segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A Cidade de Pedra e seus encantos...


Dizem que conselho só se dá a quem pede. E se vocês me permitirem, eu os aconselho a visitar São Paulo e suas maravilhas.
Maravilhas? Isso mesmo, São Paulo é conhecida como terra da garoa, mas, na verdade, ela sim deveria ser chamada de "Cidade maravilhosa".
São tantos os seus encantos... Como posso descrever tanta beleza! Parque do Ibirapuera, Zoológico, Orquidário e Parque Estadual da Cantareira. Essas são as belezas naturais, próximas da natureza criada pelo soberano Deus. Mas não posso deixar de agradecer as mãos abençoadas de pessoas simples como José, o encanador, João o eletricista, Pedro, o carpinteiro e Maria, a arrumadeira... Pessoas simples que dão fôlego a São Paulo, uma cidade que recebe a todo  momento filhos distantes, vindos de longe atrás de abrigo.
Aí São Paulo! Por que você mexe tanto com os sentimentos de todos? Há momentos que eu a amo e, por raras vezes, eu digo, eu odeio São Paulo.

Olho agora a "Cidade de Pedra", já com meu olhar modificado pelo estudo do livro Leitura sem palavras, de Lucrécia D'Alessio Ferrara, que nos ensina que precisamos desenvolver a atenção e a observação para aprendermos a ler lugares como "espetáculos" do cotidiano urbano.

Patrícia Aparecida - 4º semestre 2012/2

Presente de Deus


O telefone tocou! Era minha tia pedindo para que eu não deixasse minha prima fazer a loucura de deixar o bebê que ela carregava no ventre no hospital.
Confesso que, de imediato, minha reação foi dizer não. Sem saber exatamente como dizer, pois eram anseios de afetividade, já que não experimentei, em minhas vísceras, a maternidade. Gostaria de salvá-lo da tragédia, de certa forma prevista, colocando-o dentro do meu ventre para protegê-lo, completar o que lhe faltava e depois devolvê-lo ao mundo com riscos menores e sentido maior para seus caminhos.

O bebê veio para minha vida sem planejamento. Eu não tive as responsabilidades durante a gestação dos nove meses. Ele era meu filho, não somente do desejo sem controle dos instintos, mas da busca da proteção que lhe faltou, já que Deus não me concedeu o dom de carregar em meu ventre um bebê, mas deu-me em carne viva.
Ser mãe está além da concepção, do útero materno, do parto, está na capacidade de embalar e educar para uma vida toda. Ser mãe é fidelidade, aconchego, limites, construção e reconstrução.
Escrevo sobre a experiência de ser mãe, mesmo que de coração. Foi meu filho que me escolheu. Ele me embala ainda em acontecimentos diversos, me ensinando, nesses 13 anos, a ultrapassar distâncias e a não temer o novo. Aos poucos, assumiu do seu jeito, os projetos que Deus colocou no sonhos dele para mim.
Essa é a história que Deus faz conosco, por razões que não compreendemos, mas que, sem dúvida, são para o nosso bem, pois pertence à sabedoria dele, e nada acontece por acaso. Deduzo que nenhuma pessoa é infecunda se abrir os ouvidos para o anúncio dos enviados de Deus.
Não foi possível ao meu menino um berço do próprio sangue, por isso o acalentei, por um desígnio amoroso do Pai, no côncavo de minha alma.

 


Claudia Fernandes - 4º semestre 2012/2  

Meu Herói


De forma correta, meu pai, Abelardo (Bebeco), me ensinou que, sem dúvida, eu deixasse transparecer os princípios de persistência e de dignidade.
Se houve algo que aprendi com papai foi o ato de “querer”, de sempre me dedicar, dar e fazer o melhor de mim, indo em busca de um objetivo desejável, com muita persistência.
Jamais vi papai desanimar em situações difíceis. Ele era um exemplo, meu herói. Apesar do seu pouco estudo, tinha sábias decisões e chegou ao patamar mais alto de sua profissão que era a de estivador. Ele foi presidente da Federação Brasileira da Estiva e faleceu no cargo.
Através da vida, de modo simples, usando ditados populares, que iam desde "ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto” até “papel é branco e aceita qualquer coisa”, ele me mostrava que a vida é cheia de desafios, mas devemos enfrentá-los sem desanimar.
Papai, por meio de seus exemplos, passou-me as mais belas lições de vida. Ele era digno, simples, persistente, buscava o saber, o querer e, principalmente, a lealdade e a honestidade que uso como exemplo e que pautam meus caminhos.
Meu pai foi figura única na minha vida. Sua presença ao meu lado era meu porto seguro. Nada se comparava a mão que me afagava ou sua palavra de conforto, na minha juventude.
Assim, aprendi e tento repassar ao meu filho os ensinamentos do papai, direcionando minha vida com tão relevantes princípios.
Enfim, lembrando aqui um grande dramaturgo e poeta, “quando chegar o momento de vocês deixarem o mundo, não tenham preocupações de terem sido bons. Isto não é o bastante! Deixem o mundo bom!” (Brecht).
Obrigado, meu herói, por você ter existido!


Claudia Fernandes - 4º semestre 2012/2

Um passo maior que a perna...



Ufa! Até que enfim concluímos o trabalho do Jornal Mural que será exposto na Semana da Pedagogia, de 26 a 29 de setembro de 2012. Parece até que tiramos um peso da consciência!
Mediante à situação, corre para lá, corre para cá, faz hoje ou amanhã, reúne o grupo... Tem notícia, não tem, conseguiu foto, não conseguiu. Como podemos iniciar um trabalho mediante tanta correria. A verdade é que não podemos pular os problemas, mas tentar solucioná-los com organização e colaboração.
Quando surge uma situação adversa em nossas vidas, somos obrigados muita vezes a lutar contra a nossa vontade. A verdade é que queremos pular os obstáculos, no entanto, às vezes, é impossível. O gesto, a expressão facial, os movimentos corporais e até a fala... Tudo isso exige controle, não dá para pular. Assim foi o Jornal Mural... Se pudéssemos, pularíamos parte da história, mas não dá. O melhor é conviver e respeitar a opinião do próximo, para um melhor aprendizado, ainda que nem sempre você concorde.
Apesar do estress, foi uma experiência proveitosa, aprendemos muito!

Jane Rosilda - 2° semestre de Pedagogia 2012/2.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A oportunidade de realizar um sonho...

Após anos sem estudar, eis que surge a oportunidade de realizar um sonho, pois grande era o meu desejo de cursar uma faculdade. Foi, realmente, um presente de Deus!
Eu já estou no 4º semestre do curso de Pedagogia do PARFOR, e percebo que foi uma preparação de Deus, porque eu não tinha nenhuma condição de pagar uma faculdade e Deus, não olhando as minhas fraquezas, veio ao meu encontro e me presenteou com este curso no PARFOR.

Algo inexplicável, porque, de maneira alguma, eu cogitaria a possibilidade de estar cursando um nível superior na Unisantos.
Já passei por muitas dificuldades, mas em tudo tenho visto a mão de Deus me guiando e me ajudando. Percebo visivelmente a minha evolução profissional, pois a cada dia sinto a presença de uma força maior e positiva, indicando que Deus está ao meu lado.
No entanto, eu ainda tenho muita dificuldade em conciliar a faculdade com o emprego e a família, pois, como trabalho o dia inteiro, quase não sobra tempo para minha família, mas tenho que me esforçar para fazer o melhor. É difícil, porém não é impossível. Tenho a certeza que o sacrifício vai vale a pena!
Que neste semestre a nossa caminhada seja de companheirismo e de ajuda ao próximo e que todos nós consigamos prosseguir com a certeza da vitória final.

Valdirene Sá Teles de Souza - 4º semestre 2012/2

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Uma nova vida nos bancos da Universidade...

Que bom! Sentir-me muitas vezes com menos idade... É assim que eu me sinto depois que entrei na faculdade.
A sala de aula é composta por uma grande maioria que está na casa dos “entas”(quarenta), porém, muitas vezes, se comportam como adolescentes, dizendo: "tomara que a professora não venha, quero ir embora mais cedo". Além dos toques de celular com músicas de funk, às vezes há bate boca na sala, mas sempre aparece alguém para amenizar a situação.
Bem que a professora Terezinha fala: “sentou na cadeira é tudo igual”, não importa a idade. No geral, o pessoal é bastante comprometido, responsável, cumprindo os combinados feitos com os professores.
Outro momento que me faz lembrar o meu tempo de juventude é quando nos reunimos para fazer os trabalhos em grupo. Geralmente e na casa de uma das colegas. Esse momento é nosso... Deixamos os afazeres de casa, marido, filhos, para nos dedicarmos ao trabalho acadêmico.
De certa forma, isso me faz bem, porque, depois do trabalho em grupo, sempre desfrutamos de um bate papo para descontrair.
Preciso desses momentos. Aliás, nós precisamos, se não podemos pirar. Temos muito trabalho pela frente até terminar o semestre.
Espero que a sala continue assim, divertida e responsável.
Claro que temos algumas exceções! Mas, assim, estaríamos unindo o útil ao agradável.

Maria José Nogueira - 2º semestre 2012/2

sábado, 15 de setembro de 2012

Onde está o respeito???

13 de setembro, a aula de História da Educação começou. As alunas continuavam a apresentação sobre Comenius. Ao término das apresentações, nossa professora pediu para que os alunos formassem grupos de 5 pessoas. Algumas alunas não estavam presentes. Foi nesse momento que percebi que, apesar de serem alunas de 20 até 50 anos e uns pouquinhos, pareciam crianças de 5 a 7 anos de idade, sem limites. Como se não houvesse professora em sala de aula, os grupos brigavam uns com os outros, foi horrível! Os professores do Parfor sempre falam que quando sentamos nas carteiras somos como os nossos alunos, mas eles são crianças e nós? Então, eu me pergunto, onde está o respeito, a amizade, a união e, principalmente, a educação? Se o professor quer grupo de cinco é cinco. Grupo é um todo, é união, se algumas colegas faltaram, foi porque tiveram algum problema e quem não tem? E o respeito com o professor da sala? Fiquei horrorizada vendo que o povo não tinha a tal “afinidade”. Não sei se é um ditado popular, mas diz assim “minha educação começa onde a sua acaba" ou melhor, como dizia minha falecida MÃE, "respeito é bom e conserva os dentes". E hoje, dia 14/09, apresentei meu trabalho e a professora Rosana argumentou algumas partes, no intuito de melhorar o conteúdo, e adorei, pois com isso estou aprendendo. Entendo que estamos em sala de aula para aprender e o professor para nos ensinar. Por isso, o respeito de ambos os lados é muito importante. Está na hora de pararmos para refletir sobre nossas atitudes, porque já somos todas profissionais e que exemplos seremos para nossos alunos?


Rosa Maria de Deus Jorge - 2º semestre 2012/2