outros países do que no Brasil e consta em listas de escritores brasileiros mais lidos no exterior. Seus livros foram traduzidos para o alemão, inglês, espanhol, francês, italiano, japonês e holandês, entre outras línguas.
O livro Meu Pé de Laranja Lima foi o seu maior sucesso editorial e vendeu em seus primeiros meses de lançamento 217 mil exemplares. Foi inspirado em suas próprias experiências pessoais ao retratar os choques que ele sofreu na infância com as mudanças bruscas na sua vida. Além de Meu Pé de Laranja Lima, muitos outros de seus livros ganharam versões cinematográficas.
José Mauro de Vasconcelos morreu no dia 25 de julho de 1984.
Enredo:
Este livro retrata a história de um menino de cinco anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e, por isso, passavam por muitas dificuldades. Eram as irmãs mais velhas que tomavam conta dos mais novos; por sua vez, Zezé tomava conta do seu irmãozinho mais novo, Luís.
Ao mudarem de casa, Zezé encontra no quintal da sua nova moradia um pequeno pé de laranja lima. Inicialmente a ideia de ter uma árvore tão pequena não lhe agrada muito, mas à medida que este vai convivendo com a pequena árvore e, ao desabafar com ela, repara que fala e que é capaz de conversar com ele, tornando-se assim o seu grande amigo e confidente, aquele que lhe dava todo o carinho que Zezé não recebia em casa da sua família.
Trata-se, portanto, de um verdadeiro clássico da literatura infanto-juvenil, para crianças acima de 10 anos de idade.
Fátima Florindo da Silva - 3º semestre 2013/1
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Livro de literatura infantil que amo e recomendo
O título do livro é Poesia na Varanda. Texto de Sônia Junqueira e ilustração de Flávio Fargas. É um livro do gênero lírico, da Literatura Infanto-juvenil (para crianças acima de 10 anos de idade).
Amo este livro, porque relata a beleza da poesia e as mais variadas formas que ela se apresenta e faz parte do nosso dia a dia, com uma linguagem simples e ilustrações grandes e coloridas, apropriadas para livros infantis.
É um livro apaixonante do início ao fim, traz na primeira página a seguinte frase: “Felicidade se acha é em horinhas de descuido.” (Guimarães Rosa).
Ao longo do livro, há versos relatando vivências de uma menina que vê poesia em tudo.
Brotou do chão a poesia
na forma de uma plantinha
espigada, perfumosa,
se abrindo toda pra mim:
mensageiro da alegria,
era um pé de alecrim
que dourou a minha vida...
Após relatar vários momentos em que a poesia se fez presente em sua vida, finaliza:
Agora, sempre que quero
saber cadê a poesia,
dou um pulo na varanda,
me debruço e espero:
quem sabe de repente
ela volta e, simplesmente, vem contar por onde anda...
No fim do livro a autora Sônia Junqueira relata que o livro Poesia na Varanda tem cenas de sua vida. O ilustrador Flávio Fargas descreve sua emoção ao ser convidado pela autora para ilustrar esse livro.
Sônia Junqueira nasceu em Três Corações – MG, atualmente mora em Belo Horizonte – MG, depois de ter vivido quase duas décadas em São Paulo. Formada em Letras pela UFMG, foi professora de português e de teoria da literatura, mas abandonou o magistério para trabalhar na Abril Educação, editando livros didáticos e fascículos. Trabalhou também na Atual, como editora de literatura juvenil e de livros paradidáticos. De 1992 a 2004 foi editora de literatura infantil, juvenil e de paradidáticos da Formato, em Belo Horizonte. Escreveu livros didáticos de português para o ensino fundamental e estreou na literatura infantil com a coleção Estrelinha, com a qual ganhou o Prêmio Jonnart Moutinho Ribeiro, da CBL, como autora revelação de literatura infantil. Como autora, publicou dezenas de livros, muitos deles premiados. Hoje, Sonia tem seu próprio escritório editorial e trabalha como editora free-lancer na área de literatura infantil e infanto-juvenil.
Amo e recomendo esse livro. É um ótimo instrumento para se trabalhar poesia na Educação Infantil.
Leiam, apreciem e utilizem-no em sua prática pedagógica. A satisfação é garantida...
Sivaneide Pereira Vieira - 3º semestre 2013/1
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Livros de Literatura Infantil que amei
Lygia Bojunga Nunes - 2004, na Suécia
Solicitei esta tarefa para minhas alunas, inspirada no programa da TV Futura que gosto muito “Livros que amei”. Imaginei que seria uma maneira bacana de cada uma delas recomendar a leitura de um bom livro de literatura infantil.
Então, decidi abrir o nosso blog, em 2013, com a minha indicação de um livro de literatura infanto-juvenil que eu amo.
Como diz a autora desse livro, Lygia Bojunga Nunes, o leitor pode desenvolver “casos de amor” com livros e seus respectivos escritores. E esse é um dos meus casos de amor literário.
Embora, tenha uma boa coleção de sua obra e fica difícil escolher, a história da Lygia que mais me emocionou foi o conto “A Troca e a Tarefa” que faz parte do livro “Tchau”. Digo conto, porque é uma narrativa curta, com os elementos que caracterizam o gênero “conto”, mas acho que ela não se preocupou com essa limitação literária e escreveu uma história que brotou do seu coração. Narrado em primeira pessoa, conta a história autobiográfica de uma escritora que, quando menina, tinha uma obsessão: o ciúme por sua irmã mais velha. A partir de um sonho todo "sonhado em azul" aprendeu a transformar seus medos, frustrações e até o monstro do ciúme em histórias. Essa foi a "troca" que o sonho profético lhe deu. Mas quando estava escrevendo seu vigésimo sétimo livro, o sonho voltou e explicou qual seria a "tarefa": após terminar seu vigésimo sétimo livro ela morreria. Aí o desespero: como evitar terminar esse seu último livro? Não vou contar o final, tá!
Só posso adiantar que esse conto é propositalmente revestido de um “realismo” que, ao final da história, todos se perguntam: isso aconteceu mesmo? A linguagem é deliciosa de ler, períodos curtos, leves, no tom coloquial que a criança fala, e vai envolvendo o leitor com toda a magia que os livros infantis precisam ter como ingrediente principal de uma boa literatura. Afinal, como todos nós acreditamos, literatura infantil precisa ser “obra de arte”.
A ilustração é um elemento muito relevante no livro infantil e, nesse livro, ela é "pontual", como classifica Luis Camargo. Ou seja, a ilustradora Regina Yolanda desenha letras capitulares, que marcam o início do primeiro parágrafo de cada parte do conto. Misturados às letras há desenhos que remetem a momentos significativos vividos pela personagem. Nos últimos parágrafos, as frases se movimentam em ondas, expressando o estado físico e emocional da personagem. Não há outras imagens.
A ilustração é um elemento muito relevante no livro infantil e, nesse livro, ela é "pontual", como classifica Luis Camargo. Ou seja, a ilustradora Regina Yolanda desenha letras capitulares, que marcam o início do primeiro parágrafo de cada parte do conto. Misturados às letras há desenhos que remetem a momentos significativos vividos pela personagem. Nos últimos parágrafos, as frases se movimentam em ondas, expressando o estado físico e emocional da personagem. Não há outras imagens.
Sem dúvida, a Lygia produziu muitas obras de artes que foram reconhecidas e traduzidas em muitos países. Ela foi uma das poucas escritoras no mundo que ganharam os dois mais importantes prêmios destinados à literatura infantil mundial: Hans Christian Andersen (1982), pelo conjunto de sua obra; e Astrid Lindgren Memorial (2004), na Suécia. Também recebeu vários outros prêmios como, no Brasil, o prêmio Jabuti (1973).
Lygia nasceu em Pelotas/RS, em 1932. Hoje vive em Londres e, devido à idade avançada, não escreve mais com a mesma constância.
Lygia nasceu em Pelotas/RS, em 1932. Hoje vive em Londres e, devido à idade avançada, não escreve mais com a mesma constância.
Vale a pena ler os livros dessa maravilhosa autora brasileira que aborda temas sensíveis e necessários para a psiquê infanto-juvenil em formação, como a morte dos pais em “A corda bamba” (1979); o suicídio em “Meu amigo pintor” (1987); a utopia da busca de uma vida perfeita para uma criança abandonada em “A casa da madrinha” (1978). Seu último livro, que eu saiba, foi “Retratos de Carolina” (2002).
Enfim, “realismo mágico” da melhor qualidade. Recomendo seus livros para leitores já fluentes (a partir de 10 anos) e para qualquer idade que aprecie boa literatura. Tenha um caso de amor com a Lygia, será inesquecível...
Rosana Pontes
Enfim, “realismo mágico” da melhor qualidade. Recomendo seus livros para leitores já fluentes (a partir de 10 anos) e para qualquer idade que aprecie boa literatura. Tenha um caso de amor com a Lygia, será inesquecível...
Rosana Pontes
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
O retorno
É com grande alegria que retornamos às aulas com as alunas do 3º semestre do curso de Pedagogia (PARFOR), na UniSantos.
Como um presente de acolhida, ofereço a vocês este lindo poema e o desejo de que todas se tornem loucas, idealistas e determinadas pedagogas:
Como um presente de acolhida, ofereço a vocês este lindo poema e o desejo de que todas se tornem loucas, idealistas e determinadas pedagogas:
Segunda Canção do Peregrino
Guilherme de Almeida
Vencido, exausto, quase morto,
cortei um galho do teu horto
e dele fiz o meu bordão.
cortei um galho do teu horto
e dele fiz o meu bordão.
Foi minha vista e foi meu tacto:
constantemente foi o pacto
que fez comigo a escuridão.
constantemente foi o pacto
que fez comigo a escuridão.
Pois nem fantasmas, nem torrentes,
nem salteadores, nem serpentes
prevaleceram no meu chão.
nem salteadores, nem serpentes
prevaleceram no meu chão.
Somente os homens, que me viam
passar sozinho, riam, riam,
riam, não sei por que razão.
passar sozinho, riam, riam,
riam, não sei por que razão.
Mas, certa vez, parei um pouco,
e ouvi gritar: - “Aí vem o louco
que leva uma árvore na mão!”
e ouvi gritar: - “Aí vem o louco
que leva uma árvore na mão!”
E, erguendo o olhar, vi folhas, flores,
pássaros, frutos, luzes, cores…
– Tinha florido o meu bordão.
pássaros, frutos, luzes, cores…
– Tinha florido o meu bordão.
Profa. Rosana Pontes
1ª aula de Educação e Linguagem I, em 05/02/2013
1ª aula de Educação e Linguagem I, em 05/02/2013
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