segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Grandes desafios
Nossa, como o tempo voa! Parece que foi ontem que entrei na universidade pela primeira vez e me senti perdida, duvidando da realidade do que estava acontecendo. No primeiro dia de aula, no acolhimento geral dos alunos no auditório, foi proposta uma atividade em grupo que teríamos que apresentar no dia seguinte para todas as turmas de Pedagogia.
O medo e a insegurança começaram a bater e tive que interagir com pessoas que nunca tinha visto antes. Por sinal, meu grupo era composto por 6 mulheres e destas somente eu permaneço no curso. Compreendo que uma das preocupações do curso é formar indivíduos sociáveis, porque, conforme Vygotsky, somos seres que necessitam de convívio social e a interação com outras pessoas desempenha papel fundamental na nossa formação individual.
Logo, no acolhimento em sala, a professora Rosana proporcionou um momento de reflexão com a canção “Oração ao Tempo”, de Caetano Veloso. Então, parei para pensar como faria para organizar meu tempo, no qual cada minuto passaria a ser precioso, tendo que dividi-lo para várias tarefas do cotidiano, principalmente estudar.
Quando a mesma professora nos apresentou o artigo científico Ensino de Língua Portuguesa e contextos teórico-metodológicos, de Maria Auxiliadora Bezerra, fiquei apavorada, sem saber se compreenderia um texto tão bem escrito. Ela orientou a sala a fazer mapas textuais para uma melhor compreensão.
Como era difícil expressar-me pela língua escrita! Ou melhor, ainda é, mas estou tentando melhorar a cada dia, não só a língua escrita como a falada. Segundo os estudos realizados com Luiz Antônio Marcuschi, para escrever bem devemos praticar a língua falada, porque essas duas formas de representação da língua portuguesa se complementam. O indivíduo com facilidade em expressar-se oralmente, consequentemente, poderá adquirir também facilidade para escrever.
Então, chegou o 4º semestre e mais um desafio veio pela frente. No primeiro dia, nossas boas vindas foram com a notícia de que teríamos que desenvolver um projeto integrador.
Foi difícil desenvolver um projeto tão complexo com relatório e documentário, mas nada nesta vida é fácil e eu juntamente com meu grupo conseguimos concluir mais uma missão.
Ao longo desta caminhada, foram muitas barreiras enfrentadas. Sei que tenho um longo percurso e continuarei minha caminhada para ser uma professora/pedagoga de excelência, tendo meus grandes mestres como exemplos de inspiração e mediadores de conhecimento.
Como tudo que é feito com amor é gratificante e compensatório, estou satisfeita com as aprendizagens e os resultados obtidos em minha curta jornada como professora/pedagoga que está apenas começando.
Ariellen de Araujo Gois - 4º semestre/2013-2
domingo, 10 de novembro de 2013
Força divina e inspiração
Na primeira crônica que escrevi neste blog, pude relatar o quanto o 1° semestre me foi desgastante. Confessei até que cheguei a pensar em desistir, mas, no decorrer do tempo, Deus me deu forças e conclui as etapas que a mim foram destinadas.
Veio o 2° semestre e, um pouco mais calma, pude me entregar mais ao curso, fazer novas amizades, pois por conta dos contratempos não tive um bom aproveitamento no semestre anterior.Sempre pedindo força divina, cheguei ao 3° semestre tranquilíssima. Foi tudo ótimo e pude contar com algumas amigas, pois há horas que devemos pedir ajuda aos universitários, kkkkkkk.
E, então, veio o 4° semestre, ufa! Chegamos à metade do curso com o Projeto Integrador e, mais uma vez, recorri à força divina, pois sem ela não seria possível completar mais essa etapa.
Parecia fácil, mas com o passar do tempo começaram os contratempos e as complicações. Certa vez, cheguei a comentar com o professor Ricardo Galvaneze que qualquer hora seríamos desintegrados, de tanto trabalho.
O projeto nos reservou desconfortos, mas por outro lado também nos trouxe a integração. Um grupo pelo outro, pessoas que se colocavam no lugar das outras, diante da seriedade do projeto.
Eu mesma tinha certo receio de me aproximar da professora Cristina, ou Vidaller como muitos a chamam. Então, o trabalho no projeto integrador a revelou para mim como uma pessoa que eu não conhecia, super profissional e, acima de tudo, companheira. Não só eu, mas todas que precisaram puderam contar com ela. Chegou até a fornecer seu telefone pessoal, se precisássemos ligar.
Certa ocasião, ficamos no laboratório das 17h30min até as 22h50min e, ao chegar em casa, por volta de 00h20min, liguei para ela. A professora me atendeu muito bem, mesmo depois de passarmos a tarde e a noite juntas. Se essa era a meta do trabalho, integrar, unir, posso afirmar que ganhei uma amiga e serei sempre grata a ela.
Tive a oportunidade de dizer tudo isso a ela no último dia das apresentações, em uma homenagem feita por nós do Parfor. Todos os professores foram ótimos, mas ela, sem palavras, foi demais.
Parabéns a todos os alunos e professores e que venha o 5° semestre.
Certa ocasião, ficamos no laboratório das 17h30min até as 22h50min e, ao chegar em casa, por volta de 00h20min, liguei para ela. A professora me atendeu muito bem, mesmo depois de passarmos a tarde e a noite juntas. Se essa era a meta do trabalho, integrar, unir, posso afirmar que ganhei uma amiga e serei sempre grata a ela.
Tive a oportunidade de dizer tudo isso a ela no último dia das apresentações, em uma homenagem feita por nós do Parfor. Todos os professores foram ótimos, mas ela, sem palavras, foi demais.
Parabéns a todos os alunos e professores e que venha o 5° semestre.
Sandra Mara Cordeiro -
4º semestre/2013-2
Sempre vale a pena

Quando a professora solicitou que fizéssemos uma crônica, relatando nossa trajetória na Universidade, parei e pensei: o quê escrever? São tantas as experiências que talvez a crônica por si só não seja suficiente...
Tudo inicia com o exercício da memória, buscando naquele cantinho mais profundo do pensamento tudo o que foi vivido e fazer um esforço para não ser injusta e esquecer algo de tamanha importância ou talvez nem tanto assim. Mas, como avaliar o grau de importância do aprendizado? Será que existem formas de avaliação para tal? Nesse percurso, descobri que não existem formas. Tudo aquilo que buscamos aprender, e aprendemos, fica internalizado, é algo que nos pertence, é conhecimento adquirido, nosso por direito!
Confesso que quando fui selecionada e chamada para fazer a inscrição no curso de Pedagogia PARFOR, na UNISANTOS, num primeiro momento, não percebi a responsabilidade que era ingressar em uma universidade. Há muito tempo sem estudar e com a experiência somente do ensino médio e cursos técnicos, confesso minha ingenuidade diante de tamanha responsabilidade.
Confesso que quando fui selecionada e chamada para fazer a inscrição no curso de Pedagogia PARFOR, na UNISANTOS, num primeiro momento, não percebi a responsabilidade que era ingressar em uma universidade. Há muito tempo sem estudar e com a experiência somente do ensino médio e cursos técnicos, confesso minha ingenuidade diante de tamanha responsabilidade.
Com o início das aulas e as devidas apresentações tanto da turma da sala, quanto dos professores e suas respectivas disciplinas, fui inserida num novo mundo: “o mundo acadêmico”. Fiquei maravilhada, mas ao mesmo tempo muito insegura.
Foi-nos apresentada a “História da Educação”, no seu verdadeiro contexto: a Didática e Comenius com sua sensibilidade e sabedoria para conduzir a aprendizagem; a Psicologia que nos apresenta grandes teóricos, Vygotsky, Wallon, Piaget, Maria Montessori, Freinet e outros tantos. Estudiosos afinados com o desenvolvimento humano nos presenteiam com sua generosidade, deixando um legado de teorias, práticas, métodos; o estudo da Língua Portuguesa que nos insere no mundo letrado da norma culta, apresenta-nos as variantes da língua, a forma correta de escrever.
No primeiro semestre, fui convidada a montar um portfólio. Meu Deus o que seria um portfólio? Não sabia nem por onde começar... mas quão gratificante foi ver o resultado, ficou lindo! Será para sempre guardado para fazer parte das minhas memórias; primeira etapa vencida.
Agora teria que fazer uma narrativa, minhas memórias dos tempos de escola. Achei que seria fácil, era só colocar aquilo que vivi e que ainda lembrava, hum! Ledo engano! Precisava verificar as regras de como proceder para escrever uma narrativa.
Mais difícil foi aprender a diferenciar dissertação de narrativa. Começamos o exercício com a "dissertação escolar", depois de muitas correções, feitas pela professora Rosana, finalmente saiu minha primeira dissertação. Claro que depois complicou mais ainda, porque a "dissertação escolar" cresceu, virou artigo acadêmico e, mais a frente, transformou-se até em relatório de pesquisa de campo. Ufa!
Vieram também as fábulas, os contos maravilhosos e os contos de fadas, que delícia! Voltamos a ser crianças. Entretanto, como nada é muito fácil, quando somos iniciantes, lá vem um novo pedido da professora Rosana: em grupo, deveríamos reescrever um conto de fadas tradicional, transpondo-o para o contexto contemporâneo.
Foram muitas tentativas até chegarmos ao verdadeiro espírito do que é um reconto. Nossa amiga de grupo, Débora, com grande perspicácia e imaginação reescreveu a história de Branca de Neve. Reconto digno de ser compartilhado com o auditório da UNISANTOS repleto. Fizemos nossa apresentação com muito capricho e mais uma etapa foi vencida.
Estão vendo como nossa memória nos prega peças?! Comecei a escrever lembrando lá do primeiro semestre e sem perceber já estou relatando acontecimentos do quarto semestre. Interessante perceber que, na aprendizagem, o conhecimento não é fragmentado, há conexões em tudo aquilo que aprendemos.
Estão vendo como nossa memória nos prega peças?! Comecei a escrever lembrando lá do primeiro semestre e sem perceber já estou relatando acontecimentos do quarto semestre. Interessante perceber que, na aprendizagem, o conhecimento não é fragmentado, há conexões em tudo aquilo que aprendemos.
Para um verdadeiro aprendizado, precisamos primeiramente buscá-lo e depois... bem, depois é ter a sorte de ser agraciado por verdadeiros mestres. Convenhamos que encontrar excelentes professores na Universidade Católica de Santos não é ter sorte, mas sim a certeza de que a instituição prima por encontrar profissionais de ponta e respeitados no meio acadêmico. Prova maior são os professores que temos como mestres, e o que dizer desses mestres?! Regina, Thais, Cristina, Gisele, Rosana, Marina, Ricardo, Beth, Paulo, Paulo Campbell, Roseane, Vera, Terezinha, Derna, que carinhosamente foi apelidada de ternurinha. Mestres dedicados, capazes, mediadores que nos dão a honra e o privilégio de tê-los conosco. O que seria de nós estudantes, sem o comprometimento dos grandes mestres da educação.
Ah! E como não poderia deixar de citar, neste semestre, aprendemos como trabalhar com projeto integrador, fazer documentário, aprender a mexer no movie maker, tudo de alguma forma novo, mas com conexões de algo que já havíamos visto.
Ah! E como não poderia deixar de citar, neste semestre, aprendemos como trabalhar com projeto integrador, fazer documentário, aprender a mexer no movie maker, tudo de alguma forma novo, mas com conexões de algo que já havíamos visto.
Percebo que, anteriormente, já havíamos vivenciado outros projetos integradores. No primeiro semestre, a partir do tema gerador a importância do brincar na Educação Infantil, realizamos o Família Caloura, integrando também nossas famílias. No segundo semestre, a partir do tema gerador Alfabetização na Saúde, estudamos gêneros textuais jornalísticos e produzimos o Jornal Mural da Pedagogia. No terceiro semestre, com o trabalho desenvolvido a partir de nossos estudos da Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, a proposta envolveu toda a sala num único grupo e estendeu-se para outras salas de Pedagogia que, ao final, resultou numa grande exposição para que os envolvidos pudessem se apropriar de todos os trabalhos e visões diferenciadas sobre um mesmo tema.
O que posso dizer até aqui, lembrando do poeta Fernando Pessoa, é que sempre vale a pena todo o conhecimento adquirido e os que estão por vir. Esses quatro semestres trouxeram a certeza de que, mais do que ontem e mais do que hoje, almejo me formar pedagoga e ser detentora de saberes pedagógicos.
Edna Cirqueira - 4º semestre/2013-2
O que posso dizer até aqui, lembrando do poeta Fernando Pessoa, é que sempre vale a pena todo o conhecimento adquirido e os que estão por vir. Esses quatro semestres trouxeram a certeza de que, mais do que ontem e mais do que hoje, almejo me formar pedagoga e ser detentora de saberes pedagógicos.
Edna Cirqueira - 4º semestre/2013-2
Minha vida universitária: quem fui, quem sou e quem serei...
O início da minha carreira acadêmica foi marcado por muita luta e realizações. Até algum tempo atrás, nunca poderia me imaginar cursando o ensino superior, quanto mais em uma universidade de renome como a UNISANTOS.
No entanto, por um golpe de sorte, ou melhor, por uma bolsa oferecida pelo governo federal, a fim de corrigir a desigualdade social marcante na formação de professores, estou aqui, realizando o que antes parecia impossível.
No entanto, acredito que não exista nada impossível para conquistarmos nossos objetivos. Primeiramente, é ter fé e acreditar em nós. Segundo, contar com pessoas que acreditem em nosso potencial, e, em terceiro lugar, estar rodeada de amigos, porque sem verdadeiros amigos não chegamos a lugar algum. É certo que, no decorrer destes dois anos, muitas coisas mudaram dentro de mim. Redescobri a educação, apaixonei-me por cada projeto, admirei cada professor. Segundo Rubem Alves, "é preciso desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos. É se dar a oportunidade de aprender coisas novas, viver experiências e se transformar em pessoas melhores". Diante disso, é inevitável a mudança de atitudes, de decisões e agradeço a todos os amigos e professores que estão me ajudando nesta empreitada, e 2015 que me aguarde, estará chegando mais uma professora/pedagoga graduada para fazer a diferença na educação das nossas crianças.
Claudenice Gomes - 4º semestre/2013-2
sábado, 9 de novembro de 2013
Não há vitória sem luta

O começo da minha caminhada pedagógica não foi nada fácil. Foram surgindo vários obstáculos que, aos poucos, fui vencendo. A vida é assim, feita de obstáculos. Eles surgem para que nós possamos vencê-los e, com isso, adquirir experiências, porque não há vitória sem luta.
Passei pelo primeiro, segundo, terceiro e agora estou no fim do quarto semestre. Com certeza, me superei, pois já até consegui apresentar um trabalho oralmente, o quê, para mim, era uma dificuldade imensa. Mas tenho que me preparar agora, pois ainda virá o TCC.
Outro obstáculo que consegui vencer foi o Projeto Integrador. Esse deu trabalho. Desde o começo nada dava certo, da escolha da escola até a entrevista com a professora. E para montar o vídeo, então! Foi uma luta travada com o computador, ele quase me venceu, porém fui vitoriosa: computador 0 X Maria 1.
Uma vez a professora Thais fez uma comparação na sala de aula, ela falou que todo trabalho que não dá trabalho não é bom, e explicou: uma comida quando é fácil de fazer ninguém dá valor; agora quando a comida dá trabalho para fazer, todo mundo come com prazer e a valoriza. Exemplo: miojo e lasanha. Apesar de eu gostar de miojo, tive que concordar com ela. É verdade, o trabalho quando é difícil de fazer a gente dá mais valor.
E nós pudemos ver o resultado, no final, ficou lindo! Meu grupo e eu ficamos orgulhosas de ver o nosso trabalho ser reconhecido pelos alunos e, principalmente, pelos professores. Que venham os próximos semestres com mais obstáculos e barreiras para vencermos, porque é através das dificuldades que iremos adquirir experiências e conhecimento para a nossa vida como professoras.
Maria Gomes - 4º semestre/2013-2
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Uma vida acadêmica na real participação: vivenciando e avaliando
Nesse grupo, não só de pesquisa, mas sim de vivência do dia a dia, acontecem desde momentos de festinha de aniversário, café da tarde, até os trabalhos de diversas disciplinas. Traduzindo em palavras: nosso relacionamento interpessoal vai muito além da sala de aula.
Professores propondo atividades para a nossa formação nos ensinam não só a nos preocupar com o contexto, mas também a perceber que, em nosso grupo, todas as meninas são especiais. Sem falar dos professores que estão totalmente envolvidos conosco, e que também passam por momentos de aprendizagem em que, segundo Jean Piaget, “o professor não ensina, mas arranja modos de a própria criança descobrir, cria situações problemas”.
Desde que formamos o grupo do projeto Família Caloura, conhecemos novas amigas e novos horizontes, tudo mudou. Se antes estávamos muito preocupadas, hoje podemos dizer que conseguimos exercer nossas funções com mais dedicação.
O Projeto Integrador foi um dos mais recentes em que vivenciamos isso. Cada aluna se preocupando em pesquisar elementos que pudessem compor o relatório e o vídeo, tudo bem organizado, mas que os obstáculos, muitas vezes, quiseram nos impedir de continuar, parecia que tudo ia dar errado.
Momentos em que um pequeno tocar no teclado mudava o rumo da conclusão, estresse, distração, falta de paciência, noites sem dormir, preocupação com o horário, palavras jogadas no ar, indicando que não estávamos satisfeitas, no entanto a responsabilidade nos trazia um pouquinho de esperança, que deveríamos continuar. Como diz Henri Wallon: “o indivíduo é social não como resultado de circunstâncias externas, mas em virtude de uma necessidade interna”.
Este trabalho desmontou toda a nossa estrutura. Realmente nos levou a mergulhar no improvável para alcançar a excelência de que somos capazes. Experiência essa que, só através da vivência, podemos contar.
Algumas meninas que já tinham concluído sua pesquisa estavam torcendo para que tudo desse certo.
Esta responsabilidade nos levou a mais uma conquista de que precisávamos aprender com tudo isso. Tudo ficou no lugar e, no final, estávamos bem.
Em concordância, combinamos que no dia da apresentação usaríamos camisetas brancas, desejando amor, paz e união para todos.
O trabalho em grupo requer uma desorganização e organização emocionais e a certeza de que, no final, tudo vai dar certo.
Jane Rosilda - 4º semestre/2013-2
Fé, Força e Foco
Não são meros professores, são companheiros e amigos, estão sempre dispostos a ajudar, seja no que for. Mesmo quando não sabem do problema pelo qual estamos passando, sempre lançam palavras que nos ajudam, motivam e nos impulsionam a continuar. Particularmente, este semestre foi muito difícil: “minha saúde pediu mais atenção”. Recebi o apoio de TODOS os professores, mais que apoio, recebi muito carinho.
Além de excelentes mestres, tenho grandes amigos na turma, vale salientar o crescimento do grupo, comprovado na execução e finalização do Projeto Integrador. Junto a esses amigos, vivenciei situações que certamente ficarão marcadas para sempre. Nada acontece por acaso, mesmo os momentos que não foram tão bons contribuíram para meu crescimento pessoal, tudo serviu de aprendizado.
Não posso deixar de citar a professora Terezinha Ayub, uma perda irreparável. Suas palavras no 1º e 2º semestres, com certeza, fizeram e fazem a diferença. Apesar do sofrimento causado pela doença que ela enfrentava, sempre tinha palavras de incentivo, nos inquietava e motivava a lutar por nosso espaço, por nossos direitos... Ela deixou mais que lições de Sociologia, deixou uma lição de vida.
Essas contribuições para minha vida pessoal estão atreladas às mudanças na minha vida profissional. Antes minha prática era apenas intuitiva, hoje está fundamentada em teorias acompanhadas de explicações, de pesquisas, de descobertas, enfim, de correlações estabelecidas entre teoria e prática. Vejo em cada pensador um pouco da minha prática “intuitiva”. Sei que o resultado do meu trabalho não é mera coincidência, o que antes fazia por “achar” que era importante, agora, sei que é importante e tenho argumentos teóricos que embasam minha prática.
A cada trabalho proposto, surge um novo desafio, um novo encantamento, uma nova paixão... Acompanhados de noites de insônia, de momentos de estresse, de dias de dedicação... Mas, no final, vejo que tudo valeu a pena. Ficam refletidas claramente as palavras de Paulo Freire: “Ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar”.
Estou na metade do caminho, falta percorrer a outra metade. Até aqui, obtive vitórias, conheci pessoas especiais, sorri, chorei (inclusive de alegria), aprendi muito. Espero que os próximos semestres sejam semelhantes, me proporcionem aprendizagem acompanhada de situações e pessoas especiais que agreguem significado a minha profissão e a minha vida.
Deixo registrado o meu eterno agradecimento a todos os mestres que fizeram parte deste caminho até aqui, cada um do seu jeito, a sua maneira, me cativou e me incentivou a caminhar, sem dúvidas, a maior motivação vem do exemplo, da postura e da ética, que fazem de vocês profissionais de Excelência. Obrigada pelo carinho, pela preocupação e pela dedicação.
Sivaneide Pereira Vieira - 4º semestre/ 2013-2
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