segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Projeto Temático Integrador 2015


O projeto integrador tem como objetivo organizar conhecimentos adquiridos por nós alunos, durante a nossa graduação, como também, proporcionar vivências relacionadas a trabalhos desenvolvidos em sala ou fora dela, de forma individual ou em grupo. 
O projeto oportuniza a nós, alunos, a construção de conhecimentos, competências e habilidades referentes às disciplinas estudadas, como também promove a integração entre alunos e professores, além de nos inserir em atividades que nos direcionam a um bom planejamento, às pesquisas relacionadas ao tema proposto e à finalização do projeto com o intuito de atingir uma meta específica. Este semestre pesquisamos o tema sobre "escola leitora". O que nos levou a entender, conforme Paulo Freire, que "a leitura de mundo precede a leitura da palavra", isto é, que toda criança traz dentro de si conhecimentos prévios adquiridos com o convívio sociocultural no qual está inserida. 
Em nossa produção final, houve apresentações e junção de todos os trabalhos desenvolvidos com a finalidade de conhecermos os vários gêneros textuais, e as várias formas de levar esses gêneros para a
construção do aluno leitor. Com esses conhecimentos prévios, construímos um mosaico com a intencionalidade de proporcionar, a todos os alunos do curso de Pedagogia, as várias formas de se
trabalhar com gêneros textuais.
Minha participação nesse projeto aconteceu de forma plena, me integrando ao grupo, questionando, aceitando e elaborando ideias, executando as ideias já prontas. Percebendo depois de tudo pronto a
real intenção do projeto integrador, que é a de levar o aluno a trabalhar em grupo, respeitando e interagindo para partilhar e compartilhar.

Edna de Oliveira - Pedagogia/Parfor (8º semestre)

domingo, 20 de dezembro de 2015

15 de dezembro de 2015 - Por: Departamento de Imprensa Católica de Santos

Projeto “Crônicas Pedagógicas” é levado a aldeias indígenas do Paraguai

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Professora Rosana Pontes orienta professores na elaboração de crônicas
Ganhador do “Concurso Experiências Inovadoras do Programa de Apoio – Prêmio Paulo Freire”, o projeto “Crônicas Pedagógicas: escrita reflexiva de professores” já colhe os primeiros resultados desse reconhecimento. Entre os dias 1 e 6 de novembro, a professora mestre Rosana Aparecida Ferreira Pontes, idealizadora da experiência realizada com alunos de Pedagogia do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor), esteve na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, participando de intercâmbio em aldeias indígenas.

Acompanhada pela professora Maria Flávia Medeiros dos Santos, ex-aluna do Curso de Pedagogia/Parfor da instituição, a professora Rosana Pontes desenvolveu oficina para 40 professores de aldeias indígenas, nos moldes que realizou  o projeto na UNISANTOS, uma pesquisa-ação em sala de aula, que resultou no registro da experiência de professores-alunos por meio do blog “Crônicas Pedagógicas Parfor”.

Promovido pelo Programa de apoyo al sector educativo del Mercosur (PASEM), o intercâmbio com as aldeias, que oferecem um curso de formação específica equivalente ao magistério, resultou na produção de crônicas que serão analisadas para elaboração de um artigo. “Eles também tinham muito interesse em conhecer mais o Método Paulo Freire, por isso já estamos conversando sobre a possibilidade de intercâmbio para formação”, diz Rosana Pontes.

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Maria Flávia e Rosana Pontes em aldeia indígena
Contando com todo o apoio, o intercâmbio foi considerado de interesse educacional do Estado. “Participamos de rituais religiosos, apresentações musicais. Essa foi uma experiência intercultural e plurilíngue. Tínhamos a língua castelhana, a portuguesa e o Guarany. Além disso, foi utilizada a Libras, pois existia um grupo de surdos”, destaca a professora.

Crônicas Pedagógicas – O projeto “Crônicas Pedagógicas: escrita reflexiva de professores” resultou em um livro, que tem o selo da Editora Universitária Leopoldianum. Ele foi um dos 12 selecionados, entre 258 iniciativas registradas no Prêmio Paulo Freire, que reuniu projetos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O trabalho é fruto da experiência inovadora com pesquisa-ação em sala de aula, que resultou no registro da experiência de professores-alunos por meio do blog “Crônicas Pedagógicas Parfor”, coordenado pela professora mestre Rosana Aparecida Ferreira Pontes, e de estudos envolvendo o Grupo de Pesquisa/CNPq “Instituições de ensino: políticas e práticas pedagógicas” e o Núcleo de Pesquisa Parfor/NPP.

O projeto nasceu como desdobramento da dissertação de mestrado da professora Rosana Pontes, sob a orientação da professora doutora Maria Amélia do Rosário Santoro Franco, apresentada no Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da UNISANTOS.

Nosso intercâmbio no site do MEC do Paraguai



Referentes del Mercosur visitaron a educadores indígenas destacados


Educadores y educadoras indígenas y no indígenas, alumnos/as, líderes comunitarios, ancianos, padres y madres; y pasantes de Brasil (6), Paraguay (3), Uruguay (2) y Argentina (2), visitaron las escuelas indígenas del Pueblo Pái Tavytera, en Amambay (...) Lea más>>>

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O que é Currículo escolar?


O currículo escolar é o conjunto dos ideais e ações pedagógicas a serem desenvolvidas no ambiente escolar. Currículo escolar, portanto, é um termo abrangente, fluido, sujeito a debates e transformações que expressam correlações de forças de atores
sociais. Abrange questões como “o que ensinar?”, “para quem ensinar”, “como ensinar?”, “com que finalidade ensinar?”, “o que fazer com o conhecimento?”. Até mesmo a arquitetura da escola faz parte do currículo escolar, pois reflete concepções e
objetivos educacionais e ideológicos. 

Mais do que isso: concepções atuais de currículo levam em consideração que os estabelecimentos formais de ensino não se prestam apenas à transmissão de conhecimentos acumulados, mas têm papel na humanização, na socialização, no desenvolvimento cultural.
A construção do currículo deve levar em consideração as transformações pelas quais o mundo passa em seus diversos setores (política, sociedade, economia, tecnologia, ecologia, ciência, etc.); contemplar a heterogeneidade e a diversidade da sociedade (no caso da sociedade brasileira, com sua disparidade econômico-social, sua diversidade étnica e regional, cultural, bem como a pluralidade de ideias, expectativas, objetivos, personalidades, talentos, gênero e orientação sexual, aptidões inerentes a cada
indivíduo, a questão dos deficientes, a questão das minorias, etc.); deve oferecer espaço para a ampliação e realização das potencialidades destes indivíduos; deve articular o conteúdo disciplinar com o mundo real e as grandes questões da vida em comunidade, levando em consideração os saberes já estabelecidos com a finalidade de transformação desta realidade. 
Um currículo escolar que se pretenda democrático deve ser construído pelo conjunto dos estudiosos, dos interessados e afetados por este currículo, e a ele deve servir. Os desafios para a elaboração de um currículo que atenda e concilie estas ideias, e que, ao mesmo tempo, seja funcional são, sem dúvida, imensas.
Da bela “carta de intenções” que é o currículo formal, determinado legalmente em diretrizes e planos, há o currículo real, que é o currículo na prática, o que de fato acontece na escola. Há ainda o chamado currículo oculto, que são os conteúdos implícitos que perpassam o dia a dia escolar e que não estão programados ou planejados no currículo formal.
A matriz curricular é uma parte do currículo, sendo o conjunto das disciplinas acadêmicas e de seus conteúdos distribuídos com carga horária determinada para que o curso tenha validade. 
Cabem, aqui, algumas reflexões. Observa-se, por um lado, que o ensino médio cada vez mais tem por finalidade não complementar o ensino básico, mas preparar para os vestibulares do ensino superior. Logo, não só as matrizes curriculares de muitas escolas (sobretudo as particulares) são pautadas pelos conteúdos cobrados nos grandes vestibulares, como o próprio currículo escolar passa a ter como objetivo principal simplesmente capacitar o estudante a ser aprovado no vestibular. Por outro lado, num mundo que muda com tanta velocidade e no qual a informação está cada vez mais facilmente disponível, a ênfase deveria ser dada em preparar o estudante para lidar com esta realidade: saber procurar, compreender, organizar e lidar com a informação de forma crítica e responsável.
A qualidade da educação é dependente de vários aspectos. Dentre os fatores responsáveis pelo fracasso escolar e pela qualidade da educação, o currículo escolar em sentido amplo (isto é, na sua forma formal, mas sobretudo nas formas real e oculto), com certeza tem grande relevância. A própria construção democrática do currículo é, em si, um ato de cidadania. Um currículo autoritário, dissociado dos interesses e da realidade de coordenadores, gestores, professores, alunos e sociedade, com certeza vai gerar frustração, baixa adesão e infelicidade em profissionais e educandos, afastando a escola do seu objetivo primordial de humanização.

Carlos Guilherme Teixeira Cury
Ciências Biológicas (2º semestre)

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Nada é mais importante do que o sorriso de alguém que está aprendendo


“É porque amo as pessoas e amo o mundo que eu brigo para que a 
justiça social se implante antes da caridade”. Esta frase, dita por
Paulo Freire, no documentário “Paulo Freire Contemporâneo”, é capaz de introduzir os motivos pelos quais seu trabalho é tão importante e, principalmente, atual, para nossa sociedade. 
A educação precisa ser tratada da maneira como merece ser tratada: com atenção e zelo. 
No documentário, podemos ver o início e o processo de trabalho do Instituto Paulo Freire. Os educadores vão diretamente a comunidades: a Equipe Itinerante, por exemplo, vai até as casas, às vezes, na roça, para ensinar.
Podemos ver como a Equipe faz seu trabalho e, ao mesmo tempo,
respeita a realidade dos alunos, que não é uma realidade tão parecida com as suas.
Os depoimentos dos filhos de Paulo Freire são importantes para
contar uma parte, mesmo que mínima, da história de uma pessoa que fez história (e ainda faz). Não só para contar uma história, os
depoimentos reforçam a ideia do trabalho do pai.
Nada mais satisfatório do que ver o sorriso de alguém que valoriza o que está aprendendo. No documentário, nos deparamos com diversas pessoas que têm suas chances multiplicadas pelo fato de começar a entender o que um simples anúncio diz. Nem sempre é só sobre ter suas oportunidades expandidas, mas, principalmente, sobre ter um aumento imenso na qualidade de vida. 
A alfabetização é isso: dar uma segurança mínima às pessoas. A educação não pode ser vista como um luxo, mas como uma ferramenta essencial para construir o que quisermos construir. Os
projetos iniciados há anos por Paulo Freire são provas maravilhosas
de altruísmo do ser humano. Ter ânsia em ensinar pessoas é algo que muda vidas.
A alfabetização não tornaria viável apenas a leitura de um livro, mas coisas ainda mais simples: leitura de nomes de lojas, produtos e informações básicas para ajudar alguém com problemas no dia-a-dia. O quão difícil deve ser para alguém não ter essas possibilidades? É um direito que precisa ser zelado.

Ana Beatriz Cruz Máximo - Letras (2º semestre)

domingo, 22 de novembro de 2015

TV Escola – Currículo Inovador – Cidadão crítico, autônomo e criativo


Este episódio do programa Salto para o Futuro da TV Escola começa com a apresentação do tema “Currículo escolar” junto com uma série de depoimentos de educadores, respondendo aos desafio encontrados na elaboração do currículo escolar: 
Alfredo Veiga Neto, professor da UFRGS: encaixar as rápidas transformações que ocorrem hoje no mundo contemporâneo; grupo de problemas ligando heterogeneidade da sociedade com a formação de professores. Para Maura Corsina, professora da
UNISINOS, “a escola é um espaço de multiplicidade, de diferenças e de diversidades”.
Esta realidade é por si só um desafio quando se trata da delimitação do currículo escolar, somando-se a tentativa de encaixar as disciplinas escolares com a realidade vivida no contexto socioeducativo. Elsa Sá, professora da USP, vê a melhoria da qualidade do ensino como maior desafio na criação de um currículo eficiente. Alda Junqueira, professora da PUC-SP, vê três questões centrais: primeiro entender o que é currículo; segundo, que o currículo seja estudado nos cursos de formação de professores; e terceiro que se elabora de material sobre currículo para uso de professores e professore em formação. Nereide Saviani, professora da UNISANTOS, pensa ser a presença equânime dos professores nos processos de elaboração dos currículo o maior
desafio nesse âmbito. Jane Felipe, professora da UFRGS, enfatiza na qualidade da formação dos professores como cerne do processo de criação dos currículos.
Durante o programa foi feita uma enquete com os tele-espectadores, cuja pergunta foi “Qual o maior desafio no currículo escolar?” As opções eram: 1) valorizar a diversidade cultural; 2) valorizar a não-compartimentação do conhecimento; 3) valorizar a
flexibilização do currículo. A resposta 1 venceu com 45% dos votos.
Os convidados do programa foram Antônio Flávio Barbosa, Vera Candau e Luiz Antônio Cunha. Suas contribuições durante o programas foram: Antonio Flávio Barbosa, professor da UCP, enxerga o trabalho isolado de cada professor como um problema a ser solucionado, visto que o cidadão enfrenta a realidade de forma integral e não compartimentada. O diálogo entre os professores e a tentativa de criação de tensões entre as disciplinas, na visão de Antônio Flávio, suscita um maior entendimento aos alunos das relações entre as diversas questões exploradas dentro e fora de aula. Esses momentos interdisciplinares do currículo podem ser muito bem pensados junto com o planejamento escolar, levando em consideração os erros e acertos de gestões anteriores.
Vera Candau, professora da PUC-Rio, pensa ser a articulação do comum com o plural, a igualdade com a diferença, um grande desafio hoje na escola enquanto ambiente valorizador da diversidade cultural, uma vez que essas questões ainda são pouco
presentes nos cursos de formação de professores. Além disso, a escola deve ser ativa no combate a qualquer tipo de preconceito presente na sociedade. Quando perguntada sobre como conciliar igualdade e diferença, Vera citou o sociólogo Boaventura Souza
Santos, afirmando que “temos o direito de reivindicar a igualdade sempre que a diferença nos inferiorize e temos o direito de reivindicar a diferença sempre que a igualdade nos descaracterize”.
Luiz Antônio Cunha, professora da UFRJ, no que tange à flexibilização curricular, contextualiza essa problemática trazendo a questão histórica do quão recente é a universalização de acesso à educação básica no nosso país. Ao seu ver, o espaço escolar concreto, por ser em grande parte improvisado, limita as alternativas de efetivamente pôr em prática atividades educacionais mais dinâmicas. Além disso, Luiz Antônio vê o currículo como um gerador de conflito dentro da escola. Conflito este que a escola, mesmo não tendo criado, deve solucionar da melhor forma possível. Critica também a tendência errônea de certas correntes religiosas em oferecer o criacionismo como alternativa de entendimento frente à ciência. Já os livros, mesmo sendo feito por
especialistas e conter excelente material teórico, não podem ser impeditivos ou barreiras para a flexibilização curricular. Este esforço, enfatiza o professor Luiz Antônio, deve originar-se dentro da escola, a partir de propostas dos professores de modo a não seguir apenas o que está nos livros.
O programa mostra também um exemplo do uso da interdisciplinaridade. A professora Albertina Kuerten da Escola Municipal Beatriz de Souza Britto, em Florianópolis, utiliza a interpretação de textos literários nas aulas de Geografia. Com isso, os alunos desenvolvem habilidades de interpretação de imagens e expressão oral dessas ideias.

Ricardo Winter Albernaz - Filosofia (2º semestre)

A escola tem suas Consoantes


Existe uma corrente na sociedade que luta por uma padronização na educação, mas o currículo escolar não se limita apenas ao conteúdo. No programa Salto para o Futuro, por exemplo, os convidados - Luiz Antônio Cunha, Vera Candau e Antônio Flávio Barbosa Moreira - comentam bastante acerca da igualdade, da diversidade. 
É interessante pensar que, no ponto de vista deles, como professores, é considerar o de fora, as diferenças, para uma formação de currículo. Os docentes que lá estavam discorreram, do seu ponto de vista, a respeito do currículo escolar e, com as discussões durante o programa, podemos definir o currículo escolar
como uma construção social - por não se apegar, apenas, ao conhecimento - do conhecimento, porque o currículo é mais que
conteúdo, é ação, cotidiano, e envolve, completamente, o social de cada pessoa.
A ideia de que o currículo corresponde a conteúdo é uma falha. O
currículo, dentro da escola, é uma postura em busca de ética, do
aprendizado e do ser social. A ética alcança campos distintos, assim como cada criança, e a ideia de uma padronização torna-se falha a partir disso.
Luiz Antônio Cunha, no vídeo, diz uma frase um tanto escandalosa:
“Vivemos em uma das sociedade mais desiguais do mundo” Interessante que, tanto ele quanto os demais, ressaltam bastante acerca da igualdade. Os alunos, os professores e até os zeladores de determinada escola são pessoas diferentes, que merecem um olhar diferente. O mundo é diferente.
Certa vez, eu, Murillo, assisti a um filme sobre educação. Interessante como os assuntos se conectam com muita facilidade. O filme relata que o lado de fora da escola influencia muito no lado de dentro. Entende-se, a partir disso, que o contexto, o lado social, como foi dito na entrevista, interfere nessa história de padronização, pois, tradicionalmente, as pessoas são diferentes, e o modo abordá-las, em relação à escola, deve ser diferente.
O currículo pode fazer a diferença na educação, mas, para isso, há
necessidade da participação de todos, do comprometimento de todos. Afinal, é com pessoas diferentes – socialmente e de conhecimento – que podemos usufruir de país repleto de igualdade. O currículo é um campo de luta para isso. Afinal, a escola tem suas consoantes, suas diferenças.

Murillo Barros Nunes - Latras (2º semestre)