quarta-feira, 6 de abril de 2016

Muitas perguntas




Na primeira aula, tudo é muito curioso. Perguntas e mais perguntas a serem respondidas por alguém que ainda não conhecemos. A matéria preferida quando criança e adolescente de volta, a rotina acadêmica.
Resumo e resenha, afinal... qual é a diferença?
Ela explica, ela ensina, coloca os pingos nos "is". Em uma folha qualquer eu faço um sol amarelo, diz na canção de "Toquinho" que também podemos cair na imaginação e viajar sem sair do lugar.
É como eu sempre digo: O nosso País é lindo.
Sem esquecer o principal, o lugar onde isso ocorre. Essa trajetória tem um lugar, tem um espaço e não é grande, é enorme. Teve todo um processo, uma ansiedade, um nervosismo de saber se ia conseguir a vaga no curso de Pedagogia Parfor ou não.
Mas a Deus eu agradeço e por ele sou guiada. Tranquilidade e paciência tenho que ter, pois está só começando.


Daniela Liguori - Curso de Pedagogia - 1º semestre

O amanhecer


Mais um dia que se inicia e com ele a vontade de aprender e ensinar.
Faltam poucos passos e a cabeça começa a trabalhar para surpreender e ser surpreendida.
Ao adentrar a sala, percebo que os olhares atentos a cada movimento meu e com vários pontos de interrogação.
Começo a leitura, as mãos agitadas se levantam para as perguntas, 
para as respostas e a cada acerto um sorriso.
E esses sorrisos, esses olhares e essas expectativas que a leitura 
proporciona, percebo que o mundo onde eles vivem não deixa escurecer o mundo colorido que existe dentro deles.
Aprendi, como contadora de história, brincar com o imaginário deles e fazê-los entender que só não existe o escuro da vida, pois o final feliz somos nós que fazemos.
Mais um dia que termina e começa a minha aprendizagem, quando sou surpreendida pelos ensinamentos.
Me sinto como eles, cheia de interrogações e preocupações, mas com a certeza de seguir em frente.
Por mais dificuldades, por mais obstáculos que possam existir no final de cada caminho, existe uma esperança para continuar em frente, porque, para o colorido da nossa vida, somos nós que escolhemos os lápis de cor.
Mais um dia se inicia, na esperança de ter mais entrega, menos 
barulho, menos tumulto e mais mãozinhas agitadas para perguntar e responder e, com isso, mais um amanhecer se inicia.

Anete Resende Santos - Curso de Pedagogia - 1º semestre

Meu mundo real


Minhas manhãs sempre são corridas e, às vezes, desanimadoras pelo cansaço do cotidiano.
Meu mundo real é uma realidade em construção, tento manter meu 
acúmulo de energia em alta. A cada manhã que recebo meus alunos, sempre com sorriso no rosto e um belo bom dia, pois apesar dos problemas que me acompanham, tento chegar aos meus objetivos. Muitas vezes, tenho vontade de desistir, mas vem uma força que me impulsiona a olhar para frente e caminhar mais uma milha.
Apesar de ter que deixar meu filho de apenas 6 anos, de não estar com ele todas as noites, para poder compartilhar suas dificuldades escolares ou suas travessuras feitas durante o dia e muitas perguntas que ele costuma fazer para mim.... fica um vazio durante o tempo em que estou na universidade. Também não posso deixar de ressaltar que meus pais fazem parte do alicerce da minha vida, são idosos e possuem deficiências resultantes de toda a trajetória de suas vidas. Ainda, sem esquecer do meu marido, pelo tempo e compreensão da minha ausência.
Acredito que este sacrifício vai valer a pena, tenho fé em concluir com satisfação e muito louvor.

Débora da Paz Santos de Oliveira
Curso de Pedagogia - 1º semestre

Aprendizado e expectativas


Esse ano de 2016 começou cheio de novas experiências e desafios, 
uma nova fase, um novo ciclo que se iniciou. 
Bem, ano passado nos encontramos para realizar a prova que abriria de uma vez esta porta de passagem, depois de esperas sem saber se realmente poderíamos iniciar de fato o curso de Pedagogia Parfor, recebemos, então, o veredito: Sim, a porta foi aberta e vocês vão começar o ano letivo. 
Nossa que emoção, surpresa e medo! Sim, medo do novo, do desconhecido, para mim é a primeira faculdade.
Já tenho o Magistério, dou aula há cinco anos, mas quando realizei o curso era solteira, sem filhos, outro momento. Agora sou casada, com uma filha de nove anos, trabalho. Naquela época também trabalhava, agora tenho trinta e um anos de idade e os tempos são outros.
Tantas coisas acontecendo em nossa volta, a política está em uma fase de terror, tanta corrupção, é manifestação, guerra de poder, ataques de violência, o povo sem saber em quem confiar; um pequeno mosquito com um poder de destruição enorme, o Aëdes aegypti, com as doenças, dengue, Chikungunya e Zica Vírus, crianças nascendo com microcefalia, muitos morrendo por falta de cuidados básicos de manutenção e higiene em nossas casas e lugares públicos; ano das Olimpíadas no nosso país. É dentro desse 
momento histórico complexo que eu me encontro ingressando na faculdade com muitos sonhos e ideais de um Brasil melhor e um povo mais liberto de preconceitos.
E encontro colegas de classe e professores com as mesmas ideias, isso me conforta. Isso conforta você? Saber que existem pessoas com boas intenções. 
Nas aulas deste primeiro bimestre, volto no tempo. Na aula de 
Antropologia, vou para a época dos índios, suas culturas, seu aprendizado, sua história e compreendo que nós temos muito a apreender, algo que eu já sabia, mas agora tenho uma confirmação maior sobre, pois esse povo amava sua terra e cuidava dela com preocupação e respeito e essa era a essência desse povo cheio de sabedoria.
Na aula de História da Educação, viajamos para a Grécia, Atenas e Roma e como esse povo trabalhava a educação de seus homens. Já 
em Problemas do Homem Contemporâneo, a consciência do nosso lixo e saneamento básico. 
Somos responsáveis pelo nosso lixo? E o que fazemos para ajudar? Em Psicologia, um pouco sobre o que é uma ciência de estudos e o senso comum e alguns pensadores e suas ideias. Língua Portuguesa gêneros e tipos textuais, um deles, a crônica, você está lendo aqui. Trabalhos, exercícios de estudos, leituras, tudo aí novamente, em sua grandeza do saber e o drama de conseguir realizar tudo.
O tempo! Esse é o maior amigo ou inimigo, dependendo do momento, ele te ajuda ou atrapalha. Aí é que temos que continuar aprendendo sempre, conforme nos ensina Jean Piaget “O ideal da educação não é aprender ao máximo, maximizar os resultados, mas é antes de tudo aprender a aprender, é aprender a se desenvolver e aprender a continuar a se desenvolver depois da escola”.

Estéfane dos Santos Cliquet - Curso de Pedagogia - 1º semestre

Realizando um sonho



Depois de me formar no curso Magistério, logo surgiu a vontade de fazer o curso de Pedagogia. Mas infelizmente as condições financeiras fizeram com que esse sonho ficasse para trás.
No entanto, não deixei esse sonho morrer, sempre determinando quem um dia iria me formar Pedagoga.
Um belo dia, no ano de 2006, passei em frente à Universidade Católica de Santos, olhei de fora e disse: "um dia vou estudar aqui e sair formada". Naquele momento, creio que Deus viu que em meu coração havia muita fé.
Anos se passaram e hoje estou aqui na universidade com que sempre sonhei, realizando meu sonho, vivenciando desafios conhecendo pessoas e professores maravilhosos.
Durante esses três meses de curso, aprendi muitas coisas, como falar em público, apresentar trabalhos, trocar ideias e informações, aprendendo coisas novas a cada dia. Agradeço todos os dias por esta grande oportunidade .

Adriane Balbino - Curso de Pedagogia - 1º semestre

A incerteza


Neste momento da minha vida, estou vivendo uma grande incerteza. No primeiro dia, veio a ansiedade e o medo, fui bem recepcionada pelos colegas do curso, em seguida, veio a divisão das turmas, em que fiquei no Parfor 1. 
Vieram, então, os trabalhos e as formações dos grupos. Confesso que o grupo do qual faço parte é meio “doidinho”, com opiniões opostas, mas no final dá tudo certo. No entanto, fico insegura e trêmula nas apresentações dos trabalhos e as palavras fogem.
Segundo Immanuel Kant, “Avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar”.
Fomos a algumas exposições que achei bastante interessantes, principalmente, a de Sebastião Salgado, com o tema "Gênesis", em que o artista fotógrafo ressalta vários tópicos sobre a natureza. 
Não sei se irei continuar, até tornar-se certeza, a incerteza irá dirigindo a minha vida e a única certeza que tenho é da incerteza.

Juliana Siqueira - Curso de Pedagogia - 1º semestre

Um sonho realizado


O que era para ser aos 18, 19, 20 e poucos anos chegou aos 50 anos, “Enfim Universidade”. E aí? Me pergunto será que vou aguentar? Em meio à tantos desafios?
No primeiro momento alegria, euforia e logo em seguida um choque de conhecimentos, construção e de cultura.
Meu Deus! Quanto saber, conhecer, fazer e esse pensador Paulo Freire “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”. E esse 
tal Karl Max, revolucionário, intelectual, segundo ele: “ O medo cala a boca dos inocentes e faz prevalecer a verdade dos culpados”. Realmente muitos conhecimentos e Max Weber, filósofo, sociólogo, em uma das suas frases, ele diz: “Não teria jamais atingido o possível, se não houvesse tentado o impossível”. É realmente palavras, frases, pensamentos que marcam, que ficam, que se fundem lá no fundo da alma.
E o que foi aquele choque de cultura na exposição de Sebastião Salgado? Fala sério e as moças espartanas feitas para fecundar filhos vigorosos? Realmente são tantas palavras, pensamentos, 
conhecimentos que ainda não conheço.
É Claudia Salgado, você está na Universidade. Queria que tivesse sido na juventude, mas só chegou na meia idade, aos 50. Não é fácil não, a visão já não ajuda, as responsabilidades são muitas, 
mas quem disse que seria fácil? Sonhos não chegam até você, tem que ir atrás, agarrar, lutar por eles.
Então que venha!!! Analfabeto funcional, Gênero Textual e Mapa Conceitual.
E como diz Guimarães Rosa: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem, de repente, aprende”.

Claudia Salgado - Curso de Pedagogia - 1º semestre