sábado, 23 de abril de 2016

Educar e aprender na Educação Infantil


É um processo educativo, em que ensinamos, aprendemos e vivenciamos com resultados transformadores, com trocas de conhecimentos, valores e emoções. 
Em alguns momentos, nos deparamos com uma série de dificuldades que envolvem o aluno e seu aprendizado, como por exemplo: o ambiente onde convivem seus responsáveis; ainda temos o sistema educacional, que muitas vezes acaba falhando. Temos que ter um olhar cuidadoso, com responsabilidade, ao observar essas dificuldades. 
Como podemos mudar isso? Fico me perguntando. Vejo muitas coisas que poderiam ser mudadas, mas faltando boa vontade entre os envolvidos, as mudanças necessárias acabam não acontecendo.
No entanto, não podemos desanimar e devemos acreditar que um dia tudo isso poderá mudar.

Ensinar, na Educação Infantil, deve ser visto como o período educacional mais importante da vida, quando as crianças começam a se desenvolver para todos os lados, desde o andar, falar, se expressar, ter autonomia, e assim por diante; quando a referência deles, na maioria das vezes, acaba sendo nós, os educadores, por conviver mais tempo dentro da escola, fazendo o papel da família. 

Questiono, com frequência, com alguns colegas, me preocupando com o fato de como nossas crianças estão crescendo sem o elo de convívio familiar, passando, em média, dez horas dentro dos espaços escolares, fazendo atividades diversificadas. 
Sei que é importante, mas também, ao mesmo tempo, sabemos que isso ocorre não por escolha, mas sim por suas necessidades. Essa perda de convivência entre a criança e a família, no futuro, fará uma diferença muito grande. As crianças, por estarem tão distantes de seus familiares e cansadas dessa carga horária intensa, dentro do nosso sistema educacional, acabam tendo perdas, no lugar de ganhos, para seu desenvolvimento. Lembrando sempre que a família, o professor e o sistema devem ter suas responsabilidades para que os valores humanos não se percam, no decorrer do tempo.

Educar é valorizar nossos alunos, sempre vislumbrando que, lá na frente, serão o nosso futuro e que podemos enriquecê-los com nossos conhecimentos, não esquecendo que educar e aprender são uma troca constante entre Professor e Aluno.

Rosana Aparecida Leme Vaz
Curso de Pedagogia - 1º semestre

Dividindo sonhos


Eu quando criança, gostava de estudar, 
às vezes me chateava, queria brincar. 
O tempo segue ainda a estudar, 
um pouco diferente buscando conhecimento e querendo me formar, mas a minha adolescência aproveitar. 
Sempre gostei de estudar e não queria parar, 
pensei até em Psicologia cursar. 
Por alguns motivos, a vida me fez parar. 
Ah! O tempo passou de verdade, retomando a vida e o profissional, me deparei com esse grande universo da educação, 
fui com as crianças me relacionar aprender e ensinar. 
De repente, após um tempo, uma grande oportunidade fez com que eu fosse privilegiada em Pedagogia cursar, 
hoje me sinto feliz e determinada a colher os frutos, 
com o diploma a conquistar. 
Estou iniciando ainda, há pouco o que falar, 
somente esta crônica a criar.

Sandra Regina da Silva
Curso de Pedagogia - 1º semestre

A escola


Brincadeiras, música e jogos foram o meu primeiro contato com um mundo novo, a primeira vez que saí de casa para passar algumas horas m pessoas que não conhecia.
Com muita timidez e medo tentava brincar, mas tinha a compreensão que deveria me comportar bem e, para mim, isso significava ficar parada e calada. Era melhor não arriscar, afinal de contas apanhar, ao chegar em casa, não era meu objetivo, já tinha sido arrastada pela manhã, não ficaria bem repetir essa mesma cena na saída.
Toda repreensão não fez com que eu não aprendesse, conseguia desenvolver bem os primeiros trabalhos e entre um risco e outro surgiram as primeiras letras com significado e formas.
Quando me lembro destes primeiros anos, me vêm à mente alguns 
momentos desagradáveis que, mesmo já passados tantos anos, ainda me trazem tristeza. Um deles foi o momento do lanche, eu nada tinha, a não ser um desejo enorme de comer a maçã que a colega do lado havia levado. Pensava em ficar doente, assim quem sabe conseguiria com que minha mãe comprasse a tão sonhada maçã. Desta forma, eu a forçaria a tirar de onde não tinha para satisfazer meu desejo. Assim aconteceu. 
Consegui a tão sonhada maçã, depois de 40 graus de febre.
Outro momento era a falta de sapatos e uniformes, minha irmã devia chegar logo para que eu usasse o seu. Os sapatos nunca davam direito, a roupa estava sempre maior e o material escolar meu pai nunca conseguia comprar todo e era desagradável ter de ouvir a professora reclamando a falta dos livros. A tristeza e o constrangimento tomavam conta de mim, não tinha canetinha sylvapen, como contornaria meus desenhos? E ando a professora perguntava onde morava. Nossa, era terrível! Sabia ue ouviria risadinhas, não tinha casa, morava numa palafita e para eles isso não era moradia.
Ler e escrever eram os objetivos maiores, não meus, mas principalmente do meu pai, que sabia o que era o pouco estudo e isso me causou uns bons puxões de orelha. 
Mesmo com toda dificuldade avançava nos estudos. Meu pai sempre gostou de ler e me ajudava nas dificuldades que enfrentava. Nunca pudemos ir a uma livraria, mas isso não era problema, os livros não didáticos eram conseguidos nas lixeiras do prédio onde trabalhava. Eram limpos e organizados, caso as folhas estivessem soltas. Depois de averiguados e lidos, eram entregues a mim, afinal tinha de ver se o que estava escrito era apropriado. Me lembro um pouco da história de um desses livros, era sobre um menino que amava muito seu burrinho e, num determinado momento, porque estava doente o carregou nos ombros.
A escola era vista por meus pais como um lugar maravilhoso, lugar este que eles nunca puderam frequentar, mas agora seus filhos, mesmo com dificuldades podiam. Era lugar de esperança por dias melhores. Antes de sair para estudar, era aconselhada a me comportar, era muito inquieta e respondona e isso os preocupava, por isso recebia muitas orientações e entre elas ameaças de levar uma boa surra, caso não me comportasse. 
Nossa! Se alguma reclamação chegasse, ficaria sem as orelhas, era o que dizia minha mãe e, muitas vezes, essas ameaças foram cumpridas, não as perdi, mas recebi uns bons puxões, pois chegava um momento que não aguentava mais ficar quieta. Anos se passaram, livros foram lidos, centenas de horas sentada em escolas, buscando aprendizado e penso em tudo que vivi, muitas delas não relatadas e muitos destes estudiosos que li me revelam o tipo de educação que tive e, por mais que meu pai não tenha frequentado uma escola, ele sempre esteve envolvido com o processo ensino/aprendizado.
Paulo Freire me revela bem a educação bancária que tive, aquela que só o professor é o detentor do conhecimento e o aluno deve não demonstrar nenhum tipo de questionamento para não atrapalhar a aula, afinal, que novidade uma criança poderia trazer para enriquecer sua prática docente.
O ser crítico, autônomo não me foi ensinado, isso adquiri e venho me apropriando ao longo dos anos, mas penso que essas inquietações sempre fizeram parte de mim. O conhecimento de dentro para fora como fala Piaget. 
Sócrates acreditava que todo homem era bom, o que devia ocorrer era levá-lo a essa descoberta, com questionamentos, com educação.
O que pensaria esse filósofo hoje? Certamente ficaria sem palavras. Creio. Passados centenas de anos e o sonho de que todos devem ter 
acesso à educação continua. Essas virtudes precisam ser despertadas. 
Esse ser crítico, tão discutido por educadores, é colocado a prova todos os dias, em sua casa, em meio aos amigos e, principalmente, em seu local de trabalho, quando seu emprego é colocado em risco por decisões que precisam ser tomadas. E aí, o que fazer? Discordar e discutir o assunto ou simplesmente concordar.
O tempo passou, as primeiras dificuldades vencidas, os sapatos, uniformes, casa, esses hoje os tenho. Ah! E maçã, posso ter a hora que quiser e o quanto desejar.

Ruth Clara Lima Matos
Curso de Pedagogia - 1º semestre

Oportunidade


A partir do momento que recebi a notícia de que era possível entrar em uma universidade, pensei: - Nossa!
Então, geraram-se muitos pensamentos positivos em minha mente, e tudo começou a girar, igual ao planeta Terra.
Enfim, a chegada do primeiro dia de aula e a angustia, por incrível que pareça, tomando conta do meu "eu". Com essa experiência, venho acrescentando, agregando conhecimentos, isso fez com que os meus conceitos, como pessoa, acabassem mudando.
A ansiedade está constante, dia após dia, para poder chegar o momento de me articular, por mais um dia de estudo. Aliás, quando chego em casa, tomo meu banho e, em seguida, o meu cafezinho, e ainda tenho disposição para interagir por mais uma ou duas horas de estudo, fazendo os meus deveres escolares, que não são poucos. Estou de coração aberto e com muita disposição para me integrar à universidade.
No entanto, não cheguei à universidade sem experiências educacionais. É simplesmente indescritível a troca de conhecimentos e experiências que obtive durante três anos no Programa "Escola Total" da Prefeitura Municipal de Santos. Sempre trocando ideias com subordinados e, principalmente, com as crianças das mais diversas faixas etárias. Desse modo, acabei por entender e compreender melhor o mundo das crianças. Isso é simplesmente fantástico.
É muito gratificante e motivante continuar nesta jornada tão prazerosa que é educar.
O Programa Parfor foi essencial, não somente na minha vida profissional, como também na vida de muita gente que trabalha na educação sem formação em nível superior. Sem este incentivo seria impossível custear os estudos.
Confesso que neste início de semestre, estou tendo algumas dificuldades, porém mato um leão por dia, quando acabo de executar alguma tarefa que me pedem.
Aqui, aprendemos que ser Pedagogo não é somente estar em sala de aula e sim executar aquilo que foi aprendido durante o tempo de estudo.
Oportunidade é a palavra que resume a importância deste projeto de formação de professores da educação básica.

Alcyr dos Santos Reis
Curso de Pedagogia - 1º semestre

Um salto para frente


Foi difícil chegar até aqui. Muitas coisas aconteceram, muitas pedras, muitas montanhas mas consegui chegar na famosa e tão sonhada universidade. 
Graças a Deus aqui estou. Tenho apreendido muito, embora sendo 
muito tímida, as falas dos professores, com suas matérias me incentivam cada vez mais. 
Hoje sinto vontade de ler. Estou perdendo o medo e eu mesma estou me enfrentando. Os professores me passam muita confiança e falam bem. Confesso que ainda estou preocupada, mas com vontade de prosseguir nos meus objetivos e sonhos. Nunca é tarde para apreender, e o meu sonho é conquistar a formação em Pedagogia. Por isso, todo esforço valerá a pena. É o que eu acredito.

Elizania Muniz Souza
Curso de Pedagogia - 1º semestre

Idealismo X Realismo


Sou estudante de uma conceituada Universidade em Santos-SP. E, no decorrer do curso de Pedagogia, estou estudando diversos pensadores, filósofos e autores. Assim, resolvi elaborar minha própria síntese sobre os autores Karl Marx e Paulo Freire que são bastante citados pelas professoras na sala de aula de Pedagogia. 
Sei que não conheci a realidade de cada um dos autores e não 
tive o conhecimento do mundo que eles tiveram e acho que nunca vou ter. 
Somente li um pouco da história e biografia de cada um para tentar me aproximar do mundo deles e retirar o que serve e o que não serve para minha realidade escolar, que é um pouco parecida com a charge de cima. 
Primeiramente, fui procurar a história de vida do filósofo Karl Marx e de cara me decepcionei, pois descobri que o mesmo tinha o desejo natural de se tornar importante e conhecido. Por outro lado, Paulo Freire, ao meu modo de pensar, segue o verdadeiro ensinar, ele foi e continua sendo importante, pois ele despertou nas pessoas a crença de que podemos mudar o mundo através do diálogo, e a pessoa que não pratica o diálogo, não merece respeito nenhum. 
Assim, eu sonho com o idealismo nas Escolas, onde os pais são parceiros, amigos e companheiros fieis dos professores, dedicados para um único fim, a educação de seus filhos. 
Vendo as crianças crescendo e se tornando cidadãos de bem social e moral. Uma sociedade que se dispõe a dedicar tempo e paciência para o desenvolvimento de crianças com a autoestima elevada, 
capacidade de interagir e reagir a situações do cotidiano com decência e tratar a família e a sociedade com respeito e amor. 
Acordamos e voltamos ao realismo, em que vemos os pais juntamente com seus filhos desrespeitando os professores e achando que o papel do professor é de educar as crianças e não ensiná-las a ler e escrever. A realidade de hoje é que os próprios pais não dão bons exemplos aos seus filhos, desvalorizando a família. Conflitos que estão passando de geração para geração, como as brigas em casa, entre os pais e pais e filhos, são uns dos exemplos. Tudo fica mais fácil de resolver, quando se dá um aparelho que tira totalmente a intelectualidade da criança e substitui a presença materna e/ou paterna do foco principal. 
Assim, observamos calados a troca de valores em nossas vidas. Tomara que, no futuro, os pais não entreguem a responsabilidade da educação para o “ESTADO”, como faziam, na antiga Grécia, os Espartanos.

Mark Jean - Curso de Pedagogia - 1º semestre

Esparta, a cidade guerreira



Nós espartanos descendentes dos dórios
Vindos de lugares sem rumo
Conquistadores de terras como a península pelopoleso
Divididos em três grupos existentes na região
Espartistas únicos a ter direitos
Periecos submissos aos espartanos
Hilotas transformados em escravos
Vou lhes contar nossa história
Ao nascer, éramos vistoriados
Sem direito de sobreviver
Aos defeitos impostos pela natureza,
Éramos atirados de colinas sem piedade
Caso a natureza nos permitisse ser perfeitos
Assim nos tornaríamos fortes guerreiros
Com várias restrições impostas por superiores
Obrigados a partir aos sete anos
Com muito sofrimento éramos tirados de nossas mães
Dor e fome faziam parte do nosso treinamento
Para sobreviver era permitido roubar
Nossas meninas impostas às mesmas leis da natureza
Participavam de atividades desportivas e torneios
Tornando-as mulheres saudáveis e fortes
Geradoras de grandes guerreiros
Nós, homens, casávamos com 30 anos
Nossas mulheres eram orientadas a casar
Com dez anos a menos do que os homens
Cabelos femininos eram cortados curtos
para a cerimônia
As vestes assemelhavam-se às masculinas
Procurávamos nossas esposas à noite somente
Para gerarmos grandes guerreiros.
Tínhamos dois reis em nossa política
Com poderes ligados
Ao militarista e ao religioso
A assembleia constituída por cidadãos
Que se reuniam para formar decisões políticas
Gerúsia formada por vinte e oito homens
Com mais de sessenta anos ex-guerreiros
Éforos formados por cinco cidadãos com
Diversos poderes administrativos, militares,
Judiciais e políticos como fossem
Verdadeiros chefes de governo
Nossa religião era politeísta, acreditávamos
Em vários deuses, vou citar
Atenas deusa da sabedoria
Ao morrermos em combate e as mulheres em parto
Tínhamos nossos nomes escritos nas lápides
Como reconhecimento de um grande guerreiro
e de uma grande geradora
Como podemos ver o censo crítico e artístico
não eram valorizados, éramos cidadãos ligados

e induzidos a matar ou a morrer como valentes guerreiros.

Jussara Cassio Colidio - Curso de Pedagogia - 1º semestre

Obs.: Texto produzido para o componente curricular "História da Educação.
Contribuição livre para este blog.