quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O nascimento de um projeto



A cada ano novo que se inicia, fazemos promessas de melhorar nosso estilo de vida: emagrecer, economizar, estudar, escrever melhor, viajar... Enfim, sonhamos com mudanças. Mudanças que alteram nosso cotidiano positivamente e nos dão ânimo para prosseguir nesta rotina tão estressante.
Contudo, sem refletir sobre isso, fazemos projetos de vida, de trabalho, sistematizando ações, gerenciando o tempo.
O tempo... Ele, às vezes, é nosso inimigo. As coisas boas passam depressa e as desventuras são vagarosas. Mas, mesmo assim, continuamos sonhando, projetando nossos desejos, frustrações, falta de tempo. Tudo isso em busca da nossa satisfação pessoal, a verdadeira felicidade.
Quando iniciamos um projeto, planejamos nossas ações futuras, refletimos sobre possibilidades e analisamos as consequências.
Mas afinal, o que é um projeto?
Procurando no Google, achei essa resposta: “a atividade de fazer projetos é simbólica, intencional e natural do ser humano. Por meio dela, o homem busca a solução de problemas e desenvolve um processo de construção de conhecimento, que tem gerado tanto as artes quanto as ciências naturais e sociais”.
http://www.lec.ufrgs.br/index.php/Projeto:_o_que_%C3%A9%3F_Como_se_faz%3F referência desse trecho.
A partir dessa definição, tentei entender esse processo e, dentre todos os projetos que vivenciei, o mais desafiante foi escrever.
Colocar no papel nossas reflexões, nossos sentimentos e traduzi-los de forma que outros entendam, é extremamente difícil. É como mostrar nossa nudez, diante de milhares de pessoas e agir naturalmente.
Mas, quando iniciamos nosso projeto de escrita, e esse fardo torna-se um hábito, as palavras certas vêm surgindo como magia ou inspiração divina, mas como diz minha professora Rosana, “Escrever é 99% suor e 1% de inspiração”, portanto, concordo com isso, pois este processo de escrita aconteceu com tanto suor que quase formou um lago.
Assim, conforme escrevemos, vamos vestindo a sabedoria. As palavras certas vão nascendo, brotando como uma semente, germinando e se tornando uma grande árvore, sólida, robusta, que nos aconchega, dá-nos sombra, o alimento que nos fortifica a cada dia.
Colocar no papel as palavras exatas e atingir os objetivos esperados se torna um prazer... Uma mágica plena de um escritor medieval...
Então, os projetos vão surgindo e se tornando reais e registrados através da escrita. À medida que há a superação dos obstáculos e vencemos as barreiras de nosso medo, os sonhos vão acontecendo, naturalmente, sem corremos o risco de acordar e cair da cama.

Claudia Costa - 2º semestre 2012/2
 

Como me senti autora



Não foi nada fácil, para mim, escrever. É difícil me expressar em uma folha de papel ou em uma tela em branco do computador, usar as palavras certas... Quando fiz o Magistério, essa foi minha maior dificuldade, e quando fiquei sabendo que tinha que  produzir 4 crônicas, e que seria 1 por mês, me apavorei. O medo tomou conta de mim e pensei "não vou conseguir"!
Lembro da primeira. Meu Deus! Como foi apavorante! Não me sentia autora, fiquei perdida. Eu começava a fazer e riscava tudo, as palavras não vinham, o desespero tomou conta de mim, porque isso era algo que eu achava que não era capaz. Eu falo muito, mas passar para o papel era algo muito difícil

Fiz umas 5 vezes, até achar que estava boa (RSSS). Na segunda, foi mais tranquilo, e, assim por diante, fui vencendo esse medo e o obstáculo que eu mesma criei, achando que não era capaz.
No fim de mais uma crônica, é gratificante para nós mesmas, sentimo-nos capazes e realizadas por mais uma etapa vencida.
Muito obrigada professora Rosana, pela ajuda, pelos toques, pelo empenho de ajudar todas nós da sala.
Autoras do 2º semestre, vocês estão todas de parabéns...

Danyelle Monteiro - 2º semestre 2012/2

Como me senti autora



No começo, não me sentia autora, até descobrir que tinha escrito sim as minhas próprias crônicas. 
Fiquei feliz por perceber que eu tinha capacidade para isso, e descobrir que, aos quarenta e quatro do segundo tempo, eu não só podia fazer isso, como também estar cursando uma universidade.
Está sendo maravilhosa essa experiência. Minha autoestima está lá em cima. Estou feliz por saber que tenho competência. 
Muitas pessoas até podem dizer o contrário, mas sei que vou chegar até o fim. Qual será este fim? A minha formatura.
Este sonho não veio sozinho na minha vida, porém com a vontade de DEUS. Espero escrever muitas crônicas ainda, e não só me sentir autora dessas palavras, como da minha própria vida. 
Agradeço todo o estímulo que a minha professora tem me dado. O seu encorajamento me faz sentir que   posso chegar muito longe...

Maria Rosemeire de Almeida Ribeiro - 

2º semestre 2012/2

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mãe de menino


A maternidade é uma escola. Com certeza o maior aprendizado que se tem na vida. Como dizem, “quando nasce um bebê, nasce também uma mãe”. Máxima verdade. E não importa se já se tem outros filhos. Nasce, no momento do parto, a mãe daquele filho.
Quando se tem filhas, vive-se um mergulho num universo que já é conhecido: rendinhas e bordados, lacinhos, vestidos... Com o passar do tempo, lida-se novamente com as brincadeiras da infância. Revive-se a casinha, as panelinhas e as bonecas. Agora, como netas. Toma-se chazinho, saboreiam-se comidinhas invisíveis, com aquele ar de Ana Maria Braga, “indo pra baixo da mesa e chamando os cachorros”.
É um retorno à própria infância em outra perspectiva. Começa-se a dar mais valor para a mãe e ainda mais para a avó, que muitas vezes foi melhor que a mãe, sem nenhuma obrigação de sê-lo. Percebe-se o tanto de amor que se recebeu e que, por imaturidade, não se agradeceu. Os erros do passado saltam à memória. A consciência , às vezes pesa...
Amadurece-se mais quando se é mãe de menino. Ama-se, com um amor de doer, alguém que é diferente. Faz-se um exercício constante de compreensão do desconhecido universo masculino. De onde a jovem mãe, muitas vezes, tem poucas referências ou pode guardar vivências não muito felizes. Os pontos de vista mudam ainda mais. Aprende-se a enxergar com os olhos do outro. Passa-se a entender melhor o comportamento do pai, do irmão, do marido.
Ao crescer e adolescer, a filha menina, pouco a pouco, afina-se cada vez mais com a mãe. A forma do corpo, a voz, os cabelos, o sorriso, o olhar, tudo... Desabrocham na filha os traços daquela que lhe deu a luz. Em contrapartida, como é difícil essa fase para a mãe do menino! Quem é esse, de voz grossa, que circula pela casa, com seus ombros largos e suas pernas cabeludas, insistindo em chamá-la de mãe? Onde foi parar aquele bebê lindo que a mamãe cuidava com tanto carinho?
O tempo passa diferente para a mãe dos meninos. Parece que passa mais rápido e quando elas se dão conta... seus meninos já são homens! Tratando-se de filhas, ao vivenciarem elas mesmas a maternidade, aproximar-se-ão cada vez mais de suas mães. Já o filho menino...
Pobre mãe do menino! “Padece no paraíso”, tanto quanto a mãe da menina, mas percebe que o dono de seu amor vai se distanciando, indo, aos poucos, para o outro lado. Para um território onde ela sabe que não deve interferir, se quiser vê-lo feliz. Ela o vê indo para o lado daquela que será sua esposa. Aquela a quem ele jurará amor eterno e a quem ele considerará ser a mulher da sua vida.


Maria Tereza Fumelli - 4º semestre 2012/2

Eu, autora?


Desde que ingressei no curso de Pedagogia da UNISANTOS, deparei-me com muitos desafios. Escrever textos de minha autoria é certamente o maior deles.
A maioria das disciplinas exige que reescrevamos alguns textos com “nossas palavras”. Até aqui tudo bem.
Aí vem a professora Rosana e nos pede para fazermos crônicas, nossa que difícil! E as dissertações? Sem comentários.
A princípio, pensei que não conseguiria, mas fui à luta, pesquisei, li e reli artigos, pedi ajuda. Enfim, comecei a escrever minhas crônicas e minhas dissertações.
É difícil, mas não impossível. Estou aprendendo a usar os Instrumentos da Língua Portuguesa, com o auxílio da Professora Rosana.
Estou escrevendo, no entanto, não tenho a audácia de considerar-me uma autora, ainda tenho muito que aprender.
Com perseverança sei que vencerei esse desafio e me tornarei uma autora.

Sivaneide Pereira Vieira - 2º semestre 2012/2

Minha viagem como autora


Neste período, tive várias experiências em diversos setores da minha vida. Pude viajar algumas vezes com importantíssimos filósofos, e cada passo que dava era uma aprendizagem muito valiosa e inesquecível. 
Quando penso que já sei o suficiente, me aparece um novo pensador, então, percebo que sou analfabeta "em teoria". Não totalmente, porque é impossível participar de sua história e simplesmente sair sem aprender, mesmo que de forma prática... 
Neste trajeto, fiz papel de atendente da atendente de enfermagem. Mas como? Também perguntei quando recebi o convite, mas uma iniciante jamais negará um convite. Pode ser o início de um futuro brilhante!
Fui pessoalmente aplicar o teste em uma das crianças de zero a seis anos. O teste é chamado "teste de Denver". Ele é considerado de fácil aplicação e rápida execução. Serve para avaliar quatro áreas: adaptativa, motor grosseira, pessoal social e linguagem. Simples de ser aplicado, mas que obriga a aplicadora a virar escritora para registrar os dados coletados e avaliar os resultados
Após esse teste, que finalizei com sucesso, presenciei um fato muito desagradável que é chamado Bullying. É uma violência física ou psicológica intencional e repetitiva, pode ser individual ou em grupos. O pior é que, na maioria dos casos, os pais desses agressores defendem essa atitude
Nessa situação, penso no passado educacional. Gostaria de ter oportunidade de ver esses indivíduos apreciando uma boa educação, se é que podemos chamar de educação. 
Ainda bem que tudo é passageiro, e hoje sou uma turista peregrina que cada passo meu é contemplado e os obstáculos são utilizados como motivação. Fico de olho nas viagens dos turistas que buscam apenas o prazer, não dão atenção à situação social e muito menos às pessoas que lá estão para servi-los. 
Com tantas experiências vividas, houve um fato que ocorreu e me marcou muito. Foi numa dessas curiosidades que uma palavra me chamou atenção, bem visível VERBETE. Dizem que quem procura acha. Não sei se procurei, só sei que achei... Por meio desse verbete, participei de palavras cruzadas, até fui pesquisar na mídia: revistas Super interessante, Isto É... Descobri que dicionário é igual supermercado. Você entra para comprar uma coisa e sai com várias. 
Como se não bastasse, houve, para finalizar, uma maravilhosa exposição do trabalhoso Jornal Mural. Obrigada professores por tudo, e pensar que, no século XVI, as mulheres eram consideradas inferiores a um objeto. Quanto desperdício! Hoje somos tudo ao mesmo tempo, trabalhadoras, donas de casa, esposas, mães e ainda temos oportunidade e liberdade de dar continuidade aos estudos, continuar e continuar. Vamos fazer por merecer nosso papel de educadoras e autoras de vidas.
Que vida que eu quero viver? Como devo agir?  Somos livres e temos autoria para decidir.

Izildinha de OLiveira Santos - 

2º semestre 2012/2

A escritora



Foi uma experiência maravilhosa! Confesso que, de início, me considerei incapaz, mas o desafio nos foi proposto e tivemos que finalizá-lo.
A vida é isso, sempre surgindo novos acontecimentos e conhecimentos e precisamos nos empenharmos para alcançá-los. 
Eu sei que não terminou, muitos desafios estão por vir, mas o que me conforta são as orientações dadas e certas para finalizar as metas dos próximos semestres que estão por vir.
Só agradecimentos à professora pelo incentivo e a sugestão da arte de escrever, e às colegas de classe que me ajudaram e continuam me ajudando. A luta continua para todas as futuras docentes e, com ajuda de nossos familiares e amigos, conseguiremos derrubar todas as barreiras para realizarmos o sonho de nos formar.

Andrea da Silva - 2º semestre 2012/2