terça-feira, 23 de outubro de 2012
Um olhar no futuro
Hoje, domingo, 30 de setembro de 2.012, refletindo acerca desses dezoito meses que se passaram, constato que nossa classe compõe-se hoje daqueles alunos que, persistentes, sabem o que querem da vida. Querem e não desistem de seus ideais, rumo à tão sonhada formação acadêmica.
Ainda que já tenham atingido o degrau do profissionalismo, exercendo suas atividades, tendo como base sua formação escolar de nível médio conseguida, muitas vezes, com sacrifícios pessoais, ainda assim, buscam o aperfeiçoamento, legitimado pela formação superior, essencial para o desempenho das funções, objeto do curso. São pessoas que têm um olhar no futuro, buscando o aperfeiçoamento de seu conhecimento, ampliando sua visão, tanto na vida, como na carreira profissional, constatando nesses companheiros uma sede de aprender e de transmitir o aprendido, ou seja, compartilhar.
Quando iniciamos o curso, em 2011, éramos 30 alunos, se não me engano. Já no primeiro semestre, houve uma boa desistência, pois ir todos os dias para a faculdade, depois de um dia de trabalho, tornara-se rotina árdua para todos. Começaram, então, os trabalhos e provas, que desmotivaram outra parte da sala, tanto que, no segundo semestre, só éramos 17 alunos. Antes de terminar o semestre, houve outra desistência. Os que ficam olham um para outro se perguntando quem será o próximo?
No terceiro semestre, quando tudo parecia ter se normalizado, outra baixa no quadro de alunos da sala. O quarto semestre sequer iniciou e pouco depois a Claudia, Cristina e Myriam deixaram de fazer parte da nossa sala. Eu me pergunto o porquê de tanta desistência em nossa sala, já que, ao assumirmos o compromisso com a faculdade, sabíamos que não seriam poucas as dificuldades, porém, se temos um objetivo na vida, torna-se imperativo olharmos para o futuro e seguirmos em frente, ainda que sob a égide do esforço pessoal, muitas vezes, além do esperado.
Só posso pensar e desejar uma coisa: nós somos vitoriosos e com nossa persistência venceremos os obstáculos que, por ventura, venham querer impedir nossa tão almejada vitória.
Vera Lucia Morgado - 4º semestre 2012/2
Experiências únicas
Minha vida de repente me lançou a passar por situações que nunca imaginei. Este ano me aconteceram tantas maravilhas que só tenho a agradecer!
Farei uma breve recordação... Passei no vestibular, no meu primeiro dia de aula recebi um telefonema de uma pessoa que não tinha contato há mais de dez anos, era carnaval... Bom! O saldo disso foi que estou no 2º semestre de Pedagogia, na Unisantos, e namorando há 8 meses com uma pessoa que não imaginava reencontrar, mas Deus, quando a gente crê, faz milagres... E esses aconteceram para mim.
Hoje, estou muito feliz, mesmo em minha crônica anterior eu tenha pedido colo, tinha outro significado... Essa pessoa está me fazendo tão bem aos 38 anos de vida que nem sei... Às vezes, penso que estou sonhando, meus estudos estão em evolução, coisas que nunca imaginava fazer hoje já realizo com facilidade como digitar essas crônicas, por exemplo.
No último feriado, fiz uma viagem a Uberlândia, Minas Gerais, com o meu amor. Foi uma lua de mel... Nós estamos tão entrosados que parece que nunca estivemos separados.
Foi a segunda viagem que fiz na minha vida. A primeira foi a Recife. Tenho tudo o que está ao meu alcance... Acredito... Essa sensação de felicidade que estou sentindo é única, e não podendo esquecer das companheiras de verdade que conheci, são ímpares em atitudes, companheirismo, caráter e inúmeras qualidades que pertencem a cada uma delas. Os professores, então, nem se fala! Me tratam com todo carinho e atenção que preciso. Obrigada a todos que estão fazendo minha vida ter experiências únicas.
Gisele Madureira - 2º semestre 2012/2
O milagre
Hoje, 16/10/12, fui para a universidade. Encontrei algumas amigas no ônibus, fomos conversando. Ao chegar, antes de começar a aula, ouvimos um pedido de desculpa e um relato de um milagre na vida e na família de uma de nossas professoras.
Não sei onde encontramos forças para aguentar a perda de um ente querido... É como se arrancassem um pedaço da gente, ficamos esquartejados. Parece que os pedaços nunca mais vão se juntar. Lembro-me de quando perdi minha mãe, passei mais ou menos 6 meses vendo-a entrar e sair de uma UTI dos hospitais que ela passou. Às vezes, eu me perguntava por que DEUS? O que eu fiz? Onde foi que eu errei para estar vendo tanto sofrimento sem poder fazer nada. Orava dia e noite e pedia a DEUS para que minha mãe não sofresse tanto.
Agora, depois de 17 anos que minha mãe se foi, eu entendi que tudo isso que eu e ela passamos juntas foi um aprendizado. Vocês devem estar se perguntando como tudo isso pode ser um aprendizado. Vou dizer, lembram o pedido de desculpa e o relato de um milagre feitos pela professora que teve a perda de um ente querido? Bem, essa pessoa que partiu era a sua irmã mais nova que há algum tempo, depois de várias idas e vindas de médicos e uma bateria de exames, soube que estava com câncer, mas foi guerreira até o fim da sua jornada. Foi quando a professora falou do milagre, de poder estar ao lado dela nesses últimos momentos, poder rir, chorar, acalentar e fazer um simples carinho, como passar a mão na sua cabeça ou segurar a sua mão, poder estar ao seu lado, até o momento que DEUS falar AGORA DEIXA QUE EU CUIDO.
Nessa hora, choramos, gritamos, lamentamos não ter falado tudo que tínhamos para falar e aí vemos que DEUS nos deu essa oportunidade, é pena que não aproveitamos. Ele poderia levá-los a qualquer hora, mas nos dá esse precioso tempo, mesmo que seja na dor. Sei que, para muitos, milagre seria ver a cura, mas a cura foi feita, eu acredito e você?
DEUS É MARAVIHOSO, professora Elizabete e, por meio de você, ele passou esta mensagem. Agora, eu sei que os momentos que passei com a minha mãe foram um MILAGRE...
"É morrendo que se vive para a vida eterna..."
Rosa Maria - 2º semestre 2012/2
Não sei onde encontramos forças para aguentar a perda de um ente querido... É como se arrancassem um pedaço da gente, ficamos esquartejados. Parece que os pedaços nunca mais vão se juntar. Lembro-me de quando perdi minha mãe, passei mais ou menos 6 meses vendo-a entrar e sair de uma UTI dos hospitais que ela passou. Às vezes, eu me perguntava por que DEUS? O que eu fiz? Onde foi que eu errei para estar vendo tanto sofrimento sem poder fazer nada. Orava dia e noite e pedia a DEUS para que minha mãe não sofresse tanto.
Agora, depois de 17 anos que minha mãe se foi, eu entendi que tudo isso que eu e ela passamos juntas foi um aprendizado. Vocês devem estar se perguntando como tudo isso pode ser um aprendizado. Vou dizer, lembram o pedido de desculpa e o relato de um milagre feitos pela professora que teve a perda de um ente querido? Bem, essa pessoa que partiu era a sua irmã mais nova que há algum tempo, depois de várias idas e vindas de médicos e uma bateria de exames, soube que estava com câncer, mas foi guerreira até o fim da sua jornada. Foi quando a professora falou do milagre, de poder estar ao lado dela nesses últimos momentos, poder rir, chorar, acalentar e fazer um simples carinho, como passar a mão na sua cabeça ou segurar a sua mão, poder estar ao seu lado, até o momento que DEUS falar AGORA DEIXA QUE EU CUIDO.
Nessa hora, choramos, gritamos, lamentamos não ter falado tudo que tínhamos para falar e aí vemos que DEUS nos deu essa oportunidade, é pena que não aproveitamos. Ele poderia levá-los a qualquer hora, mas nos dá esse precioso tempo, mesmo que seja na dor. Sei que, para muitos, milagre seria ver a cura, mas a cura foi feita, eu acredito e você?
DEUS É MARAVIHOSO, professora Elizabete e, por meio de você, ele passou esta mensagem. Agora, eu sei que os momentos que passei com a minha mãe foram um MILAGRE...
"É morrendo que se vive para a vida eterna..."
Rosa Maria - 2º semestre 2012/2
Vencendo as limitações
Iniciava-se o Seminário de Pedagogia, e lá estava nosso Jornal Mural exposto no saguão de entrada da Universidade. Confesso que achávamos que concluir essa tarefa seria difícil, já que o tempo foi limitado, mas deu tudo certo.
As turmas de pedagogia (PARFOR), 2º semestre, estão de parabéns pela conclusão do trabalho. Sentir e ver que a professora Rosana estava orgulhosa pelo nosso desempenho foi algo que deixou todos satisfeitos. Aos professores que cederam suas aulas para que fosse possível a construção do jornal fica o agradecimento. O Seminário de Pedagogia foi muito bom, começando com as danças circulares de abertura, ao som de músicas sensibilizadoras. Os documentários apresentados por alunas do 5º semestre do PARFOR foram incentivadores. As palestras, o debate, o momento de descontração durante os sorteios de brindes e o encerramento que se deu com a realização de oficinas.
Professora Rosana, obrigada por nos apresentar o documentário “Palavra (En)Cantada" que me trouxe lembranças de momentos passados, que foram embalados por músicas de Caetano Veloso e Chico Buarque. Foi prazeroso aprender que músicas e rimas são usadas tanto cantadas ou em formas de poemas para nos auxiliar no aprendizado.
Esse semestre me surpreendeu a leitura que fiz de Didática Magna de Comenius, ao descobrir que o que ele escreveu séculos atrás eram pensamentos que se parecem muito com os atuais, e também o ensinamento de amor e respeito ao próximo, seguindo as leis de Deus.
“Por meio da educação a criança vai se reconhecer como membro vivo de um todo”.
“Como educar se não se envolver”. (COMENIUS)
Aprendi também sobre Froebel, o criador do jardim de infância. Saber que o amor pelas crianças e pela natureza lhe servia como fonte de inspiração é inspirador para nossa profissão.
O tempo é limitado? Sim! Mas tudo vale a pena, quando conseguimos ter um bom aprendizado.
Parabéns a todos os futuros pedagogos do curso de Pedagogia da UNISANTOS.
As turmas de pedagogia (PARFOR), 2º semestre, estão de parabéns pela conclusão do trabalho. Sentir e ver que a professora Rosana estava orgulhosa pelo nosso desempenho foi algo que deixou todos satisfeitos. Aos professores que cederam suas aulas para que fosse possível a construção do jornal fica o agradecimento. O Seminário de Pedagogia foi muito bom, começando com as danças circulares de abertura, ao som de músicas sensibilizadoras. Os documentários apresentados por alunas do 5º semestre do PARFOR foram incentivadores. As palestras, o debate, o momento de descontração durante os sorteios de brindes e o encerramento que se deu com a realização de oficinas.
Professora Rosana, obrigada por nos apresentar o documentário “Palavra (En)Cantada" que me trouxe lembranças de momentos passados, que foram embalados por músicas de Caetano Veloso e Chico Buarque. Foi prazeroso aprender que músicas e rimas são usadas tanto cantadas ou em formas de poemas para nos auxiliar no aprendizado.
Esse semestre me surpreendeu a leitura que fiz de Didática Magna de Comenius, ao descobrir que o que ele escreveu séculos atrás eram pensamentos que se parecem muito com os atuais, e também o ensinamento de amor e respeito ao próximo, seguindo as leis de Deus.
“Por meio da educação a criança vai se reconhecer como membro vivo de um todo”.
“Como educar se não se envolver”. (COMENIUS)
Aprendi também sobre Froebel, o criador do jardim de infância. Saber que o amor pelas crianças e pela natureza lhe servia como fonte de inspiração é inspirador para nossa profissão.
O tempo é limitado? Sim! Mas tudo vale a pena, quando conseguimos ter um bom aprendizado.
Parabéns a todos os futuros pedagogos do curso de Pedagogia da UNISANTOS.
Marisa Alves - 2º semestre 2012/2
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
De repente um sonho que cresceu dentro de mim
Tudo começou com minha entrada na creche. No começo, fui trabalhar como tia volante. Depois me colocaram na faxina, mas quando uma funcionaria pediu demissão, voltei para sala de aula. Foi aí que vi crescer dentro de mim um sonho de ser tia, e ali estava a oportunidade.
Tenho certeza que, nesse momento, o sonho não era só meu, mas também de Deus, porque, pelas minhas condições, eu não poderia fazer uma faculdade ou até mesmo fazer um curso de Magistério. Foi quando minha dirigente municipal me falou que o Governo Federal, pelo Parfor, estava dando oportunidade para quem estava em sala de aula se capacitar.
Então, ela própria fez minha inscrição. Fiz a prova e, quando saiu o resultado, eu não acreditei que havia passado. Todos ficaram felizes por mim. Em especial, o meu filho, que mora comigo, ficou todo orgulhoso e saiu contando para todos os amigos. Afinal, tenho 46 anos e nunca pensei chegar tão longe e hoje aqui estou no segundo semestre.
O primeiro semestre foi um sufoco, pois só cheguei a ir à faculdade no começo, depois, por problemas de horário, fui impedida de dar continuidade. Fiquei muito triste e até revoltada, no entanto, o sonho não era só meu, era também de Deus. Assim, hoje estou aqui sentindo ainda muita dificuldade, mas feliz.
Tenho bons professores que insistem em dizer que nós podemos ir em frente e que vamos chegar lá. Sei que no primeiro semestre se não fosse a compreensão de todos vocês, eu não teria chegado até aqui.
Desde já agradeço você professora por me mostrar que sou capaz, e sei que vou chegar lá e, em 2015, estarei formada, se Deus assim permitir.
Maria Rosemeire Ribeiro - 2º semestre 2012/2
Recordar é viver...
A última aula da professora Rosana foi muito prazerosa. Assistimos a um documentário com o título Palavra (En)cantada. Esse documentário discute as semelhanças e diferenças entre a poesia cantada, em forma de canção, e a poesia escrita, em forma de poema. A Palavra (En)cantada nos faz recordar, sonhar, cantarolar e tudo isso vem a partir de um verso que se une à música e ambos parecem estar interligados. Lembrei-me do meu caderno de poesia que estava no fundo da gaveta guardado. Ganhei o caderno de uma grande amiga. Nele, ela escreveu poemas dela e de outros autores, cada um mais lindo que o outro. Este é um dos poemas:
Meditação
A gente começa a amar
por simples curiosidade,
por ter lido no olhar
certa possibilidade
e como, no fundo, a gente
se quer muito bem,
ama quem ama, somente
pelo gosto igual que se tem
depois, a gente começa
a repartir dor por dor
e se habitua depressa
a trocar frases de amor.
e, sem pensar, vai falando
de novo as que já falou...
e, então, continua amando
só porque já começou.
Paul Gerardy
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
O começo de um novo amor: Danças Circulares
Tudo começou no 1º semestre, quando fiz a oficina de Danças Circulares com as alunas que estavam no 4º semestre.
Lá nos foi apresentado o que é a dança, o que ela representa e como podemos adaptá-la no nosso dia a dia de trabalho. Depois de toda a parte teórica, partimos para a prática: Dançar!!!
A partir desse curso, não parei mais.
A outra oportunidade que tive para aprender mais ainda sobre o assunto foi na nossa semana Pedagógica, quando eu, minhas amigas de sala e alunas de outras turmas nos juntamos e começamos a nos preparar para a apresentação que seria também a abertura do evento.
Isso de nos reunirmos foi muito bom, pois conheci outras pessoas que eu via passar pela faculdade e nunca tinha a oportunidade de parar para conversar sobre outras experiências, trocas de informações. Eu adorei!!
No dia da apresentação, estava muito frio e todas nós muito ansiosas. Foi uma apresentação MARAVILHOSA! Amei ver a professora Rosana interagindo com o grupo, na música que ela gosta muito, como ela mesma me relatou. Te ofereço Paz, uma canção linda que, realmente, toca o coração.
Eu vou aguardar outra oportunidade de estudar mais sobre esse assunto que muito me encantou e acho que às outras colegas também.
Danças Circulares fazem muito bem ao corpo e à alma. Recomendo a todos que puderem participar dessa experiência magnífica.
Priscilla Gonçalves - 2º semestre 2012/2
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