terça-feira, 29 de maio de 2012

Documentário: PARFOR: A realização de um sonho



Como, com toda proposta da qual não estamos acostumados, ficamos apreensivos. Há uma certa resistência, pois às vezes achamos que não vamos conseguir. Inicialmente a proposta foi feita pela professora Rosana Pontes, que, para nossa alegria (rs), uniu-se em parceria com a professora Maria Cristina, nos auxiliando bastante com essa nova tecnologia. Afinal é um instrumento importante para nós professores, pois sabemos o quanto é imprescindível trabalharmos com diferentes metodologias.
Acho que o início é sempre mais difícil, e não foi diferente. Precisávamos decidir qual seria o tema do nosso documentário. Logo nos bateu uma vontade de contar um pouco da nossa trajetória no curso, a realização desse sonho que estávamos vivendo.
As ideias foram surgindo e então decidimos que cada uma iria gravar seu relato sobre essa experiência. Lógico que queríamos gravar na Universidade, já que era a esse cotidiano maravilhoso que estávamos nos referindo.
Devido o meu grupo ter a definição de uma anedota que, segundo o Wikipédia é “uma breve história, de final engraçado e às vezes surpreendente, cujo objetivo é provocar risos ou gargalhadas em quem a ouve ou lê”, então essa hipótese foi logo descartada, pois não conseguiríamos nos concentrar e atrapalharia a gravação.
Então, ficou decidido que gravaríamos nosso relato em casa. Cada uma escreveu um pouco da sua história, tentando organizar as lembranças, querendo não esquecer de nenhum momento importante. São tantos que tivemos que resumir o máximo para caber no documentário.
A primeira, como sempre(rs), a gravar o vídeo foi a Izildinha, depois a Carina, a Sandra e eu. Cada uma ficou responsável por uma parte da produção. A montagem final ficou por conta da Carina, mas eu fiquei tão entusiasmada com o documentário que decidi fazer um também, para ter como reserva, caso fosse necessário usar, já que a vida e o movie maker são cheios de imprevistos (rs).
Bem, o meu grupo foi 1 dos 2 primeiros grupos a apresentar da minha turma. Já para gravar o vídeo em casa estava morrendo de vergonha, imaginem agora que toda a turma e a professora iriam ver também.
Foi muito engraçado nos ver no vídeo, mesmo sem perceber vestimos um personagem para falar, acho que a vergonha fez isso com a gente.
No final do documentário, colocamos fotos de alguns momentos vividos na universidade, o que nos emocionou bastante.
Foi muito bom poder relembrar esses momentos. Acho que, mesmo para aqueles que não participaram da produção desse documentário, foi possível relembrar toda trajetória vivida, todas as barreiras enfrentadas e todas as vitórias conquistadas e perceber que é muito bom estar aqui. Clique no link abaixo e aprecie nosso documentário.

Vania Vigneron - 4º semestre



Efeitos Colaterais de Junho


Estamos prestes a entrar no mês do estresse, o mês final do 2º bimestre. É o mês em que as notas devem ser entregues mais rápido, os trabalhos da faculdade também. Tudo isso vai acumulando. O resultado é uma irritação cinco vezes ao dia, com uma dose de falta de paciência e 100 ml de mau humor.
O 2° bimestre escolar deveria trocar de nome para 1/7 de bimestre, pois é um bimestre curto. Sei que o bimestre não é formado somente por junho, porém é o término. É o momento das cobranças de resultado pipocando na sua frente, ao lado e trás. São resultados que devem ser entregues como professor e como aluno de universidade.
Sei que muitos podem estar falando... Por que não se programou? Aí chegamos a uma das explicações, em que eu respondo como um legítimo brasileiro... No final tudo vai dar certo. Consciente ou inconsciente (deixo para a psicanálise explicar) sei que no final consigo realizar tudo. Fora isso, a profissão de professor de educação básica é extremamente cansativa (a outra explicação). O professor deve programar seu tempo entre: planejamento, aulas, justificativas de como um aluno que não abre o caderno o bimestre inteiro atingiu uma nota baixa, estudo, capacitações, família, relação social e de vez em quando comer e dormir. Por isso, em alguns momentos, um dos itens fica a desejar ou até mais de um.
Ao refletir chego à conclusão que a maior parte da humanidade, e não somente os brasileiros, de certa forma, age dessa maneira. Quando realizamos algo aos trancos e barrancos, e no final atingimos o objetivo, provavelmente quando praticarmos algo semelhante vamos agir da mesma forma.
A única exceção é se no término a pessoa ficou traumatizada. O desgaste foi tamanho, que resultou em uma pessoa extremamente organizada. E se por acaso for uma professora ou professor de educação básica, essa pessoa está fadado à marginalização da vida social.



segunda-feira, 28 de maio de 2012

UM DESAFIO NA MINHA VIDA


Crônicas, como é difícil escrevê-las! As palavras vêm e fogem, minha cabeça ferve com tantas coisas para estudar e fazer. Sei que não é fácil cursar uma faculdade, mas, na minha opinião, às vezes os professores pegam pesado. Entrei neste curso completamente sem noção. Saí da escola já faz alguns anos e sem experiência de sala de aula, trabalho em creche com crianças muito pequenas e a chance de aprender e praticar é mínima.
Fazer faculdade sempre foi um sonho, um sonho quase impossível, mas, com ajuda de Deus, estou conseguindo realizar. Às vezes penso em desistir, pois acho que não vou conseguir acompanhar os meus colegas de classe e também tenho vergonha dos professores que podem achar  que é falta de vontade que não me esforço e que quero ficar nas costas dos amigos, quando, na realidade, não é isso... Difícil as pessoas entenderem, então, às vezes, tento me isolar.
Com tantas pessoas inteligentes eu me sinto um zero à esquerda.
Com todas essas dificuldades e ainda conciliar  trabalho e estudo acaba pesando muito.
Admiro todas as minhas colegas de classe que conseguem superar  todas as dificuldades, fazendo todos os trabalhos, mesmo não sendo fácil e também admiro a inteligência de cada uma.
Professores do Parfor, muito obrigada por tudo.
Quero acreditar que tudo isso é um desafio e que vou superar!

Maria Regina Pierre Marcondes - 4º semestre


A felicidade não custa nada


Certo dia pela manhã, fiquei imaginando coisas diferentes e sem querer me percebi prestando atenção em pequenas coisas, pequenos detalhes, fiquei apreciando coisas que normalmente ninguém nota, ou presta atenção. 
Foi no trajeto que faço todos os dias, passo pelas mesmas pessoas, e aí comecei a perceber a beleza de tudo a minha volta. O céu ensolarado, o verde das árvores, as ondas do mar, comecei a fazer uma leitura do mundo totalmente diferente. Muitas vezes me peguei rindo das diferentes situações e nestes momentos eu também percebi quanto a felicidade custa pouco, ou talvez não custe nada, pois ela está nos detalhes e coisas mínimas que muitas vezes deixamos de apreciar por causa da mente muita ocupada, ou por causa das preocupações, eu me senti feliz repleta de muita paz interior justamente por que eu estava admirando as coisas a minha volta. 
Não que tudo fosse bonito, mas cada coisa tinha sua função, passei por debaixo de um pé de jambolão, o chão estava todo roxo, tão roxo que se não tivesse cuidado escorregava nele. Mas era como se fosse uma pintura de um quadro, tão lindo, percebi as aves bebendo água nos canais, os idosos de mãos dadas atravessando a rua, os cachorros passeando com seus donos, cada pessoa indo e vindo, e fiquei imaginando, uns vão trabalhar, outros para o médico, outros resolver algum problema, outros, como eu, estudar. 
Eu acredito que existiria menos stress, menos doenças, menos tristeza, se o mundo percebesse a beleza das pequenas coisas, e as valorizasse. Talvez não sejam todos os dias que tenhamos toda essa sensibilidade de perceber tais coisas, mas que, de vez em quando, lembrássemos de senti-las. Agradeci muito a Deus por esse dia, por que somente ele é capaz de nos dar a paz para que possamos refletir e sentir todas essas maravilhas que ele mesmo criou e, às vezes, passam tão despercebidas em nossas vidas: o nosso cotidiano maravilho.

Débora Cristina Somogyi - 4º semestre

Enfim está chegando o fim



Pois é, enfim estamos chegando na reta  final de mais um semestre, um ciclo que se fecha, para que um outro se abra.
Novas matérias, novos professores, novos conhecimentos... Será que isso é bom ou ruim? Não sei responder, só saberei depois com o tempo. Será que sentirei saudades dessa etapa, dos professores que tanto amei e odiei ao mesmo tempo? Também não sei, só sei que sinto sim um imenso alívio de estar chegando ao final deste semestre, de ter terminado um DOCUMENTÁRIO. Nossa isso sim eu jamais imaginei que iria fazer um dia! Mas depois de pronto, dá um prazer tão grande de assistir, eu vejo e revejo, várias vezes e não consigo acreditar que consegui, a capa, tudo ficou tão lindo! Mas quantos dias e dias e dias para fazê-lo? Perguntas de o porquê fazê-lo, para quê? Confesso que ainda não sei a resposta, mas que hoje depois de pronto, terminado, dá ORGULHO de dizer CONSEGUIMOS AMIGAS!
E por falar em amigas, cada vez mais tenho certeza que escolhi amigas queridas para trabalharmos juntos, parece que nos completamos, e não posso deixar de falar da Andrea, guerreira, exemplo de força de vontade, a mãezona que precisávamos, você acha que te ajudamos? Não, pelo menos para mim não, você que me dá forças com a sua força OBRIGADA. Adorei esta nossa parceria.
Enfim, por obrigação esta é a última crônica que tenho que escrever, o último trabalho para a disciplina Educação e Linguagem II, mas professora Rosana Pontes, pode ter certeza que adorei fazê-las e não irei parar, continuarei escrevendo, pois para mim foi um prazer.

Beatriz Quiquinato de Lima - 4º semestre


domingo, 27 de maio de 2012

MINHA EXPERIÊNCIA NA EDUCAÇÃO

Faculdade sempre quis fazer, mas não de Pedagogia. Apesar de gostar de criança, não era esse o meu sonho, fui trabalhar na área da educação por necessidade, prestei concurso e graças a Deus passei. Com medo e muito receio, fui conhecer a creche em que ia trabalhar. Algumas pessoas me receberam bem outras com desconfiança. Acho que é uma espécie de ciúmes por invadir um espaço que até então era delas. Quando conheci as crianças, percebi que não queria só cuidar, eu precisava ser mais do que uma simples cuidadora. Foi assim que comecei a me interessar em aprender . Mudei de creche, onde estou até hoje e foi nessa nova casa que conheci o PARFOR. Com ajuda da coordenadora consegui me inscrever, fiz a prova com pouca esperança de passar, tinha muitas candidatas com Magistério e atuando na área. Qual não foi minha surpresa quando fui comunicada para ir à faculdade fazer minha matricula. Nossa minha alegria não tinha tamanho!
Sei que tenho muitas dificuldades, mas tenho fé que vou conseguir superá-las.
Maria Regina Pierre Marcondes - 4° semestre                        





DIFÍCIL... MAS QUEM FALOU QUE SERIA FÁCIL?


Mais uma vez estou me preparando para escrever algo que, na maioria das vezes, me vem ao pensamento e, quando sento na frente do computador, vai saindo aos poucos, como num passe de mágica. Chego a pensar que inspiração deveria ser algo controlável, como se pudéssemos pensar, falar e fazer quando desse vontade, porque às vezes estou no ônibus, lotado, diga-se de passagem, em pé e, de repente, me dá uma “baita” vontade de escrever sobre algo ou alguém e quando chego em casa... pronto, lá se foi a minha inspiração.
É bem verdade que eu amo muito escrever, mas confesso que depois de um dia cansativo de trabalho, após enfrentar duas viagens de ônibus, lotado, como já mencionei, sentar na frente de um computador ou até mesmo no sofá com um caderno e um lápis, é realmente complicado. Normalmente isso ocorre todos os dias, fico perdida entre os afazeres de casa, às voltas com as lições do meu filho de doze anos e tentando compreender o universo adolescente da minha filha de dezessete anos.
Pois é, difícil é pouco, é muito mais do que isso. Mas como nem sempre as coisas acontecem como nós gostaríamos que acontecessem, dia desses eu estava na sala, no curso de Pedagogia, na Unisantos, quando olhei para a porta e vi a Andrea entrando, ofegante pela subida dos três andares de escada, entrando e dando um “boa noite” com um sorriso nos lábios como se a vida fosse plenamente bela. Foi então que parei, pensei e comecei a ver a vida de outra forma. A Andrea, para quem não sabe, está fazendo tratamento de quimioterapia e lutando para vencer um câncer, nossa... Parece chocante? Mas não é. A Andrea é uma mulher vitoriosa, um exemplo para todos nós que não é diferente de nós, também tem uma pilha de trabalhos para entregar, livros e mais livros para ler e crônicas para escrever. A diferença é que a Andrea tem muito mais coragem, força e, principalmente, alegria de estar viva e podendo compartilhar momentos que para ela, com certeza, são significativos e serão inesquecíveis.
Hoje, eu tomei posse dessa alegria, dessa força e dessa coragem para continuar, não só na faculdade, mas na minha vida, no meu trabalho. Sou grata a Deus pela oportunidade de pensar, mas com alegria, com prazer.
Inspiração? Hoje a minha inspiração tem um nome: Andrea. É para ela que eu dedico esta crônica com um beijo pela vida, a minha, a dela e a de todos os que estão do nosso lado.

Daniela Cristina - 4º semestre