segunda-feira, 7 de setembro de 2015
A esperança de um futuro melhor está na educação
O documentário "Paulo Freire Contemporâneo" mostra a vida escolar de crianças e adultos que estão sendo alfabetizadas por meio do método freireano.
Essa educação conscientiza o aluno sobre a importância do aprendizado. O objetivo de Paulo Freire é ensinar a criança a ler o mundo para transformá-lo.
Além da aprendizagem formal, a escola também deve apresentar ao aluno outros meios de conhecimento, como, por exemplo, mostrar a importância do meio ambiente (animais, plantações, mundo aquático). Proporcionar aos alunos atividades que estimulem sua curiosidade por novos conhecimentos.
Dar “liberdade” para que possam vivenciar situações, em que
venham exercer a dignidade, tomar decisões, e assim conquistar sua autonomia.
Os educadores devem ter consciência de que as crianças precisam de autonomia, pois estão sendo formadas para a vida. Desta forma, é preciso mostrar como funciona o mundo lá fora, e ensiná-las a lidar com todas as situações possíveis.
A formação de crianças e jovens não está somente no conteúdo didático, é preciso mostrar a realidade e ensiná-los a fazer a diferença, pois a esperança de um futuro melhor está na educação.
Referência:
PAULO FREIRE Contemporâneo. Direção de Toni Venturi. Brasília: Olhar Imaginário, Realização SEED/MEC, 2007. (53 min), son., color., educacional.
Naiara Cristina de Moraes - Letras (2º semestre 2015-2)
A mudança está em nossas mãos
Escolas sem recursos, professores desmotivados, corte de verba por parte do Governo e infinitas reclamações sobre os alunos. Como chegamos a esse ponto não é difícil entender. A sociedade desde sempre entendeu a educação como sendo um benefício para poucos, apenas a elite deveria ter direito a ela. Claro que hoje o acesso à educação não se restringe àqueles de maior poder aquisitivo, mas o “tipo” de educação oferecido ainda não é o mesmo para todos. Recebe a melhor educação quem puder pagar por ela.
Na contramão dessa realidade, veio Paulo Freire (que pude conhecer melhor por meio do documentário “Paulo Freire Contemporâneo” assistido em aula), com seu ideal de educação para todos. Ele sempre entendeu que a educação tem poder transformador, que um povo sem educação é eternamente dominado e oprimido. E com muita coragem se opôs à sociedade, lutando pelas minorias.
Na contramão dessa realidade, veio Paulo Freire (que pude conhecer melhor por meio do documentário “Paulo Freire Contemporâneo” assistido em aula), com seu ideal de educação para todos. Ele sempre entendeu que a educação tem poder transformador, que um povo sem educação é eternamente dominado e oprimido. E com muita coragem se opôs à sociedade, lutando pelas minorias.
No documentário, foi possível ver que Paulo Freire não era um simples pedagogo, ele entendia a complexidade do ser humano em todos os seus aspectos e, por isso, seu trabalho em Angicos deu tão certo e seus métodos são divulgados até hoje.
Trazer para as salas de aula palavras do dia-a-dia dos alunos, utilizar círculos de alfabetização, aproximar ao máximo o conteúdo da realidade do aluno, para que ele consiga ir além da escrita e leitura, para que ele consiga pensar e chegar as suas próprias conclusões e opiniões sobre assuntos que são realmente importantes para a vida. Paulo Freire inovou a concepção de ensino vigente na década de 1960 e quebrou a barreira entre professor-aluno, mostrou que a interação e troca de experiências só têm a acrescentar na educação. O que ele propõe é mais do que ensinar pessoas, é formar cidadãos. Suas ideias e métodos, hoje, são aplicados em algumas escolas que têm obtido bons resultados, mas é necessário que muitas outras enxerguem essa oportunidade de crescimento.
Toda mudança gera resistência, principalmente para aqueles que estão há anos fazendo a mesma coisa, do mesmo jeito. Mas como alcançar um resultado diferente repetindo as mesmas atitudes? É preciso que os professores se conscientizem que a revolução é inevitável ou vamos cada vez mais ladeira abaixo e o caminho das pedras já está disponível. Deixar o trabalho de Paulo Freire morrendo aos poucos não pode ser uma ideia aceitável para ninguém.
Referência:
Tamyres Muniz Jatobá Fontana - Letras (2º semestre 2015-2)
Referência:
PAULO FREIRE Contemporâneo.
Direção de Toni Venturi. Brasília: Olhar Imaginário, Realização SEED/MEC, 2007.
(53 min), son., color., educacional.
Tamyres Muniz Jatobá Fontana - Letras (2º semestre 2015-2)
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Educação que transforma
Não. Definitivamente, tratar sobre a Educação no Brasil não é tarefa fácil. Nunca foi. Acredito que nunca será. Assim sendo, escrever um texto, a partir da questão “Que Educação é essa?”, poderia render páginas e páginas de discursos e citações dos mais diversos acadêmicos e estudiosos da área, com suas experiências bem ou malsucedidas, balões de ensaio, críticas ou simples palpites.
Fato é, porém, que o assunto, historicamente, jamais foi o foco principal dos interesses e da atenção dos dirigentes do país e, fundamentalmente por esse motivo, a educação tornou-se cada vez mais decadente, com consequências sociais dramáticas para a população.
O documentário “Paulo Freire Contemporâneo” aponta, no entanto,
como o resgate da Educação é capaz de modificar e transformar a
realidade de um povo. Mais que isso, porque mostra que educar não
significa apenas ensinar as técnicas de cálculo e linguagem, mas a valorizar a reflexão e o diálogo humanos, por meio do conhecimento. Algo, com certeza, assustador demais para ditadores e controladores de massas que pretendem se perpetuar no poder.
Enfim, Paulo Freire foi um educador brasileiro, nascido no Nordeste, conheceu a fome, lutou para estudar, teve contato com a ignorância do povo, formou-se no meio dele. E talvez, por isso, pôde conhecer bem a diferença entre o conhecimento das letras e o conhecimento de mundo, entre a ignorância escolar e a da vida. Por isso, para ele, antropologicamente, o homem é um ser curioso, inacabado e conectivo. Além disso, Freire ressaltava sempre a importância de se aprender os “porquês” de tudo, problematizando o conhecimento. Afinal, as pessoas não devem servir como depósito da educação, apenas recebendo informações sem saber o motivo e para quê.
Com esta filosofia e uma prática baseada nas palavras geradoras e nos círculos da cultura, nos quais os oprimidos têm o direito de expor sua palavra e aprender a cultura de seu próprio mundo, o educador revolucionou o conceito de Educação, não só no Brasil, mas mundialmente.
Como “recompensa”, passou um tempo exilado, fora do país, retornando anos depois, com o fim da ditadura política.
Talvez, um estrangeiro, que venha a conhecer a história desse
homem, possa pensar que os brasileiros, apesar das crises econômicas, políticas e sociais, que de tempos em tempos assolam o país, vivem seguros e tranquilos acerca dos muros escolares. Melhor não mostrarmos a eles os nossos indicadores nessa área... ou realmente eles não conseguirão entender a obra de Paulo Freire.
Adriana Conde - Letras (2º semestre 2015-2)
Educação humana
A que mais me consumiu e me acompanhou durante a
semana foi a humanidade presente na visão de Freire.
Ao sentarmos com os alunos, perguntarmos sobre sua realidade, ao observá-la (e observá-los), experimentá-la, entendê-la. Ao compartilharmos o conhecimento que temos, respeitando o conhecimento deles; tentando criar em conjunto um conhecimento
novo, melhorado. Ao mostrarmos diferentes formas de conhecimentos, e mostrarmos que todas são importantes. Ao encaixar o conhecimento teórico naquilo que
eles vivenciam diariamente, estamos sendo plenamente humanos. Dando chances, criando sonhos, reconhecendo que não detemos o conhecimento, mas que o estamos construindo todos
os dias. E que só conseguimos produzi-lo, consertá-lo, entendê-lo, na interação, nas discussões e análise de diferentes pontos de vista e pensamentos.
Quando o professor está à frente da sala, discursando, obrigando que os alunos anotem o que ele diz, sem o poder de contestar, de concordar ou discordar, sem se colocar, todo o ideal de educação se perde. Assim não estamos construindo nada novo, muito menos conhecimento ou seres humanos. Estamos reproduzindo informações que não significam nada para aqueles estudantes, cobrando que decorem definições que não sabem onde
usarão e aprendendo fórmulas que não sabem para que servem.
Aprender é uma ânsia do ser. Buscamos isso por todos os lugares, em todos os momentos de nossas vidas.
semana foi a humanidade presente na visão de Freire.
Ao sentarmos com os alunos, perguntarmos sobre sua realidade, ao observá-la (e observá-los), experimentá-la, entendê-la. Ao compartilharmos o conhecimento que temos, respeitando o conhecimento deles; tentando criar em conjunto um conhecimento
novo, melhorado. Ao mostrarmos diferentes formas de conhecimentos, e mostrarmos que todas são importantes. Ao encaixar o conhecimento teórico naquilo que
eles vivenciam diariamente, estamos sendo plenamente humanos. Dando chances, criando sonhos, reconhecendo que não detemos o conhecimento, mas que o estamos construindo todos
os dias. E que só conseguimos produzi-lo, consertá-lo, entendê-lo, na interação, nas discussões e análise de diferentes pontos de vista e pensamentos.
Quando o professor está à frente da sala, discursando, obrigando que os alunos anotem o que ele diz, sem o poder de contestar, de concordar ou discordar, sem se colocar, todo o ideal de educação se perde. Assim não estamos construindo nada novo, muito menos conhecimento ou seres humanos. Estamos reproduzindo informações que não significam nada para aqueles estudantes, cobrando que decorem definições que não sabem onde
usarão e aprendendo fórmulas que não sabem para que servem.
Aprender é uma ânsia do ser. Buscamos isso por todos os lugares, em todos os momentos de nossas vidas.
Nessa busca, “desaprender” também se mostra importante. Questionar, mudar, melhorar velhas práticas, ou simplesmente esquecer todos os pontos que nos prendem a esse sistema de educação que não educa. Deixando as notas para um segundo plano, sabendo que o conhecimento do aluno não pode ser
calculado de zero a dez, que tem que haver diálogo, tem que haver troca.
Então, acredito que a educação é, tem que ser: humana. A única forma de educar é essa: sendo humano, humilde, generoso. E não tendo isso como qualidade sobressalente do ser, mas sim como compromisso obrigatório em ser.
Victória Vercelli Seguro – Letras (2° semestre de 2015-2)
calculado de zero a dez, que tem que haver diálogo, tem que haver troca.
Então, acredito que a educação é, tem que ser: humana. A única forma de educar é essa: sendo humano, humilde, generoso. E não tendo isso como qualidade sobressalente do ser, mas sim como compromisso obrigatório em ser.
Victória Vercelli Seguro – Letras (2° semestre de 2015-2)
Que educação é essa?
Ao ouvir essa indagação, pode-se recordar da música “que país é este?” do Legião Urbana, o que nos leva a uma reflexão muito profunda, lembrando que tudo o que ocorre em um país tem relação direta com a educação.
Uma economia estável gera um ensino de qualidade; um país sem corrupção, ou que trata os corruptos sem privilégios, gera também uma boa educação; uma família bem estruturada leva a uma boa educação. De qualquer ponto que observamos, a educação sempre é dependente de outras instâncias sociais e políticas para que ela aconteça. Não existe educação por si só, mas um conjunto de fatores que nos levam a ter uma educação.
Considerando todos os pontos acima elencados, percebemos o quão importante é a análise que os governos devem fazer a respeito da educação, não bastando apenas criar uma diretriz de ensino, sem olhar profundamente para a realidade de cada região.
Considerando todos os pontos acima elencados, percebemos o quão importante é a análise que os governos devem fazer a respeito da educação, não bastando apenas criar uma diretriz de ensino, sem olhar profundamente para a realidade de cada região.
Este ano, por exemplo, pudemos ver bem de perto essa falta de respeito, pois somente seis alunos de escolas rurais fizeram o Enem, e mesmo os que fizeram foram muito mal. Com isso, percebemos uma estrutura ultrapassada, a mesma que há algumas décadas Paulo Freire criticou como "educação bancária", em que se acredita que o melhor é ir depositando um mar de informações nos alunos, sem nem mesmo se preocupar com a individualidade
ou dificuldade de cada um, ou até mesmo se irão aprender ou não, o
importante é seguir o plano e aplicar tudo o que nele está estipulado dentro do prazo.
Devemos olhar sim para a identidade de cada povo e buscar educar a todos e não somente as crianças, devemos adequar a educação de acordo com a realidade de cada um, sem gerar uma luta de classes, em que quem vai mal sempre é tachado de burro e quem vai bem, de inteligente. Esse modelo, além de incentivar as maiores formas de bullying, não é capaz de identificar se aquele aluno chamado de burro, na verdade, possui problemas pessoais, ou patológicos. Fazendo assim, esses sistemas estarão cada vez mais inertes em uma realidade fantasiosa e competitiva, sem dar a mínima importância para os que podem ser diferentes.
Flavio Ferreira Pestana - Filosofia (2º semestre 2015-2)
ou dificuldade de cada um, ou até mesmo se irão aprender ou não, o
importante é seguir o plano e aplicar tudo o que nele está estipulado dentro do prazo.
Devemos olhar sim para a identidade de cada povo e buscar educar a todos e não somente as crianças, devemos adequar a educação de acordo com a realidade de cada um, sem gerar uma luta de classes, em que quem vai mal sempre é tachado de burro e quem vai bem, de inteligente. Esse modelo, além de incentivar as maiores formas de bullying, não é capaz de identificar se aquele aluno chamado de burro, na verdade, possui problemas pessoais, ou patológicos. Fazendo assim, esses sistemas estarão cada vez mais inertes em uma realidade fantasiosa e competitiva, sem dar a mínima importância para os que podem ser diferentes.
Flavio Ferreira Pestana - Filosofia (2º semestre 2015-2)
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Educar é doação
No dia 15/08/2015, na aula de Práticas de Ensino Fundamental e Médio, nos foi apresentado um documentário que relata a história e vida de Paulo Feire, atuando na área da educação.
No decorrer do documentário, é notável que Paulo Freire chegou
definitivamente para renovar aquilo que estava se apagando, a Educação. Com seu empenho, demonstrou grande interesse em ajudar a transformar a relação ensino-aprendizagem.
Vivemos em uma sociedade em que tudo se resolve na base da dominação, e a educação, nos tempos atuais, se encaixa ainda nesse modelo. Mas Freire chegou quebrando todas as barreiras que pudessem conter e trouxe novos métodos, de acordo com a trajetória de vida de cada um.
Um método muito eficaz: buscar compreender e melhorar a vida daqueles oprimidos e excluídos pela sociedade.
Existem grandes métodos que são fundamentais para aqueles que pretendem aplicar a filosofia nas salas de aula e Freire foi capaz de utilizar algumas dessas ferramentas, como a capacidade de recriar, desenvolver processos novos de acordo com a história de cada indivíduo.
O ideal seria se os jovens pudessem questionar sem temor algum a repressão pelo educador. Freire nos ensina que os educadores necessitam utilizar o diálogo com seus educandos.
"[...] conhecimento e compreensão; comunicação e diálogo aberto; tematizações de vivências cotidianas; reflexões sobre o mundo e a realidade que nos rodeia; contemplação do mundo real concreto; maior interação entre professor-alunos e aluno-aluno; crescimento pessoal e aprendizagens investigativas que contribuam para o pensar-agir reflexivo, a fim de que possamos viver e conviver melhor com as pessoas". (THOMAL, 2001, p. 62)
Referências bibliográficas:
THOMAL, A. O desafio de pensar sobre o pensar: investigando sobre teoria do conhecimento. Florianópolis: Sophos, 2001.
PAULO FREIRE Contemporâneo. Direção de Toni Venturi. Brasília: Olhar Imaginário, Realização SEED/MEC, 2007. (53 min), son., color., educacional.
Existem grandes métodos que são fundamentais para aqueles que pretendem aplicar a filosofia nas salas de aula e Freire foi capaz de utilizar algumas dessas ferramentas, como a capacidade de recriar, desenvolver processos novos de acordo com a história de cada indivíduo.
O ideal seria se os jovens pudessem questionar sem temor algum a repressão pelo educador. Freire nos ensina que os educadores necessitam utilizar o diálogo com seus educandos.
"[...] conhecimento e compreensão; comunicação e diálogo aberto; tematizações de vivências cotidianas; reflexões sobre o mundo e a realidade que nos rodeia; contemplação do mundo real concreto; maior interação entre professor-alunos e aluno-aluno; crescimento pessoal e aprendizagens investigativas que contribuam para o pensar-agir reflexivo, a fim de que possamos viver e conviver melhor com as pessoas". (THOMAL, 2001, p. 62)
Referências bibliográficas:
THOMAL, A. O desafio de pensar sobre o pensar: investigando sobre teoria do conhecimento. Florianópolis: Sophos, 2001.
PAULO FREIRE Contemporâneo. Direção de Toni Venturi. Brasília: Olhar Imaginário, Realização SEED/MEC, 2007. (53 min), son., color., educacional.
Francisco Felipe Sales Silva - Filosofia (2º semestre 2015-2)
domingo, 30 de agosto de 2015
Carta a um esquecido, não esquecido
Qual a atitude que devemos tomar perante uma sociedade analfabeta? Ora ensiná-la, parece óbvia essa questão.
Parece óbvio que devemos ensinar os que não sabem, é para isso que nós pensamos, não é mesmo? É para isso que todo professor existe. Toda pessoa merece conhecimento, toda pessoa merece saber ler e escrever, e até parece frase de propaganda eleitoral, algo político, algo que nós estamos acostumados a escutar em eleições. Mas não, não foi isso que um Homem, podemos até colocar Homem com H maiúsculo que vale por uma geração inteira, e ele foi e é responsável por mostrar ao mundo que é possível que todos saibam aprender a aprender.
Paulo Reglus Neves Freire ensinou ao povo que o povo pode aprender a aprender. É com orgulho que falo que este brasileiro – apesar de às vezes não ter orgulho de muitos brasileiros, na atualidade – tirou muitos da linha da ignorância social, da linha da ignorância política, da ignorância de consciência. Paulo Freire como muito é chamado, às vezes parece muito com Raul Seixas, por sua barba e seus olhos que pensam muito sobre o que devo pensar amanhã. Ele mostrou que é possível sim que todos nós, independentes de classes, até porque as classes foram impostas por nós, podemos aprender e podemos ensinar.
O conhecimento é muito mais que puro conhecimento, ele não traz só conhecimento, ele traz vida, traz oportunidade, traz esperança, traz saber, e se ama o saber, e quem ama o saber: ensina. É isso que o Patrono da Educação brasileira nos mostrou e mostra que “não há saber mais ou menos, há saberes diferentes”.
A vida não se discute, a referência à vida não se discute e só se pode ter vida hoje em nossa sociedade quem sabe, e Paulo Freire sabia disso e mostrou ao mundo como dar vida aos menos favorecidos. Como dar vida aquele que só recebeu uma condição. A condição de “objeto” e não de homem. Por que quem não sabe, hoje, infelizmente, não é chamado de homem é chamado de coisa? É duro, mas temos que aceitar nossa realidade. E mudar isto porque se continuarmos assim, não seremos considerados homens, seremos considerados qualquer coisa menos homens. Paulo Freire mudou isto e nós também devemos mudar.
Como verdadeiros cidadãos do mundo, não podemos deixar sociedades inteiras, sendo elas perto de nós ou não, sendo elas do nosso continente ou não, sem atitudes “Paulo Freireanas”, sem atitudes de ensino dele.
Termino com uma promessa: Não comecei a estudar a sua pedagogia, querido Paulo, mas, por sua causa, posso já agradecer, fez por mim aquilo que eu não poderia fazer; porque novo sou, mas quando mais à frente estiver, pode ter certeza, vou mostrar ao mundo, onde estiver, que ensinar, aprender e lutar são métodos Paulo Freire de continuar.
Nícolas Alves - Filosofia (2º semestre 2015-2)
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