Sempre sonhei em vir para a universidade, tantos sonhos, medos e anseios misturados. Uma loucura total! Tive que achar um espaço grande na minha pequena agenda. Conciliar serviço, filhos, casa, deveres, Universidade e seu novo universo a minha frente.
Meu Deus, acho que vou desistir! Sentia-me (e às vezes, sinto-me) uma burra, não entendo nada, tudo tão difícil... e tão pouca compreensão! Pensei até em desistir, mas o carinho de poucos e as palavras de uma professora (Marina) mudaram as ideias que gritavam em minha mente.
Ainda bem... mas, eu já devia saber que no magistério tudo é luta, é mudanças. E tudo junto coopera pra o meu crescimento. O ano de 2012 foi marcado por tantas mudanças: pessoas vêm, pessoas vão... decisões (sim ou não), quanta pressão! Tantas coisas para aprender em tão pouco tempo! Quanta coisa mudou desde o meu magistério! 10 anos se passaram e, hoje, estou na Universidade. É um novo ambiente e tenho que me tornar camaleão e me adaptar a esse universo novo, bem real que está a minha frente, dizendo que eu posso ser aquilo que sonhei, que eu posso chegar onde eu planejei... que eu posso... e posso muito mais... pois nesse caminho, eu penso que estou só, mas tem gente me guiando, me conduzindo, dando-me a direção certa. Me ensinado a pescar, (às vezes, treinando a própria paciência), ao invés de dar o peixe. É outubro e falta pouco para o ano acabar... entrarmos de férias... recarregarmos as baterias... para esse novo ano que começa... e saber que tudo pode parecer difícil, mas nada... NADA MESMO... é impossível. Valeu a pena conhecer esse mundo novo! Cheio de possibilidades.
Daniela Martins - 2º semestre 2012/2
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Eu, autora
Meu Deus! O que dizer de mim como autora... Ainda mais de crônicas! Foi difícil entender o propósito das coisas, dos tempos, dos assuntos envolvidos, da realidade e da diversidade de palavras. Senti muita dificuldade para elaborar textos, assim como estou sentindo ao escrever este, e perceber como o olhar humano é tão carinhoso e agressivo ao mesmo tempo, quando se analisa um texto, seja ele de qualquer espécie.
Acho que faltou tempo para a dedicação necessária e criatividade para tais conclusões! É muito fácil falar, difícil foi me expressar em palavras e “ tocar” o coração da professora, ou fazê-la entender a mensagem, a ideia, tantas vezes reescrita... e não dita de forma coerente e consistente... ou tão absurdamente atraente, pois acho que seria mais fácil chamar a atenção do Brad Pitt do que a do professor... que as vezes é tão severo ao analisar o texto, sem querer saber o seu contexto e produção. Não sei mais o que escrever, não quero encher lingüiça... quero ser objetiva, clara com o leitor e mostrar que tudo pode ser belo, notório e eficaz quando nos colocamos no lugar do outro. Como é difícil nos expressar usando as palavras, tantos cuidados! Mas, interessante, pois nos ensina a sermos criativos e irmos atrás... além das nossas expectativas.
Eu posso ser uma autora melhor... mas, preciso de tempo, respeitar o processo de aprendizagem que nos molda a cada dia e perceber os pequenos detalhes que nos dirige nessa estrada chamada Mundo das Ideias.
Daniela Martins - 2º semestre 2012/2
Acho que faltou tempo para a dedicação necessária e criatividade para tais conclusões! É muito fácil falar, difícil foi me expressar em palavras e “ tocar” o coração da professora, ou fazê-la entender a mensagem, a ideia, tantas vezes reescrita... e não dita de forma coerente e consistente... ou tão absurdamente atraente, pois acho que seria mais fácil chamar a atenção do Brad Pitt do que a do professor... que as vezes é tão severo ao analisar o texto, sem querer saber o seu contexto e produção. Não sei mais o que escrever, não quero encher lingüiça... quero ser objetiva, clara com o leitor e mostrar que tudo pode ser belo, notório e eficaz quando nos colocamos no lugar do outro. Como é difícil nos expressar usando as palavras, tantos cuidados! Mas, interessante, pois nos ensina a sermos criativos e irmos atrás... além das nossas expectativas.
Eu posso ser uma autora melhor... mas, preciso de tempo, respeitar o processo de aprendizagem que nos molda a cada dia e perceber os pequenos detalhes que nos dirige nessa estrada chamada Mundo das Ideias.
Daniela Martins - 2º semestre 2012/2
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Como me senti autora
Mesmo sendo professora de Ensino Fundamental, é vergonhoso dizer isto, mas há muito tempo não lia com tanta frequência, ”achava não ter tempo”. Obrigatoriamente, temos que ler para ampliar vocabulário e conhecimentos técnicos em redação.
Para escrever esta última crônica, busquei algumas referências e definições em autores famosos e sites voltados para disciplina de língua portuguesa. Neste caso, não tenho vergonha e dizer: às vezes, precisamos de bons modelos para nos embasarmos e tentar melhorar cada vez mais nossa escrita.
Atualmente, vejo como nosso processo de ensino na infância foi limitado, no que diz respeito à amplitude de repertório com textos de diversos gêneros, esses seriam nossos modelos hoje. Percebo que tenho refletido e lido mais antes de opinar sobre algum tema, qualquer que seja a disciplina.
Para pensarmos, segue uma citação bastante clara da importância de ler para poder melhor escrever:
Não existe escritor que não
seja leitor. Todos, em qualquer época, seja de que país forem, leem ou leram
muito. Para escrever, você precisa ler bastante. Assim aprende como apresentar
personagens, manter a trama tensa, jogar com o leitor para manter os olhos
dessa pessoa que você não conhece presos na sua página. E os melhores
professores de escrita são os escritores, aqueles que já fazem isso.
Seja antes um/a leitor/a
Mas tem um detalhe: é bem
provável que você tenha sido torturado/a na escola, obrigado/a a ler livros
clássicos, obrigatórios, para trabalhos. A escola é em geral um desastre para a
leitura, tira qualquer prazer dessa atividade. Assim, para se tornar um/a
escritor/a, você vai ter que se desprogramar e aprender a ler por prazer.
Como é isso?
Leia o que você gosta. Nada
de listas de livros, nada de obras obrigatórias, fuja de gente que diz “você
tem que ler isso!” Você não tem que ler nada de que não goste, que não atraia o
seu olho, que não combine com você nesse momento.
Gibis? Leia muitos. Mangás?
Se gosta, vá em frente. Ou melhor, vá atrás, que a leitura é de trás para
diante. Histórias de vampiro? Divirta-se. Bestsellers trash? Mande ver.
Bobagens mal traduzidas? Se você consegue entender, vá firme. Classicões? Siga
seu faro. Autores famosos? Leia o que desperta seu interesse.
Ou
seja, siga seu próprio caminho. A escrita não é uma atividade de rebanho, para
seguidores, mas algo criativo. Você é quem tem que fazer sua rota, descobrir
seu estilo, apurar seu gosto. E o primeiro passo é sentir-se feliz lendo, não
importa o quê. Ou melhor, lendo o que prende a sua atenção, que lhe dá prazer. Esqueça
as críticas, as opiniões alheias e entre numa livraria ou num sebo com os
sentidos alertas, em busca do que serve para você.
http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva/component/content/article/5-home/34-jovens-escritores.html
(Acesso em
13/11/2012)
Referências
CUNHA, Dóris de Arruda Carneiro da. O funcionamento dialógico em notícias e Artigos de Opinião. In: BEZERRA, Maria Auxiliadora; MACHADO, Anna Raquel; DIONISIO, Ângela Paiva (orgs.). Gêneros Textuais & Ensino. São Paulo: Parábola Editorial, 2010, p.179-193.
http://www.escrevaseulivro.com.br/escreva/component/content/article/5-home/34-jovens-escritores.html.
Arisa Pio Rodrigues - 2º semestre 2012/2
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Lembranças
Pé de Grumixama
Quando posso, gosto de andar pelas ruas, sem rumo... Às vezes, até nas ruas que fazem parte do meu caminho de todo dia, é tudo tão diferente! Esse
olhar sem pressa, esse olhar que olha através dos portões, das vidraças, ultrapassando as carcaças.
O meu olhar vai invadindo as árvores, tão lindas, tão frondosas! Suas folhas caindo, num verde intenso, e vou secando cada calçada, tão singular, com
suas casas com quintal! E vem a lembrança de criança, o cheiro da terra, o gosto das frutas que eu pegava nos meus galhos, na minha árvore.
Parece brincadeira, mas não é, eu tinha as minhas árvores favoritas, e, em cada uma delas, alguns galhos que eram só meus. Os outros eu dividia com a minha amiga e vizinha, muro com muro, e nós nem precisávamos entrar pelo portão, pulávamos aquele velho muro, como se fosse nosso companheiro, facilitando na hora da fome, do banho, da escola...
Você não quer saber que árvores, tão cheias de lembranças, eu tinha no meu quintal?
Tinha caramboleiras, ameixeiras, abricó, pitangueiras, abiu, grumixama (será que ainda existe? Você já ouviu falar?). Fora as amoreiras e goiabeiras da
vizinha de trás. Que saudade que tenho... da minha infância feliz...
Aucirema - 4º semestre
A grande benção
Volto a falar do tempo...
Já passava dos 34 anos e, como não havia engravidado até então, pensava que não poderia (mais) ser mãe. Eis que, quando menos esperava, lá estava uma pequena grande criança em meu ventre, lá, há quase três meses. Foi uma grande felicidade!
Minha gravidez foi muito tranquila. Agora já estava com 35 anos e, numa quinta feira santa, nasceu minha filha, em 06/06/1996. Nós, mulheres privilegiadas, que brotamos a vida, que sentimos dentro do corpo e dentro da alma o pulsar de uma nova vida...
Que maravilha! Não há palavras para expressar os sentimentos que nos envolvem.
O tempo passou...
E, no auge dos meus 40 anos, fazendo exames de rotina, numa ultrassonografia transvaginal, a médica diz: você sabe que está grávida?
Saí de lá aos prantos, mas não foi de felicidade. Estava sem trabalho e meu relacionamento no fim. Pensei, pensei e, no desespero da situação, minha velha e sábia mãe me falou: vamos colocar mais água no feijão... e assim recomecei...
Assumindo a gravidez, feliz da vida, fiz a primeira ultrassonografia. Fui alertada: seu bebê está com problemas, precisamos fazer um exame mais detalhado, uma ultrassonografia morfológica.
Marcado o dia, com o coração apertado, ouvi de um especialista: o seu bebê está com muitos problemas. Nessas alturas, eu já estava na vigésima semana. O exame teria que ser repetido a cada 20 dias. E a cada saída do consultório, sozinha, o meu choro que só Deus escutava...
Além do especialista fazendo o exame, permitiam que alunos da Faculdade também participassem. Minha filha era objeto de estudo.
O diagnóstico era: todos os membros longos estavam com tamanhos diferentes, além de outros problemas.
Comecei a ficar mais próxima de Deus. O meu grande e insistente pedido era que ela chegasse com a parte neurológica perfeita. Era tudo que eu pedia, e como pedia... Deus deve ter ficado cansado, exausto, mas Ele costumava sempre me atender... Às vezes, Ele ficava tão cansado que chamava sua mãe. E Ela, na sua bondade infinita, me acolhia em seus braços.
Vocês não têm ideia das coisas que passei... Só Ele, Maria e eu sabíamos...
Mas não desisti e sabia que tudo daria certo. Quando minha flor desabrochou e minha linda veio ao mundo a equipe médica gritou: “aos nossos olhos ela é perfeita”, nem sei se a hora encaixava para esta frase, mas quando vi aquela coisinha nos meus braços, chorei muito... mas de felicidade... aqueles olhinhos eram de uma guerreira e ela chegou abençoada...
Prometi a mim mesma que faria todos os exames que fossem pedidos e acompanharia no que fosse preciso. No entanto, eu sabia que o milagre tinha acontecido! Tudo e todos os exames estavam perfeitos, tudo estava e continua no seu lugar... perfeitamente...
Minha filha acaba de completar 11 anos (15/11) de pura perfeição. A única imperfeição é que ela tem dentinogênese, que é a falta de esmalte nos dentes. Isso não é nada, não é mesmo? Tudo pode ser mudado.
Essa é a minha grande benção!
Aucirema - 4° semestre 2012/2
Já passava dos 34 anos e, como não havia engravidado até então, pensava que não poderia (mais) ser mãe. Eis que, quando menos esperava, lá estava uma pequena grande criança em meu ventre, lá, há quase três meses. Foi uma grande felicidade!
Minha gravidez foi muito tranquila. Agora já estava com 35 anos e, numa quinta feira santa, nasceu minha filha, em 06/06/1996. Nós, mulheres privilegiadas, que brotamos a vida, que sentimos dentro do corpo e dentro da alma o pulsar de uma nova vida...
Que maravilha! Não há palavras para expressar os sentimentos que nos envolvem.
O tempo passou...
E, no auge dos meus 40 anos, fazendo exames de rotina, numa ultrassonografia transvaginal, a médica diz: você sabe que está grávida?
Saí de lá aos prantos, mas não foi de felicidade. Estava sem trabalho e meu relacionamento no fim. Pensei, pensei e, no desespero da situação, minha velha e sábia mãe me falou: vamos colocar mais água no feijão... e assim recomecei...
Assumindo a gravidez, feliz da vida, fiz a primeira ultrassonografia. Fui alertada: seu bebê está com problemas, precisamos fazer um exame mais detalhado, uma ultrassonografia morfológica.
Marcado o dia, com o coração apertado, ouvi de um especialista: o seu bebê está com muitos problemas. Nessas alturas, eu já estava na vigésima semana. O exame teria que ser repetido a cada 20 dias. E a cada saída do consultório, sozinha, o meu choro que só Deus escutava...
Além do especialista fazendo o exame, permitiam que alunos da Faculdade também participassem. Minha filha era objeto de estudo.
O diagnóstico era: todos os membros longos estavam com tamanhos diferentes, além de outros problemas.
Comecei a ficar mais próxima de Deus. O meu grande e insistente pedido era que ela chegasse com a parte neurológica perfeita. Era tudo que eu pedia, e como pedia... Deus deve ter ficado cansado, exausto, mas Ele costumava sempre me atender... Às vezes, Ele ficava tão cansado que chamava sua mãe. E Ela, na sua bondade infinita, me acolhia em seus braços.
Vocês não têm ideia das coisas que passei... Só Ele, Maria e eu sabíamos...
Mas não desisti e sabia que tudo daria certo. Quando minha flor desabrochou e minha linda veio ao mundo a equipe médica gritou: “aos nossos olhos ela é perfeita”, nem sei se a hora encaixava para esta frase, mas quando vi aquela coisinha nos meus braços, chorei muito... mas de felicidade... aqueles olhinhos eram de uma guerreira e ela chegou abençoada...
Prometi a mim mesma que faria todos os exames que fossem pedidos e acompanharia no que fosse preciso. No entanto, eu sabia que o milagre tinha acontecido! Tudo e todos os exames estavam perfeitos, tudo estava e continua no seu lugar... perfeitamente...
Minha filha acaba de completar 11 anos (15/11) de pura perfeição. A única imperfeição é que ela tem dentinogênese, que é a falta de esmalte nos dentes. Isso não é nada, não é mesmo? Tudo pode ser mudado.
Essa é a minha grande benção!
Aucirema - 4° semestre 2012/2
Instrospecção
Hoje tenho uma nova visão, depois que iniciei meus estudos, neste curso de Pedagogia. Percebi o quanto é importante estar atualizada, informada e procurando sempre fazer o melhor pelos pequeninos, nossos alunos.
Procurar ter um olhar mais profundo, cauteloso, ser sensível e até mesmo entender pela fisionomia de uma criança, quando ela está pedindo socorro! Muitas vezes, o aluno espera tanto de nós... Se nos colocarmos apenas como transmissores de conhecimentos e conteúdos, quanto deixaremos de aprender com eles! O quanto deixaremos de nos sentir realizados!
É, eu sou muito importante! Muitos não reconhecem! Ah! E daí... O importante é que eu consiga formar cidadãos que venham ter uma cabeça pensante, que reconheçam que podem ir além... Que não serão apenas mais um em meio à multidão... Mas aquele que faz a diferença na multidão! Obrigada! Queridos professores vocês têm feito a diferença em meu viver...
Marilene Aparecida Santana -
4º semestre 2012/2
Como me senti autora
Então, respirei fundo, mãos à obra e coração na ponta dos dedos; deixei o sentimento fluir... Sabe que começou a brotar ideias e mais ideias que, ao passá-las para o computador, percebi que estavam permeadas de emoções! Sentimentos verdadeiros!
O mergulho ao passado, àquela infância maravilhosa, toda a nostalgia me fez um bem!!! Às vezes, relembrar bons momentos faz a gente se pegar rindo sozinha! Imagina compartilhar experiências com tanta gente, a partir da escrita das crônicas! Incrível!
Sei que isso é só começo; tenho consciência de que tenho que me aperfeiçoar mais e mais... Sinceramente, gostei do resultado foi uma experiência muito proveitosa, o produto final me deu muito prazer... Isto é só o começo... Tem muito mais por vir... Aguardem...
Marilene Aparecida Santana -
4º semestre 2012/2
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